Cultura

Zezé Motta no filme ‘Eu sou brasileiro’

Zezé Motta no Filme Eu Sou Brasileiro

Eu Sou Brasileiro, o filme, chega aos cinemas no próximo dia 15 de agosto de 2019. Um filme de Alessandro Barros com Daniel Rocha, Fernanda Vasconcellos, Letícia Spiller, Zezé Motta e grandes nomes! O elenco conta também com a participação especial do ex-jogador Cafu , que interpreta a si próprio, dando conselhos ao protagonista.

Sinopse: Léo (Daniel Rocha) passou a sua vida inteira tentando se tornar um jogador de futebol famoso e bem sucedido, mas a rotina suburbana nunca aliviou o seu lado. No entanto, mesmo com todos os problemas, ele faz o mesmo que todo bom brasileiro: não desiste e continua tentando. Na intenção de dar a volta por cima, Léo vai para o tudo ou nada e arrisca uma última grande chance.

09.08.2019


Zezé Motta é convidada do Festejo do Tambor Mineiro

Zezé Motta _Jardiel-Carvalho

O Festejo do Tambor Mineiro, projeto idealizado por Maurício Tizumba, espera receber cerca de 5 mil pessoas para celebrar o congado de Minas Gerais na Rua Ituiutaba, no Bairro Prado, na região Oeste, no domingo (18). A partir das 10h, o tradicional “Festejo do Tambor Mineiro” – criado em 2002, reúne guardas e Irmandades do Rosário, grupos percussivos e artistas para celebrar a cultura reinadeira / congadeira e a influência banto na música produzida no país, no estado e na cidade. Nesta edição, o evento conta com participação especial da atriz e cantora Zezé Motta que se apresentará ao lado de Tizumba. A entrada é gratuita e pede-se doações de 1kg de alimento não-perecível que serão destinadas aos festejos das irmandades do Rosário.

A voz poderosa de Zezé Motta ecoa na história da música brasileira há muito tempo desde os antigos anos setenta, quando Zezé gravou seu primeiro disco solo em que compositores do porte de Rita Lee e Moraes Moreira entregaram canções inéditas para ela gravar. Sua voz imortalizou clássicos como Trocando em Miúdos de Chico Buarque e Francis Hime e Pecado Original de Caetano Veloso que nunca mais foram as mesmas depois da sua interpretação. Luiz Melodia também surgiu em sua vida musical, se tornando uma parceria que se mantém íntegra e vibrante até hoje!

“Sinto-me bastante gratificada em colaborar para a democratização da nossa cultura, levando alegria para a vida das pessoas que retribuem com muita energia e carinho e, assim, ajudam a iluminar ainda mais a minha caminhada.” Como atriz, Zezé Motta tem carreira fulgurante. Sua estreia no teatro se deu em 1967, com “Roda Viva”, sob direção de José Celso Martinez Corrêa e, desde então, participou do elenco de importantes peças como: “Fígaro, Fígaro”, “Arena conta Zumbi”, “A Vida Escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato”, em 1969; “Orfeu Negro”, em 1972, e “Godspell”, em 1974, entre outras. No cinema, como “Xica da Silva”, recebeu todos os prêmios como atriz e ficou conhecida mundialmente.

O “Festejo do Tambor Mineiro” é realizado, anualmente, sempre no terceiro domingo de agosto. Fazem parte da programação apresentações e cortejos de grupos percussivos, feira de artesanato, praça de alimentação com comida afro-brasileira e shows com artistas referência da cultura afro.

“A região onde hoje se encontra BH já abrigava festejos de reinados/congados desde as fazendas escravagistas que conformavam o antigo Curral Del Rey, tradição que também migrou com a mão-de-obra operária, que veio do interior para a construção da nova capital. Atualmente, centenas de guardas e irmandades realizam seus festejos ao longo do ano, nas bordas da cidade, cumprindo por meio de visitas mútuas o ciclo anual do Rosário. É com muita alegria que o Festejo do Tambor Mineiro participa desse ciclo, convidando a todos para celebrar a cultura banto-mineira e para louvar Nossa Senhora do Rosário, os demais santos do panteão reinadeiro/congadeiro, as nações africanas e os antepassados”, contextualiza Mauricio Tizumba.

