Cultura

Fotos! Zezé Motta e As Clarianas na II Mostra Elas em Cena – no CCSP

 

O show completo você confere aqui: https://www.youtube.com/watch?v=67Gz3WuRAQ8

03.11.2021


Filme “Doutor Gama” tem participação de Zezé Motta e data de estreia nos cinemas

Zezé Motta em Doutor Gama, Filme de Jeferson De. Foto de Pedro Iglesias Amaral

Zezé Motta em Doutor Gama, Filme de Jeferson De. | Foto: Pedro Iglesias Amaral

Em 21 de junho de 1830, nascia Luiz Gama, advogado considerado herói nacional por seu ativismo abolicionista no século 19. Em 2021, ele ganha homenagem em filme dirigido por Jeferson De (“M8: Quando a Morte Socorre a Vida”, “Correndo Atrás”, “Bróder”). “Doutor Gama” chega aos cinemas no dia 29 de julho e busca evidenciar a história deste nome para um Brasil.

Filho de uma africana liberta (Isabél Zuaa) e de um descendente português, Luiz Gama (César Mello) foi vendido aos 10 anos de idade por seu pai, para mercadores de homens escravizados e mandado para São Paulo. Na cidade, ele consegue a alforria ainda adolescente e aprende a ler de forma autodidata. Este interesse pela leitura abre diversas portas para o desenvolvimento do homem que se tornaria.

Ao longo de sua vida, Gama alforriou, por vias judiciais, centenas de vítimas da escravidão. Ele fazia uso das leis com conhecimento e precisão por meio de um documento que autorizava a prática do direito, dada pelo Poder Judiciário do Império. Sua missão era libertar e garantir o direito de pessoas em condições de escravidão, e exigir que as leis existentes no país fossem aplicadas.

No elenco, além de César Mello e Isabél Zuaa, estão Zezé Motta, Johnny Massaro, Mariana Nunes, Romeu Evaristo, Sidney Santiago, Dani Ornellas, Erom Cordeiro, Nelson Baskerville.

30.06.2021


Zezé Motta no filme 4×100 – Correndo Por um Sonho

Zezé Motta no filme 4x100 - Correndo Por um Sonho

Zezé Motta no filme 4x100 - Correndo Por um Sonho

Zezé Motta no filme 4x100 - Correndo Por um Sonho

Zezé Motta no filme 4x100 - Correndo Por um Sonho

4×100 – Correndo por um Sonho, filme com Thalita Carauta, foi  filmado antes da pandemia e chega dia 24 de junho nos cinemas. O filme conta ainda com os atores Augusto Madeira, Fernanda de Freitas, Zezé Motta e Kauê Telloli no elenco.

Após uma derrota no mundial de revezamento 4×100 marcar para sempre as vidas das atletas. Anos depois, Maria Lúcia, a culpada pela eliminação, segue brilhando no atletismo e na mídia, enquanto Adriana, que trabalhou duro na competição, vive frustrada de pequenas lutas de MMA. Agora, elas têm uma nova chance de reescrever suas histórias. Será que essa dupla conseguirá deixar suas desavenças de lado pelo grupo e provar que o atletismo feminino segue mais forte do que nunca?

O produtor Caio Gullane revela o porquê de apostar no atletismo: “Enxergamos uma grande potência narrativa pelo fato do 4×100 – Correndo por um Sonho ser uma das poucas categorias dessa modalidade esportiva que requer uma equipe muito unida e sincronizada e, para além, que conta com a passagem de bastão por todas as integrantes da equipe. Entendemos que esse ato em si, da passagem, acaba sendo muito cinematográfico: a necessidade de se trabalhar em grupo para alcançar o objetivo final. É bastante simbólico e há um espelhamento das características dessa categoria na própria dramaturgia: as protagonistas são guiadas por essa necessidade de deixar as diferenças de lado e se juntarem para ir atrás de um sonho em comum”.

