Sob Pressão, na Globo

Zezé Motta em Sob Pressão, O Globo, Kogut

 

A série é baseada no filme homônimo do querido Andrucha Waddington!

17.04.2017


A vida e o adeus aos personagens…

Zezé Motta em Ouro Verde

Damos vida e também adeus a muitos personagens ao longo das nossas carreiras. Já são 50 anos que faço televisão e cinema, confesso que perdi as contas de quantas mulheres vivi e morri. Hoje, me despeço de Nenem, minha personagem na novela Ouro Verde da TVI, que me levou a morar por algum tempo em Lisboa, e que trouxe mais uma grande experiência e uma enxurrada de amigos, pessoas que levarei para o resto da vida da Zezé. O meu muito obrigada a todos(a) telespectadores Portugueses. Fui tratada como uma rainha. Obrigada a toda equipe TVI, vocês são sensacionais. Obrigada Maria João Costa por escrever personagens tão maravilhosos e ao diretor Hugo de Souza por todo profissionalismo e carinho com a Nenem e com a Zezé aqui. Obrigada Portugal! Axé! E até breve!

17.04.2017


Cuba, em 1979

Guilherme Araújo (alto à esquerda), Zezé Motta, J. Moraes, Regina, Simone, Gonzaguinha, Fredera, Paulinho Nogueira, Marieta Severo, Djavan, Walter Franco, Chico Buarque e Nelson Ayres no embarque para Cuba, em 1979.

Essa foto tem uma longa história… Estava eu em casa, o ano era 1979, havia acabado de chegar de uma gravação, e do outro lado da linha era o Chico Buarque me convidando pra ir pra Cuba, em plena ditadura, – na época não havia nenhum apoio diplomático entre Brasil e Cuba -, era proibido inclusive de irmos pra lá, etc… Enfim, na hora – sem pensar -, eu disse sim! Lá fui eu correndo arrumar malas, iríamos ficar 15 dias. O convite era para eu participar de um festival muito importante que envolvia todo tipo de arte, fui convidada para cantar. Eu, Gonzaguinha, Simone (cantora), meu amado Djavan, minha querida Marieta Severo foi com Chico… Foi um momento histórico na minha vida. E ai lá fui eu cantar. Uma lembrança que eu tenho é que eu cantava uma música pra Oxum, e era uma fase em que eu estava muito ligada as religiões de Raízes Africanas. Na hora que eu cantava pra Oxum, eu meio que ficava possuída a ponto de rolar no chão, e isso chocava muito o público, lembro que a minha saudosa amiga Violeta, quando me viu fazendo essa cena em um festival na França, ela também ficou chocada. Eu ficava muito entregue… Tem um lado de mistura da atriz com a cantora… Eu soube que o Chico ficou muito espantado também. Isso é a incorporação! Foi uma fase, assim como ter feito inúmeras novelas, séries e filmes onde vivia um personagem ligada a religiões africanas. Voltando a foto, na volta, foi uma loucura. Tivemos que pegar um avião do Fidel Castro até a Jamaica, e da Jamaica conseguimos ir pro Brasil. Eu queria voltar antes pro Brasil, estava com show, gravação e um monte compromisso pra cumprir, mas o Chico não quis deixar ninguém voltar sozinho, e pediu que voltássemos todos juntos, pois o Figueiredo estava mandando prender todo mundo. #RetratosdaMinhaVida

06.04.2017


Oxum: Encerramento à altura da temporada 1978 do Projeto Pixinguinha

Em 1978, a bossa-nova comemorava 20 anos de seu marco inicial (o lançamento de Chega de Saudade, por João Gilberto) quando um dos precursores do gênero musical foi escalado para viajar em turnê com o Projeto Pixinguinha: o brilhante pianista, cantor e compositor Johnny Alf. Ao seu lado, fui escalada no auge de um sucesso cinematográfico (interpretando a protagonista do filme Xica da Silva, 1976), completava dez anos de carreira – minha estreia foi em 1968, em Roda Viva, de Chico Buarque, com direção de José Celso Martinez Correa. Também foi em 1978 que lancei o meu 1• disco solo, com um repertório eclético que serviria de base para minhas apresentações no Pixinguinha: Trocando em Miúdos (Chico Buarque e Francis Hime), Babá Alapalá (Gil), Magrelinha e Dores de Amores (Luiz Melodia). Já Johnny Alf, que dividia comigo a interpretação de Eu e a Brisa e Ilusão à Toa, aproveitou a turnê para apresentar em primeira mão duas músicas do LP Desbunde Total, que lançaria ainda naquele ano: Anunciação e Oxum. E era justamente a homenagem ao orixá feminino dos rios e cachoeiras que abria e encerrava o espetáculo, numa escolha que não era sem motivo, como conta o jornal Província do Pará, na edição de 21 de nov de 1978: “Muito antes de iniciar o Projeto Pixinguinha, alguém disse que ele iria trabalhar com uma pessoa de Oxum. Não deu outra: Zezé é filha de Oxum.” Na mesma matéria, Johnny (também filho de Oxum) atribuía à deusa africana parte do sucesso do espetáculo que, dirigido por Arthur Laranjeira. Quanto a Zezé, a Província do Pará ressaltava que o sucesso estrondoso de Xica da Silva não lhe subiu à cabeça: “Seus gestos são os mesmos da menina simples de Campos, e sua maneira direta de dizer as coisas mostra toda a estrutura de artista e mulher madura, muito atenta e preocupada com os problemas do mundo.” Já o jornal O Povo, de Fortaleza, conta que “os momentos frenéticos do espetáculo ficam por conta de Zezé, que demonstra uma incansável doação artística, unindo sua fabulosa voz à contagiante expressão corporal”. Com excelente público (16.431 espectadores) e muitos elogios da crítica especializada, o encontro do “canário bossa-noveiro” com a “maravilha-cantante” – expressões usadas por Nelson Motta em sua coluna no jornal O Globo (out de 78) – foi um encerramento à altura da temporada 1978 do Projeto Pixinguinha.

 

01.02.2017


Zezé Motta recebe homenagem no Senado Federal

Zezé Motta - Senado entrega Comenda Abdias Nascimento

O Senado homenageou nesta quinta-feira (24) personalidades que contribuíram para a promoção da cultura afro-brasileira. A entrega da Comenda Abdias Nascimento, realizada no Plenário da Casa, foi marcada por discursos em defesa da luta contra o racismo e pela inclusão de negros nas universidades, no mercado de trabalho e na política. O senador Paulo Paim (PT-RS) presidiu a sessão.

Foram homenageados o cantor Lazzo Matumbi, o Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso — o Imune, a atriz e cantora Zezé Motta, representada por seu assessor de imprensa Vinícius Belo e, in memoriam, o percussionista Naná Vasconcelos, que faleceu neste ano.

A comenda também seria entregue ao ator Lázaro Ramos, que recusou a homenagem por uma questão política. Durante a solenidade, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou que é fundamental reconhecer a importância dos negros para a formação da cultura brasileira.

24.11.2016


Zezé Motta para a revista GOL Linhas Aéreas

Zezé Motta

07.11.2016