Cultura

Zezé Motta no Senado Federal: 30 anos do CIDAN

Plenário do Senado - Zezé Motta

 Plenário do Senado - Zezé Motta

Zezé Motta é recebida no Senado Federal

Zezé Motta, 30 anos do CIDAN

O presidente do Senado, Renan Calheiros, informou que vai se juntar a outros senadores para pedir à presidente Dilma Rousseff que realize uma solenidade especial para sancionar o PLS 114/1997, recentemente aprovado no Congresso e que amplia a abrangência da Lei da Ação Civil Pública para proteger também a honra e a dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos. Para ele, seria necessário um evento “à altura da importância da lei”.

O tema racismo dominou a manhã desta sexta-feira (21) do Senado, que realizou sessão especial em homenagem ao Dia Internacional contra a Discriminação Racial, aos 30 anos do Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e ao centenário do ativista negro e senador Abdias do Nascimento.

– Lembro-me da indignação da presidente Dilma quando das manifestações racistas contra o jogador Tinga, do Cruzeiro. Apesar dos avanços promovidos com a aprovação de leis como o Estatuto da Igualdade Racial e a Lei de Cotas, ainda há muito a ser feito na luta contra a discriminação no Brasil – afirmou o presidente do Senado.

O senador lembrou que, apesar de a Constituição e o Código Penal combaterem a discriminação, as penas não têm sido suficientes para inibir o que ele classificou de “o mais abominável e desprezível crime da humanidade”.

– E o Senado aqui está para colaborar no que for preciso, seja em aprimoramentos legais, em campanhas ou quaisquer outras iniciativas nesse sentido – afirmou.

Desigualdades

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), é triste ainda ser necessário o Plenário do Senado lembrar a existência de um dia para marcar a luta contra o racismo, visto tratar-se de um problema que já deveria ter sido eliminado da sociedade brasileira.

O parlamentar lamentou recentes casos de preconceito no futebol e disse que Abdias deixou sua marca, mas cobra ações que ainda aguardam implementação. Uma delas refere-se à eliminação das disparidades  no sistema educacional brasileiro. Ele lembrou que os negros são a maioria entre os 40 milhões de adultos analfabetos brasileiros.

– Isso acontece porque não fizemos o dever de casa de uma boa escola para cada criança independente do credo, da cor e da renda de seu país. Essa é a tarefa que Abdias nos deixou. No Brasil, o filho do negro estuda numa escola diferente do filho do branco, se não tiver renda equivalente. Temos que quebrar essa diferença. O filho do mais pobre tem que estudar na mesma escola do mais rico. Isso é possível – discursou.

Preocupado com a luta pela igualdade no mercado de trabalho, o diretor do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial, Francisco Carlos Quintino da Silva, defendeu a política de cotas para negros no serviço público. Para isso, cobrou a aprovação do PL 6.738/2013, que destina a afrodescendentes 20% das vagas nos concursos públicos federais.

O ativista alertou ainda para as dificuldades enfrentadas pelos haitianos que não param de chegar ao Brasil em busca de oportunidades.

– São três aspectos que precisam ser considerados: o mercado de trabalho, os serviços públicos e o convívio social – analisou.

Emoção

O senador Paulo Paim (PT-RS), por sua vez, leu os nomes de dezenas de negros brasileiros que se destacaram em áreas como esporte, artes e políticas e ainda fez questão de reverenciar a memória do líder africano Nelson Mandela. Emocionado, o senador também recitou uma poesia escrita por ele em homenagem a Abdias do Nascimento.

Quem também se emocionou foi a atriz Zezé Motta ao falar do Cidan, entidade da qual é presidente. Ela ressaltou o fato de o Centro ter sido criado com o objetivo maior de abrir espaço para o artista negro no mercado de trabalho.

– Quando nós cobrávamos dos meios de comunicação, dos produtores e dos diretores a quase invisibilidade do negro na mídia, a resposta era que eles não conseguiam encontrar os artistas negros. E nós não conseguimos nunca entender como que se encontra o artista branco e não se sabe como encontrar o negro – afirmou.

A atriz contou um pouco da história da criação do Cidan e falou sobre os trabalhos que ele realiza, como o curso de Artes Dramáticas para adolescentes de baixa renda, ministrado em comunidades carentes do Rio de Janeiro.

 

22.03.2014


Zezé Motta canta Assis Valente

Assis Valente foi bem sucedido em sua missão de subir para o andar de cima. Suicidou-se no dia 10 de março de 1958, a poucos dias de completar 47 anos, ao tomar guaraná com formicida, no Rio de Janeiro. Antes já havia despencado do Corcovado e salvo por uma árvore. Dizem os historiadores que vivia muito triste, afundado em dívidas e insatisfeito com suas desilusões amorosas.