Sabe quando você deseja atingir uma meta, quando toda a tensão se acumula antes da largada? O que mais une as pessoas: uma tragédia ou um sonho? Embarque nesse clima pré-competição no trailer (acima). O mesmo clima que domina os bastidores dos treinos das atletas Adriana (Thalita Carauta), Maria Lúcia (Fernanda Freitas), Rita (Roberta Alonso), Bia (Priscila Steinman) e Jaciara (Cintia Rosa). Nas Olimpíadas do Rio, elas perderam a chance de conquistar a medalha de ouro. E agora, anos depois, em Tóquio, como será?

Retomar os treinos não será fácil. A relação de Adriana e Lúcia está abalada, e cada uma segue uma trajetória diferente. Mas um novo desafio, a competição de 2021, em Tóquio, as reúne, frente a frente, para tentar provar que o sonho é mais forte que a tragédia. O filme retrata sonhos compartilhados entre um grupo de mulheres que dedicam sua vida ao esporte.

O produtor Caio Gullane revela o porquê de apostar no atletismo: “Enxergamos uma grande potência narrativa pelo fato do 4×100 ser uma das poucas categorias dessa modalidade esportiva que requer uma equipe muito unida e sincronizada e, para além, que conta com a passagem de bastão por todas as integrantes da equipe. Entendemos que esse ato em si, da passagem, acaba sendo muito cinematográfico: a necessidade de se trabalhar em grupo para alcançar o objetivo final. É bastante simbólico e há um espelhamento das características dessa categoria na própria dramaturgia: as protagonistas são guiadas por essa necessidade de deixar as diferenças de lado e se juntarem para ir atrás de um sonho em comum”.

A direção é de Tomas Portella, que já assinou como diretor os longas “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011) e “Desculpe o Transtorno” (2016) e foi diretor assistente nas produções “O Incrível Hulk” (2008) e “Meu Nome não é Johnny” (2008). A atriz Roberta Alonso assina também o argumento e é coprodutora. O filme conta ainda com os atores Augusto Madeira e Kauê Telloli no elenco. O longa-metragem é uma produção da Gullane, com coprodução da Globo Filmes, do Telecine e da RAM, e distribuição da Imovision.

Sinopse

Uma derrota do time de revezamento 4×100 nas Olimpíadas do Rio marca para sempre as vidas das atletas. Anos depois, Maria Lúcia, a culpada pela eliminação, segue brilhando no atletismo e na mídia, enquanto Adriana, que trabalhou duro na competição, vive frustrada de pequenas lutas de MMA. Agora, elas têm uma nova chance de reescrever suas histórias. Será que essa dupla conseguirá deixar suas desavenças de lado pelo grupo e provar que o atletismo feminino segue mais forte do que nunca?

Elenco: Thalita Carauta (Adriana), Fernanda de Freitas (Maria Lúcia), Roberta Alonso (Rita), Priscila Steinman (Bia), Cintia Rosa (Jaciara), Augusto Madeira (Victor) e Kauê Telloli (Caio)

Ficha técnica

Roteiro: Carlos Cortez, Caroline Fioratti, Juliana Soares, L.G. Bayão, Mauro Lima e Tomas Portella

Direção: Tomas Portella

Direção de Fotografia: Pedro J. Márquez

Direção de Arte: Claudio Amaral Peixoto

Montagem: Bruno Lasevicius

Direção de Produção: Fernando Lira

Produção de Elenco: Alessandra Tosi

Figurino: Gabriela Campos

Caracterização: Patrícia Martinelli

Música Original: Supersonica

Som Direto: Luciano Raposo

Supervisão de Som e Mixagem: Miriam Biderman

Desenho de Som e Mixagem: Ricardo Reis, ABC

Supervisão de Efeitos Visuais: Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel

Supervisão de Pós-produção: Patrícia Nelly

Produção Executiva: Ana Saito, Claudia Büschel, Daniela Antonelli Aun, Gabriela Tocchio, Pablo Torrecillas e Rodrigo Castellar

Produzido por: Caio Gullane, Fabiano Gullane, André Novis e Debora Ivanov

Coproduzido por: Roberta Alonso

Produtores Associados: José Alvarenga Jr., Paulo Vilhena e Jean Thomas Bernardini

Produção Associada: Imagens do Brasil

Coprodução: Globo Filmes, Telecine e RAM

Produção: Gullane

Distribuição Brasil: Imovision

Sobre a Gullane

A Gullane é uma das maiores produtoras e incentivadoras do mercado audiovisual brasileiro, além de uma das principais exportadoras de obras independentes. Fundada em 1996 pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane, já soma em seu catálogo mais de 50 filmes lançados com destaque no cinema nacional e no exterior e 30 séries para televisão e plataformas digitais.

