Zezé Motta participa da Flup – Festa Literária das Periferias

Zezé Motta na FLUP

Nesta terã-feira (26.05) “As caras de Carolina” traz atrizes que interpretaram Carolina Maria de Jesus para falar da construção dessa personagem a um só tempo tão distante e tão próxima de suas próprias trajetórias.  O painel on-line às 19h, com Zezé Motta, Cyda Moreno e Andreia Ribeiro, mediação de Sol Miranda.

26.05.2020


Zezé Motta e Elke Maravilha

Zezé Motta e Elke Maravilha

25.05.2020


80 anos de Cacá Diegues

Zezé Motta e Cacá Diegues (5) Zezé Motta e Cacá Diegues (5) Zezé Motta e Cacá Diegues (5) Zezé Motta e Cacá Diegues (5)

Zezé Motta e Cacá Diegues no Washington Post

Já fiz cinco filmes com Cacá – Xica da Silva, Quilombo, Dias Melhores Virão, Tieta, Orfeu – e no que depender de mim faço mais. Adoro trabalhar com ele. Quando ele me chamou para o Quilombo, achei que tinha enlouquecido de vez. Aquela mulher, Dandara, não podia ser feita por mim. Ela não sorria nunca, só guerreava. Eu não imaginei que fosse capaz de fazer um filme inteiro sem sorrir. Quilombo reconta um momento riquíssimo da história do Brasil, sob o ponto de vista dos vencidos. Pelos documentos oficiais de Portugal, os habitantes de Palmares eram considerados 105 bandidos. O filme mostra que os negros sempre lutaram pela sobrevivência, não estavam acomodados à espera de um redentor. Ir para Cannes representando o filme com a equipe foi uma emoção à parte. O filme foi ovacionado na sessão de gala e nós saímos aos prantos da sala de projeção. Depois, em Dias Melhores Virão e Tieta também fiz duas personagens austeras: uma dubladora e uma solteirona. A dubladora foi mole porque eu fazia a melhor amiga da personagem da Marília Pêra. Então, foi só copiar da vida real. Já a solteirona do Jorge Amado, a Carmosina, deu uma certa responsabilidade porque ela já tinha sido interpretada na TV pela maravilhosa Arlete Salles. Quando vi o filme, achei que não tinha me saído bem. Mas depois Caetano, Miguel Faria Jr. e o próprio Cacá me convenceram de que eu tinha dado bem o recado. E no Orfeu eu tive a oportunidade de revisitar a obra, uma vez que eu tinha sido a Eurídice no teatro, ao lado do Zózimo Bulbul, dirigida pelo Haroldo de Oliveira. Na versão do Cacá, eu fazia a mãe do personagem do Toni Garrido. Fazer esse filme foi uma emoção à parte, porque Orfeu Negro, do Marcel Camus, foi o primeiro filme que eu vi na vida. Cacá, é um irmão, um amigo, e um dos grandes responsáveis pela minha história no cinema nacional. A minha gratidão é e sempre será eterna ao Cacá. Feliz aniversário, para esse pai, marido, e ser humano incrível, Cacá Diegues. (Zezé Motta)

 

 

 

19.05.2020


Quarentena

Zezé Motta em casa

19.05.2020


Zezé Motta e Dona Ivone Lara em A Força de Xangô, em 1978

Zezé Motta e Dona Ivone Lara

18.05.2020


Zezé Motta na Revista O Cruzeiro, anos 80

Zezé Motta | Fotos: Hélio Passos | O Cruzeiro | anos 80

Zezé Motta | Fotos: Hélio Passos | O Cruzeiro | anos 80

Zezé Motta | Fotos: Hélio Passos | O Cruzeiro | anos 80

Zezé Motta | Fotos: Hélio Passos | O Cruzeiro | anos 80

Zezé Motta | Fotos: Hélio Passos | O Cruzeiro | anos 80

Zezé Motta | Fotos: Hélio Passos | O Cruzeiro | anos 80

18.05.2020