Programação Festejo Tambor Mineiro 2019

Manhã / Tarde

Guarda de Congo Feminina de Nossa Senhora do Rosário
Guarda de Congo de São Benedito
Guarda de São Jorge de Nossa Senhora do Rosário
Guarda de Congo e Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário
Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e São José
Guarda de Moçambique e Congo Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus – Irmandade Os Carolinos
Guarda de Moçambique e Congo da Irmandade de Nossa senhora do Rosário – Reinado dos Arturos (Contagem-MG)
Massambique Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora das Mercês (Oliveira – MG)
Banda Dançante do Rosário de Santa Efigênia (Conselheiro Lafaiete – MG)
Guarda de Moçambique do Instituto Cultural Reino do Rosário (Timóteo – MG)

Tarde / Noite

Arautos do Gueto
Mauricio Tizumba e Oficina de Atabaque
Bloco Saúde
Manu Ranilla e Novos Pandeiros
Bloco Angola Janga
Jeiza Fernandes e Lucas Castro
Mauricio Tizumba e Grupo Tambor Mineiro com participação da Zezé Motta
Sérgio Pererê e Bloco Oficina Tambolelê
Bloco Tambor Mineiro

CRÉDITO DA IMAGEM EM DESTAQUE: JARDIEL CARVALHO

Serviço:
Festejo do Tambor Mineiro 2019
Data: 18/8 (domingo)
Horário: 10h
Local: Rua Ituiutaba, 399 – Prado
Entrada: gratuita, mediante doação de 1kg de alimento não perecível
Informações: festejo.art.br

07.08.2019


Zezé Motta fala sobre Cultura Negra e Lélia Gonzalez em evento no Parque Lage – veja fotos!

Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage Zezé Motta fala sobre cultura negra no Parque Lage

14.07.2019


Zezé Motta participa de evento em homenagem a Lélia Gonzalez no EAV Parque Lage

Evento em homenagem a Lélia Gonzalez

Roda de conversa sobre Lélia Gonzalez: trajetória, pensamento e legados com a participação de Zezé Motta, Keyna Eleison, Elizabeth Viana e Raquel Barreto e outras convidadas.

O evento trata-se do encerramento do projeto de pesquisa “Hospedando Lélia Gonzalez (1935-1994)” e ocorrerá alguns dias depois do 25º aniversário do falecimento de Lélia. Na ocasião, celebraremos a ex-professora do EAV Parque Lage e seu legado. A convidada de honra deste dia é a atriz Zezé Motta, que foi aluna do curso de Lélia sobre cultura negra na escola no final dos anos 1970. Ela participará de uma conversa com Keyna Eleison (professora da EAV Parque Lage e curadora), Elizabeth Viana (pesquisadora e amiga de Lélia) e Raquel Barreto (historiadora).

Ao longo do dia receberemos contribuições de artistas que nos ajudam a trazer a voz de Lélia Gonzalez de diferentes maneiras: através da música da Glau Tavares, filme da Beatriz Vieirah, performances da Andrea Almeida e Susan Soares e uma “intervenção de pintura Lélia Gonzalez” das seis artistas visuais mulheres negras: Carol Sunshine, Dila Oliveira, Susan Soares e Viviane Laprovita.

“Lélia Gonzalez – para não esquecer” encerra o projeto de pesquisa que a biblioteca realiza desde março, com uma exposição de materiais de arquivo e obras de arte de Aline Besouro, Millena Lízia e Yhuri Cruz, encontros mensais com convidados, e novos livros da biblioteca sobre a questão racial no Brasil, autorias e produção artística negras.

Acesse aqui toda a programação passada do Hospedando Lélia Gonzalez

O evento é organizado pela equipe da Biblioteca | Centro de Documentação e Pesquisa – EAV Parque Lage juntamente com a pesquisadora Raquel Barreto.

PROGRAMAÇÃO:
16:00 Abertura + mostra do filme “Em busca da Lélia” (Beatriz Vieirah, 2017)
17:00 Mesa de debate com Zezé Motta, Keyna Eleison, Elizabeth Viana, e Raquel Barreto
19:00 Performances em volta da piscina, de Andréa Almeida e Susan Soares
20:00 Performance musical por Glau Tavares
21:30 Final

Projeto de pesquisa Hospedando Lélia Gonzalez
Lélia Gonzalez – para não esquecer
Sábado. 13 de julho de 2019 . 16:00 – 22:00
Local: Salão Nobre e Pátio da piscina da EAV Parque Lage

09.07.2019


Zezé Motta no show em homenagem a Dolores Duran

O jornalista Ancelmo Gois publicou hoje em sua coluna, no O Globo, que artistas do calibre de Ney Matogrosso, João Roberto Kelly, Dóris Monteiro, Lana Bittencourt e Zezé Motta farão um grande show no Imperator, dia 17, em homenagem aos 60 anos de morte de Dolores Duran (1930-1959). Toda a renda do espetáculo irá para a família da cantora, que tem passado por necessidades financeiras. O show “Uma tarde para Dolores Duran e família” tem direção de Rodrigo Faour, biógrafo da artista.

