Cultura

Zezé Motta se apresenta no 9º Festival de Arte Negra em Belo Horizonte

Zezé Motta

Grandes nomes da música se encontram neste sábado, no Festival de Arte Negra, como Zezé Motta e Éllen Oléria, que estarão no Palco Baobá, respectivamente às 21h30 e 23h. Zezé Motta traz o show “Atendendo a Pedidos”, onde interpreta outros grandes nomes da MPB. Considerada uma das grandes revelações da música atual, Éllen Oléria apresenta o show “Afrofuturista”, fruto do seu mais recente trabalho. A festa segue logo depois com o Samba de Terreiro.


Homenagens
A noite tem início às 19h com um show em homenagam à benzedeira e matriarca negra do bairro Glória, Dona Fininha. O show será realizado por seus filhos, entre os quais está o músico Sérgio Pererê, e netos. O show inclui canções que fizeram parte da sua vida, transitando entre o congado, o samba o bolero e o rap.
Confira a programação da noite sábado no Parque Municipal – 21 de outubro:
19h – Bença Mãe (Homenagem à matriarca e benzedeira Dona Fininha) com Sergio Pererê e convidados
21h30 – Zezé Motta – Atendendo a Pedidos
23h – Éllen Oléria – Afroturista
01h – Samba de Terreiro

21.10.2017


Emoção e novidades reveladas no lançamento da FlinkSampa e Troféu Raça Negra 2017

Zezé Motta Zezé Motta Zezé Motta

Na manhã desta última terça-feira (12), no SESC 24 de Maio, no centro da capital paulista, o lançamento da 5ª edição da FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra e do 15º Troféu Raça Negra reuniu dezenas de personalidades e apresentou algumas das novidades deste ano.

O evento, conduzido pela apresentadora Adriana Couto, iniciou-se com a apresentação dos homenageados nesta edição: na FlinkSampa o escritor Paulo Lins e no Troféu Raça Negra a atriz e cantora Zezé Motta.

No início, a saudação de Paulo Casale, gerente do recém-aberto SESC, desejou “vida longa às iniciativas” lá apresentadas assim como a representante do banco Santander Débora Porto, que também reconheceu a importância da valorização da cultura negra e brasileira. “As empresas que fazem aportes a estas realizações precisam ter dimensão da grandiosidade deste eventos”, destacou Débora.

Na sequência foi a curadora da FlinkSampa Guiomar de Grammont quem saudou os homenageados e revelou a participação de personalidades como Armínio Vieira (prêmio Camões de Literatura);  Conceição Evaristo, uma das principais expoentes da literatura brasileira e Jorge Carlos Fonseca, escritor e presidente do Cabo Verde.

Francisca Rodrigues, presidente da festa literária e do Troféu, agradeceu a presença dos convidados e ressaltou a importância do trabalho dos homenageados, assim como fez o reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, que ao quebrar o protocolo da cerimônia convidou a cantora Elizete Rosa para uma simbólica saudação em forma de música ao herói da cultura negra Zumbi dos Palmares.

Estiveram presentes também o professor Uelinton Alves, primeiro curador do evento literário, que resgatou importantes autores negros da literatura brasileira muitas vezes invisibilizados,  representando a Secretaria Estadual de Cultura, foi e Alberto Ferreira quem exaltou os eventos.

Zezé Motta agradeceu emocionada a participação de cada um na criação dessa celebração “Uma homenagem como essa é um afago para alma”, diz a atriz. E através da canção “Minha Missão” do sambista João Nogueira, ela prestou também a sua homenagem aos organizadores do evento, pois segundo a artista ao promover ações como esta, “estão cumprindo com dignidade a missão aqui na Terra”.

O autor Paulo Lins ao contar sobre seu conato com Zezé lembrou-se do recentemente falecido cantor Luiz Melodia e prestou suas intenções pela perda com um minuto de silêncio. Sobre a importância da FlinkSampa para a temática racial, ele fala sobre o valor da cultura: “Quando a gente celebra a cultura, a gente está celebrando a nossa maior luta”.

13.09.2017


Zezé Motta é a homenageada nacional do 24º Festival de Cinema de Vitória

Zezé Motta

Com mais de 80 obras no cinema, na TV e no teatro em seu currículo,
além de vários discos lançados, cantora e atriz recebe tributo no dia 14 de setembro

 

Uma das figuras mais respeitadas da TV, do cinema e da música no Brasil, Zezé Motta é a grande homenageada nacional do 24º Festival de Cinema de Vitória, que acontece entre os dias 11 e 16 de setembro, no Teatro Carlos Gomes, no centro histórico da capital capixaba. Com 41 filmes, 35 produções para a TV e 13 discos no currículo, a cantora e atriz receberá carinho do público na noite do dia 14 de setembro. No mesmo dia, à tarde, ela participará de uma entrevista coletiva aberta ao público, quando será lançado o Caderno da Homenageada, publicação com reportagem e imagens sobre a sua rica trajetória artística.