Entre os filmes e séries de destaque estão “Carandiru”, “Bicho de Sete Cabeças”, “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”; a franquia “Até que a Sorte nos Separe”; “Que Horas ela Volta?”, “Como Nossos Pais”, “Bingo – o Rei das Manhãs”; as séries “Alice” e “Hard” (HBO), “Unidade Básica – 1a e 2a temporada” (Universal Canal), “Carcereiros” (Globoplay), “Irmãos Freitas” (Space e Amazon Prime), “Ninguém Tá Olhando” e “Boca a Boca” (Netflix). Já coleciona mais de 500 prêmios e seleções em importantes festivais de cinema e televisão do Brasil e do mundo como Mostra de Cinema, Festival do Rio, Cannes, Veneza, Berlim, Sundance, Toronto, MIPTV e Emmy.

Sobre a Globo Filmes

Criada em 1998, a Globo Filmes atua como coprodutora de conteúdo multiplataforma com o propósito de fortalecer a indústria audiovisual nacional. Participou de mais de 300 filmes, levando ao público o que há de melhor do cinema brasileiro. Comédias, romances, documentários, infantis, dramas, aventuras: a aposta é na diversidade de obras que valorizem a cultura brasileira.

Fazem parte de sua filmografia recordistas de bilheteria, como ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores –, sucessos de crítica como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’ e ‘Carandiru’, até longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes.

Sobre o Telecine

Telecine é um hub de cinema. Joint venture da Globo e dos maiores estúdios de Hollywood, reúne mais de 2000 filmes, dos mais variados gêneros, selecionados a partir de uma curadoria especializada e comprometida, que alia tecnologia e inovação para promover a melhor experiência. Pela internet, a plataforma de streaming é a única dedicada exclusivamente ao cinema. Lançamentos exclusivos e clássicos de grandes estúdios de Hollywood, nacionais e do mercado independente compõem o acervo mais completo de filmes. Líder de audiência na TV paga no Brasil, reúne em seis canais lineares segmentados por gêneros as produções que o público quer ver. Pela internet ou na TV, Telecine proporciona o seu momento cinema quando e onde você quiser. Acesse telecine.com.br.

Sobre a Imovision

Presente no Brasil há 30 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema mundial na América Latina, tendo lançado mais de 500 filmes no Brasil. Criada pelo empresário Jean Thomas Bernardini, a distribuidora tem em seu catálogo, realizações de consagrados diretores estrangeiros e brasileiros, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision fortificou o cinema francês no Brasil e foi a responsável por introduzir cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos no país, como o Movimento Dogma 95 e o Cinema Iraniano.

 

04.06.2021


Livro “Laroyê Xica da Silva” fala da importante personagem brasileira a partir das religiões afro-brasileiras

Laroyê - capa - livro

Dentre as narrativas sobre a célebre figura de (Ch)Xica da Silva, personagem histórica que viveu no século XVIII, destacam-se as retratadas pelo cinema e TV, ao som de Jorge Ben Jor e sua música-tema. Poucos sabem que esta leitura tem origem na construção da persona a partir do desfile do Salgueiro, em 1963. É sobre esse capítulo da história que se debruça a pesquisa de Leonardo Antan, origem do livro “Laroyê Xica da Silva: narrativas encruzilhadas de uma incorporação no carnaval carioca”, com lançamento ainda este mês, pelo selo Carnavalize.