Autor de clássicos como Brasil Pandeiro, o baiano tinha em Carmem Miranda uma de suas principais intérpretes. Deixou para humanidade pérolas, como “E o mundo não se acabou”, “Camisa Listada”, “Boas Festas” e “Fez bobagem”, aqui abaixo na voz de Zezé Motta:  http://www.otempo.com.br/blogs/sala-de-recepcao-a-casa-do-samba-19.156/a-falta-de-assis-valente-19.241229 

Assis Valente

 

10.03.2014


Zezé Motta em Águia na Cabeça: 1984

O braço direito de um senador, ligado ao jogo do bicho, resolve assassiná-lo para tomar seu lugar. Porém toda a estrutura de poder pode ruir devido à existência de uma testemunha do crime. Dirigido por Paulo Thiago (Poeta de Sete Faces) e com Nuno Leal Maia, Hugo Carvana, Chico Diaz, Zezé Motta e Wilson Grey no elenco.

Zezé Motta em Águia na Cabeça

Ficha Técnica:

Título Original: Águia na Cabeça
Gênero: Drama
Duração: 108 min.
Lançamento (Brasil): 1983
Estúdio:
Distribuição: Embrafilme
Direção: Paulo Thiago
Roteiro: Paulo Thiago
Produção: Morena Produções de Arte, Encontro Produções Cinematográficas, Skylight Cinema e Embrafilme
Fotografia: Antônio Penido
Direção de arte: Joaquim Vaz de Carvalho
Figurino: Carlos Pietro
Edição: Gilberto Santeiro

Elenco:

Nuno Leal Maia
Christiane Torloni
Zezé Motta
Xuxa Lopes
Jece Valadão
Thereza Rachel
Jofre Soares
Chico Diaz
Hugo Carvana
Maria Sílvia
Nildo Parente
Wilson Grey
Maurício do Valle
Djenane Machado
Léa Garcia
Álvaro Freire

Zezé em Águia na Cabeça 1984

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07.03.2014


Zezé Motta: Samba enredo!

Em 1989 Zezé Motta foi homenageada com o enredo: Zezé, um canto de amor e raça, pela escola de samba Arrastão de Cascadura, que desfilava na Marques de Sapucaí pelo grupo A. Confira o samba que diz: “É Zezé nos braços da multidão…” http://www.ouvirmusica.com.br/arrastao-de-cascadura/1755851/#mais-acessadas/1755851

Zezé Motta homenageada pela Arrastão de Cascadura em 1989

06.03.2014


Zezé Motta no Shopping Caxias #SESC

Zezé Motta Show Divina Saudade SESC Caxias

24.02.2014


Zezé Motta e o Olodum, direto do Pelourinho…

Zezé Motta Pelourinho, com Olodum

Zezé Motta Pelourinho, com Olodum

Zezé Motta Pelourinho, com Olodum

Zezé Motta Pelourinho, com Olodum


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Zezé Motta Pelourinho, com Olodum Zezé Motta Pelourinho, com Olodum Zezé Motta Pelourinho, com Olodum Zezé Motta Pelourinho, com Olodum

O Festival de Música e Artes Olodum (Femadum) abriu na última nesta sexta-feira (24) as pré-comemorações de Carnaval. O evento terminou no domingo (26) e entre as atrações esteve o debate sobre cinema negro e cultura, homenagens aos negros e apresentações de Banda Tribo de Jah do Maranhão (sábado), a cantora e atriz Zezé Motta e a Banda Olodum (domingo).

O evento contemplou diferentes linguagens artísticas, a música afro no geral, passando pelo samba reggae criado pelo saudoso Mestre Neguinho do Samba, a literatura afro e os workshops. Em 2014, o Femadum teve como novidades a presença do audio visual com a exibição  dos filmes já realizados com o Olodum, clipes musicais e miniseries sobre a temática afrobrasileira,  que foram exibidos no cinema e nas emissoras televisivas. Após as exibições, houve uma Roda de Conversação sobre o negro no cinema e a identidade cultural do Brasil, em que estarão presentes os produtores dos filmes, atores, protagonistas das miniséries e especialistas em linguagem audiovisual.

A programação do festival contemplou também o Femadumzinho,  que este ano completou a 20ª edição. O tema foi “Meninas Douradas do Olodum”, que mostrou a luta das mulheres por igualdade de direitos e cidadania feminina no contexto das atividades  carnavalescas por meio de oficinas de Percussão samba reggae e trançagem/turbantes.

Crédito das fotos: Sandra Rozados.

Postado por Equipe Zezé Motta.

28.01.2014