Eterna Xica da Silva, Maria José Motta de Oliveira nasceu em Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio de Janeiro. Aos dois anos de idade, mudou-se com a família para a capital do Estado, onde frequentou a tradicional escola de teatro Tablado. O primeiro passo na carreira artística não poderia ser mais marcante: aos 23 anos, em janeiro de 1968, integrou o coro do musical “Roda-Viva”, primeira incursão de Chico Buarque na dramaturgia, com direção do emblemático José Celso Martinez Correa, espetáculo que entrou para a história como um símbolo da resistência contra a ditadura.

Na sequência, vieram outras montagens de peso, como “Fígaro, Fígaro”, “Arena Conta Zumbi”, “A vida Escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato”, todas de 1969; “Orfeu Negro” (1972), e “Godspell”, em 1974, entre outras.

Cinema

 

A atriz em cena de “Quilombo”

A estrada de mais de 40 filmes começou em 1970, com o drama “Cléo e Daniel”, de Roberto Freire, e depois Zezé não parou mais. Esteve no elenco de clássicos do cinema nacional, como “Vai Trabalhar, Vagabundo!”, de Hugo Carvana, vencedor do troféu de Melhor Filme no Festival de Gramado e de Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro, no Festival de Messina (Itália), entre outras premiações; “Rainha Diaba” (1974), de Antonio Carlos da Fontoura, livremente inspirado na vida do traficante carioca João Francisco dos Santos, conhecido Madame Satã.

 

Outros destaques são “Orfeu” (1999), drama de Cacá Diegues inspirado em peça de Vinicius de Moraes, que traz para o Rio de Janeiro a tragédia grega de Orfeu e Eurídice, vencedor de três troféus no Grande Prêmio Cinema Brasil e do Festival Internacional de Cinema de Cartagena (Colômbia); e os também laureados “Cronicamente Inviável” (2000) e “Quanto Vale ou é Por Quilo?” (2005), ambos de Sérgio Bianchi.

Em 1976, protagonizou o longa “Xica da Silva”, ao lado de Walmor Chagas, papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado. O filme também saiu com os troféus de Melhor Filme e Melhor Diretor do festival. Vinte anos depois, Zezé Motta voltou a atuar na trama histórica sobre a escrava Francisca da Silva de Oliveira, desta vez na TV, na novela de Walcyr Carrasco que teve o mesmo nome do filme produzida para a extinta Manchete, em que viveu a mãe de Xica e a protagonista já idosa.

Televisão

Zezé está no ar na série “Sob Pressão”, da Globo

Muito querida pelo público que a acompanha na telinha, Zezé Motta provou toda a sua versatilidade desde sua primeira experiência na TV, em “Beto Rockfeller” (1968). De lá para cá vieram papéis em “Duas Vidas” (1976), “Corpo a Corpo” (1984), “Kananga do Japão” (1989), “A Próxima Vítima” (1995), “Corpo Dourado” (1998), “Sinhá Moça” (2006) e “Boogie Oogie” (2014). Entre as minisséries, os destaques vão para”Memorial de Maria Moura” (1994), “Chiquinha Gonzaga” (1999), “Cinquentinha” (2009) e “O Canto da Sereia” (2013). Atualmente, a artista está no ar na série “Sob Pressão”, na Globo.

Nos anos 1970, Zezé Motta também deu início à carreira de cantora, primeiramente apresentando-se como crooner em casas noturnas paulistas. Ao longo dessa década, lançou três discos, estreando com o LP “Gerson Conrad e Zezé Motta” (1975), seguido de “Zezé Motta” (1978) e “Negritude” (1979). A trajetória musical teve continuidade com os álbuns “Dengo” (1980), “Frágil Força” (1985), “Quarteto Negro” (1987) – lançado ao lado de Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas –,”Chave dos Segredos” (1995), Divina Saudade (2000) e “Negra Melodia (2011).

Artista tem vários discos lançados

Como cantora, tem também o DVD “La Femme Enchentée” (1987) na bagagem, além de shows no Carnegie Hall, em Nova York (EUA), e em países como Alemanha, França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal, representando o Brasil a convite do Itamaraty.

 

Após alguns meses morando em Portugal, Zezé Motta está de volta ao Brasil com uma agenda recheada de novos trabalhos.  Além de voltar ao papel de Nair na nova temporada da série de ficção científica “3%”, primeira produção brasileira original da Netflix, a atriz ainda está gravando mais dois filmes. Atualmente, está no ar na Rede Globo na minissérie “Sob Pressão”, com direção de Andrucha Waddington e Mini Kert, derivada do filme de mesmo nome. A cantriz – apelido que ela mesma se deu – também acabou de finalizar seu oitavo álbum solo, “O Samba Mandou me Chamar”, que será lançado ainda neste ano pela gravadora Coqueiro Verde.