Ao focar no desfile assinado por Arlindo Rodrigues e protagonizado por Isabel Valença, o livro traça um panorama do período conhecido como “Revolução Salgueirense”, quando a agremiação tijucana venceu seus primeiros títulos trazendo inovações estéticas para as escolas de samba capitaneadas pelo carnavalesco Fernando Pamplona. Entre os quatro capítulos que mesclam narrativa ficcional e escrita acadêmica, o livro atravessa os campos da história da arte, cultura pop, carnaval, macumba e sacanagem. “Como escritor de ficção, eu tentei imaginar o cenário por trás do Salgueiro daquela década de 1960. É um ambiente cultural muito rico, que fala sobre o movimento negro e de cultura popular do período”, explica Leonardo.

Segundo o autor, “a história é um exemplo da força das escolas de samba na cultura nacional”, já que foi a partir dessa apresentação revolucionária do Salgueiro que surgiu uma nova heroína nacional: Xica da Silva. A personagem virou capa de revista e chegou até o Teatro Municipal incorporada em Isabel Valença, o que ajudou na popularização da personagem mineira. No olhar de Leonardo, Xica da Silva se tornou uma espécie de pombagira, entidade afro-brasileira associada à Exu, que baixou tanto em Isabel, como nas atrizes Zezé Motta e Taís Araújo.

O livro “Laroyê Xica da Silva” é fruto do mestrado em História da Arte no Instituto de Artes da UERJ, com orientação do professor Felipe Ferreira. Tem a orelha assinada pela pesquisadora Helena Theodoro e o prefácio escrito pelo historiador Luiz Antonio Simas, no qual afirma que “o texto pode ser lido de várias maneiras: a encruzilhada não é metáfora, mas conceito fundante da reflexão. O que posso dizer é que li o trabalho fabuloso de Leonardo Antan sorrindo e, vez por outra, gargalhando.”

O livro está em pré-venda na lojinha do Carnavalize até o final dessa semana. O projeto foi contemplado com a lei Aldir Blanc, através do Edital de Fomento à Produção e Aquisição de Bens e Serviços da Secretaria Municipal de Cultura de Nova Iguaçu. Além do exemplar autografado, acompanham ainda uma ecobag e um brinde surpresa.

Sobre o autor:

Leonardo Antan atua como escritor, curador e astrólogo. Graduado e mestre em História da Arte pela UERJ, pesquisou a linguagem artística dos desfiles das escolas de samba. Integra o projeto multi-plataforma Carnavalize, dedicado à valorização e resgate da nossa maior festa artístico-cultural. Já atuou como aderecista e desenvolvendo enredos para o carnaval. Como curador, realizou exposições como “Uma delirante celebração carnavalesca: o legado de Rosa Magalhães” e “Eu vim me apresentar – Encontros, festas e Celebrações”, entre outras, que ocuparam a Casa de Estudos Urbanos, Museu da História e da Cultura Afro-brasileira, Centro de Artes Hélio Oiticica e Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea. Na área literária, além de ser editor do Selo Carnavalize, já publicou dois romances e antologias de ficção LGBT+ pelo Se Liga Editorial.

Lojinha do Carnavalize: https://carnavalize.lojaintegrada.com.br/

Site do Carnavalize: http://www.carnavalize.com/

Instagram: https://www.instagram.com/igcarnavalize/

13.05.2021


Zezé Motta faz pocket show em live para o Bradesco

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

O Bradesco acredita que a busca pela igualdade de gênero é uma batalha de todos. Por isso, promoveu no dia 08 de abril de 2021 a live Fala, BIA!, uma conversa sobre #assédio. A apresentação foi de Rita Batista com participação de Mariana Torquato, Glamour Garcia, Zezé Motta, Maira Pinheiro e Vera Iaconelli. No final da live, Zezé soltou a voz interpretando canções que ficaram marcadas em sua história na MPB.

Créditos

Fotos: Vinicius Bertoli

Piano: Ricardo Mac Cord

Beleza: Gabriel Ramos

Styling: Milton Castanheira

Direção: Vinicius Belo

Realização: Banco Bradesco

#AliadosPeloRespeito

09.04.2021


“Negritude”, segundo LP de Zezé Motta, chega ao streaming

Negritude Zezé Motta. WARNER MUSIC

A voz poderosa de Zezé Motta ecoa na história da música brasileira há muito tempo desde os antigos anos setenta, quando Zezé gravou seu primeiro disco solo em que compositores do porte de Rita Lee e Moraes Moreira entregaram canções inéditas para ela gravar. Além disso, sua voz imortalizou clássicos como Trocando em Miúdos de Chico Buarque e Francis Hime e Pecado Original de Caetano Veloso que nunca mais foram as mesmas depois de sua interpretação.

