Cultura

Zezé Motta por “Meu Caro Vinho”

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Os discos da cantora e atriz Zezé Motta sempre passearam pela minha galeria de fotos, recebendo todo o destaque necessário para que se despertasse do público o interesse em conhecê-los. Só que hoje o destaque é mais que especial: Ontem a Zezé completou mais um ano de vida. Além de celebrar a festiva data, exalto sua obra que insisto em dizer que merece sim ser revisitada. Obrigado Zezé por dividir sua história conosco. Meus parabéns e um terno abraço. Foto: @jairdeassisfoto

02.07.2015


Zezé Motta é imortalizada no Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro

Zezé Motta

Por ser de tamanha importância para a cultura brasileira, a atriz e cantora Zezé Motta foi a convidada deste mês na série Depoimentos para a Posteridade, no último dia 15 de abril, na sede da Praça XV. Como seus entrevistadores, Érica Prado (jornalista); Iléa Ferraz (atriz, artista plástica e diretora); Ivan Alves (ator e diretor) e Rodrigo Faour (jornalista e escritor).

Zezé começou sua carreira como atriz em 1967, estrelando a peça “Roda-viva”, de Chico Buarque, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Como cantora, em 1971, apresentou-se como crooner das casas noturnas Balacobaco e Telecoteco, ambas em São Paulo. Sua estreia no Rio de Janeiro foi com um show no MAM, produzido por Guilherme Araújo. Natural de Campos, interior do RJ, Zezé Motta nasceu Maria José Motta de Oliveira, em 27 de junho de 1944.  Com apenas dois anos, ela mudou-se com a família para o Rio de Janeiro e, mais tarde, chegou a frequentar a escola do teatro Tablado.

De 1975 a 79, lançou três LPs:  “Gerson Conrad e Zezé Motta”; “Zezé Motta” e “Negritude”. Nos anos 80, lançou mais três trabalhos como cantora: “Dengo”, “Frágil força” e, com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas, “Quarteto negro”. E não parou por aí. Apresentou-se, representando o Brasil, a convite do Itamaraty, em Hannover (Alemanha), no Carnegie Hall de Nova York (EUA), França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal.

Como atriz, participou dos filmes “A rainha diaba”, “Vai trabalhar, vagabundo”, “A força de Xangô”, “Xica da Silva”, filme que a consagrou internacionalmente e pelo qual recebeu vários prêmios, “Tudo bem”, “Águia na cabeça”, “Quilombo”, “Jubiabá”, “Anjos da noite”, “Sonhos de menina-moça”, “Natal da Portela”, “Prisioneiro do Rio”, “Mestizo”, “Dias melhores virão”, “Tieta”, “O testamento do sr. Napumoceno” e “Orfeu”.

Em televisão, atuou nas novelas “Corpo a corpo”, “Pacto de sangue”, “A próxima vítima” e “Corpo dourado” e nas minisséries “Memorial de Maria Moura” e “Chiquinha Gonzaga“, da Rede Globo, nas novelas “Kananga do Japão” e “Xica da Silva”, e na minissérie “Mãe-de-santo”, da Rede Manchete.

Destacam-se, entre seus maiores sucessos como cantora, suas gravações de “Dores de amores” e “Magrelinha”, canções de Luiz Melodia, “Trocando em miúdos” (Chico Buarque e Francis Hime), “Prazer Zezé” (Rita Lee e Roberto de Carvalho), “Crioula” (Moraes Moreira) e “Senhora Liberdade” (Wilson Moreira e Nei Lopes).

Zezé Motta foi casada algumas vezes e, ao longo de sua vida, adotou cinco meninas e um menino : Luciana, Nadine, Sirlene, Carla, Cíntia e Robson. É também avó de Luíz Antônio, filho de Nadine, de Heron e Loma, filhos de Sirlene, e de Isadora, filha de Luciana.

20.04.2015


Zezé Motta no Minunegra, no Teatro Dulcina

Zezé Motta

06.01.2015


Zezé Motta no O Diário

Zezé Motta O Diário de Campos diario

23.09.2014


Zezé Motta – Jornal Multimídia

Zezé Motta Jornal-Multimidia


Zezé Motta se apresenta no Trianon

Zezé Motta

 

A cantora e atriz, Zezé Motta, viveu momentos especiais, na noite deste sábado (20), no Teatro Municipal Trianon. Nascida em Campos, a artista comemorou seus 50 anos de carreira apresentando um grande show para seus conterrâneos. A presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro, prestigiou a apresentação.

A eterna Xica da Silva se apresentou, acompanhada do percussionista João Bani e dos violonistas Pedro Braga e Zeppa Souza. Zezé comemorou, no dia 27 de junho, 70 anos de vida. Feliz, a estrela não escondeu a emoção, em diversos momentos do show.

No repertório, belas canções que marcaram sua carreira, como “Pra Você”, “Pérola Negra”, “A Noite do Meu Bem”, “Chega de Saudade”, “Trocando em Miúdos” e “Senhora Liberdade”.

No final do espetáculo, Zezé recebeu uma homenagem do Americano, seu time do coração. O presidente do clube, Luciano Viana, acompanhado do diretor executivo, Gilberto Melo, presenteou a artista com uma placa e a camisa do time, com seu nome e o número 50, marcando a comemoração do tempo de carreira da campista que conquistou o mundo.


– Ainda bem que tenho o coração forte, pois vivi, na noite de hoje, muitas alegrias. Agradeço a Campos pela chance de apresentar a estreia do meu novo show. Na plateia, além de fãs, vi amigos e familiares. Jamais esquecerei o dia de hoje – enfatizou Zezé, que, após se apresentar, autografou discos e fez fotos com seus fãs, no foyer do teatro.

Zezé não nasceu em berço de ouro, mas acumulou verdadeiros tesouros ao longo de 50 anos de carreira. Desses que dinheiro nenhum paga. A cantriz arrebatou à Planície, de onde saiu aos 2 anos de idade, e fez um belíssimo show no maior teatro de sua cidade, o Teatro Trianon. Nele, a eterna Xica da Silva, hoje com 70 anos de idade, lançou mão de sua voz poderosa para interpretar uma seleção de músicas marcantes, que levantaram o público.