4º fHist traz história contada a quente e Zezé Motta na abertura em Diamantina

Em sua quarta edição, o bienal Festival de História (fHist), sediado na cidade mineira de Diamantina desde 2011, acontece de 4 a 7 de outubro próximo e terá na abertura a mesa de debates “Chicas da Silva, fatos e mitos”, comandada pela atriz e cantora Zezé Motta, que interpretou a ex-escrava no famoso filme de Cacá Diegues, e pela pesquisadora e escritora cearense Ana Miranda, autora da mais recente biografia da histórica figura que viveu no Arraial do Tijuco no século XVIII – Xica da Silva: A Cinderela Negra, lançada pela Ed. Record.

É a primeira biografia não literária da autora do premiado Boca do Inferno, que trouxe Gregório de Matos.

O tema que encadeia o fHist de 2017 é “História a quente”, com a promessa de levar o público a uma intensa jornada de debates e vivências “que unem referências históricas aos tempos cada vez mais acelerados por reviravoltas políticas e culturais do século XXI”, explica o jornalista Américo Antunes, da coordenação do Festival.

Entre as nove Mesas de Debates, serão focados temas como “O Grande Irmão”, que aborda a sociedade midiática, os “Ecos da Revolução Russa de 2017” em seu centenário; “Sua Luta faz História”, com o longo e ainda presente percurso da emancipação da mulher; “Tesouros escondidos em documentos antigos”, com relatos preciosos do historiador Ângelo Carrara e “80 anos do IPHAN: o Patrimônio Cultural em questão”, abordando patrimônios materiais e imateriais. Haverá também dois Mini Cursos, sobre “Arqueologia e História Indígena antes da Ocupação Colonial da Serra do Espinhaço” e “O Novo Romance Histórico Brasileiro”.

Autobiografia Autorizada
No encerramento, o ator Paulo Betti apresentará sua aclamada peça “Autobiografia Autorizada”. São nove Mesas de Debates, dois mini cursos, oficinas, Feira de Livros, prosas com autores e manifestações artísticas com a presença de Titane, Túlio Mourão e consagrados mestres da capoeira e do samba de raiz. Tudo isso tendo por cenário o casario colonial e as seculares igrejas de Diamantina, Patrimônio Mundial decretado pela Unesco em 1999.

As inscrições já estão abertas no site www.festivaldehistoria.com.br, ao preço de R$ 30,00 (estudantes), R$ 60,00 (professores) e R$ 100,00 (outros), com direito a todas as mesas, conferências e apresentações culturais.

Apresentado pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet, a quarta edição do fHist é uma realização da Stratégia e da Nota Comunicação, contando com a parceria da Prefeitura de Diamantina e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) – História. O 4º fHist conta ainda com o apoio da CEMIG e da CEF.

05.09.2017


Zezé Motta no SESC Pompeia

Zezé Motta, show de 50 anos de carreira, Sesc Pompéia

 

Para comemorar seus 50 anos de carreira, a atriz e cantora Zezé Motta faz única apresentação no SESC Pompeia no dia 30 de agosto.

Acompanhada por dois violonistas, Zezé Motta vai interpretar músicas que ficaram conhecidas em sua voz, como “Dores de Amores” e “Magrelinha” (Luiz Melodia), “Trocando em Miúdos” (Chico Buarque e Francis Hime), “Muito Prazer Zezé” (Rita Lee e Roberto de Carvalho), “Crioula” (Moraes Moreira), “Senhora Liberdade” (Wilson Moreira e Nei Lopes), entre outras canções.

Seu primeiro disco da carreira, chamado apenas “Zezé Motta” foi lançado em 1978, conciliando músicas inéditas e regravações de alguns dos maiores compositores da MPB. O disco imortalizou a voz de Zezé em “Trocando em Miúdos” (Francis Hime e Chico Buarque, 1977), “Pecado Original” (Caetano Veloso, 1978), “Dores de Amores” (Luiz Melodia, 1978) e “Baba Alapalá” (Gilberto Gil, 1977).

Informações:
Zezé Motta – 50 anos de carreira
Local: SESC Pompeia – Comedoria
Endereço: Rua Clélia, 93 – Pompeia
Data: 30 de agosto de 2017
Horário: quarta-feira, 21h30
Abertura da casa: 20h, com discotecagem
Duração: 90 minutos
Recomendação: 18 anos
Lotação: 800 lugares
Preço: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes); venda limitada a seis ingressos por pessoa
Tel.: (11) 3871 7700

28.08.2017


Zezé Motta em Sob Pressão, veja fotos:

Zezé Motta em Sob Pressão, na Globo

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