De 1975 a 79, lançou três LP’s, um deles foi o “Negritude”, disco lançado pela gravadora Warner Music que trouxe na voz de Zezé canções de João de Aquino, Aldir Blanc, João Bosco, Wilson Moreira e Ney Lopes, Rosinha de Valença e Maria Bethânia, Paulo Cesar Feital, Tunai e ouros compositores.

Pela primeira vez no digital, Negritude, originalmente lançado em 1979, chega às plataformas de streaming completamente remasterizado, trazendo muito mais qualidade de áudio e clareza à voz incomparável de Zezé Motta em faixas como “Aí de Mim”, “Manhã Brasileira”, “Senhora Liberdade” e muito mais…

Desde o começo, a Warner queria que eu gravasse samba. Mas eu não queria ser rotulada de sambista. Nada contra, mas eu queria ser livre para cantar vários gêneros. E era também uma atitude política por perceber que queriam me pregar esse rótulo pelo fato de eu ser negra. Eu estava numa fase de militância mais radical e criei essa resistência. Mas para o segundo LP da minha carreira, o Negritude, realmente me convenceram de que eu estava vendendo abaixo do esperado e que seria interessante tentar o caminho sugerido por eles. Aí já era uma questão de mercado, e naquela época eu não podia botar a militante à frente da artista e topei fazer um disco de sambas. Então foi a vez da gravadora promover uma feijoada na casa do Sérgio Amaral para o pessoal do samba. Compareceram: Martinho da Vila, Monarco, Padeirinho, João Bosco, Manacéa, Wilson Moreira, Ney Lopes. Uma turma de bambas. E assim saiu o disco.” Afirmou Zezé Motta, que nos anos 80, lançou mais três trabalhos como cantora: “Dengo”, “Frágil força” e, com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas, “Quarteto negro”. E não parou por aí. Apresentou-se, representando o Brasil, a convite do Itamaraty, em Hannover (Alemanha), no Carnegie Hall de Nova York (EUA), França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal.

Atuando com assiduidade na televisão, no cinema e nos shows, e saudada como a mais importante atriz-cantora do país, Zezé Motta durante seus mais de 50 anos de carreira, rompe barreiras e coloca no centro da cena artística nacional as múltiplas dimensões do protagonismo feminino e negro em tela. O seu imenso talento e carreira inspiram atuais e futuras gerações de mulheres que lutam por expressão, espaço e oportunidade.

Cantora, atriz, mãe de quatro filhos, ativista. Cinquenta e quatro anos de carreira. São 14 discos, 35 novelas e mais de 55 filmes. Impossível não se orgulhar. Não apenas pelos números. Mas também por sua história de luta contra o racismo. Esta é Zezé Motta.

Já cantei com gente do melhor gabarito. Só pelo Projeto Pixinguinha, fiz dois shows maravilhosos. Um, dividindo o palco com Johnny Alf, outro com Marina e Luiz Melodia. Quando Marina e eu cantávamos Mania de Você (Meu bem / você me dá / água na boca), da Rita Lee, dávamos um selinho e o público vinha abaixo. Viajamos três 66 meses pelas principais capitais do País. Em Salvador, lotamos o Teatro Castro Alves, tivemos que fazer sessão extra. Em Paris, fiz no Olympia um recital com Paulo Moura, fruto do CD Quarteto Negro – Paulo, Jorge Degas, Djalma Corrêa e eu –, gravado pela Kuarup em homenagem aos 100 anos da Abolição. Neste trabalho, tem uma canção minha em parceria com o Degas chamada Semba.” Completou Zezé.

Ouça gratuitamente Negritude, aqui: https://lnk.to/Negritude

Negritude Zezé Motta. WARNER MUSIC

22.01.2021