Dolores Duran

Dolores Duran

 

Veja Zezé Motta cantando “A Noite do Meu Bem”:

01.07.2019


Zezé Motta se apresenta na 35ª Felib em Brasília

Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Joan Barros com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Joan Barros com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Joan Barros com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana Zezé Motta com o Show Atendendo a Pedidos | Foto: Mateus Santana

A noite do domingo (16) foi marcada em Brasília pela participação da cantora e atriz Zezé Motta e do escritor Tom Farias na 35ª Feira do Livro de Brasília (Felib). Os dois agitaram a Arena Outras Leituras em um diálogo direto com o público, onde se posicionaram sobre a maior parte dos temas referentes à população negra contemporânea.

Zezé falou de sua carreira de atriz e do filme Carolina, do cineasta Jeferson De – de 2003, no qual interpretou Carolina Maria de Jesus. “Não dava para manter distância dos sofrimentos dela, pois o que ela enfrentou foi muito da vida de outras pessoas da sua época”, disse detalhando os desafios de reviver a escritora. O filme teve como base a obra mais famosa de Carolina: Quarto de Despejo – Diário de Uma Favelada.

O livro também inspirou Farias que apresentou sua obra Carolina: Uma Biografia, recém-lançada pela Editora Malê. Mas, para chegar à publicação ele foi além: estudou mais de 500 trabalhos, entre teses, dissertações e recortes de jornais para trazer o retrato de uma Carolina que não estava nos livros que ela própria escreveu. “Eu quis fugir da imagem que todos têm dela, aquela do ‘Quarto de Despejo’. Fui em busca da Carolina que escreveu a História do Brasil sob a ótica do negro, sobretudo de uma forma poética, fabular e antropológica entre outros aspectos”, ressaltou.

De acordo com o escritor, Carolina quebra um paradigma social, pois, com sua baixa escolaridade, venceu pela escrita. Zezé, enfatizou que o livro de Farias tem muito a dizer, especialmente para as mulheres brasileiras que têm uma realidade próxima a de Carolina. “É necessário vencer apesar de todas as adversidades”, disse relembrando, ainda, as primeiras lutas do Movimento Negro.

Racismo velado – Zezé Motta e Tom Farias fizeram um paralelo entre a década de 1970 e a atualidade: “O racismo era velado e éramos acusados de importarmos problemas que o Brasil não tinha. Hoje, com as redes sociais, não se tem como fugir, todo mundo diz o que de fato pensa, seja protegido ou não pela rede”, afirmou a atriz. “Também pelo racismo, a história do negro é mal contada há 500 anos, e, pouco se faz para que essa realidade seja modificada”, complementou Farias.

O escritor abordou ainda o Art. 26-A da Lei nº 9.394/1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –, com redação dada pela Lei 10.639/2003, que estabelece o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana nas escolas públicas do Brasil. “É uma lei justa. Vamos continuar em busca de que seja implementada em todas as escolas”. Ele apontou um tópico importante a ser trabalhado pelo Estado: “Existem materiais, mas os nossos professores infelizmente não estão preparados para absorverem esse conhecimento”.

Mercado artístico e literário negro – Quando o assunto é a abertura dos espaços artísticos e do mercado editorial para negras e negros, as barreiras são múltiplas. Ao relembrar seus primeiros momentos como atriz, Zezé resgatou que nesse universo, os negros estavam sempre em papéis onde não tinham família, eram escravizados ou serviçais. “Você pegava o book de um ator e, além de constantemente desatualizado pela falta de oportunidades, ele estava limitado a experienciar apenas esses personagens”, desabafou.

Do auditório, a modelo e atriz Simone Ramos se identificava com as falas da referência no palco. “Zezé é uma mulher guerreira que, com sua luta, nos incentiva a acreditar na nossa história”, disse emocionada. No evento, Simone estava como ponte entre Zezé Motta e as mulheres e meninas das comunidades nas quais ela é referência – Ceilândia e o Quilombo Mesquita. “A mensagem que levo da Zezé é que não podemos desistir. Precisamos nos envolver mais com a nossa cultura para enfrentar os desafios e alcançarmos um futuro melhor”, disse.

A 35ª Felib foi encerrada com Zezé interpretando várias maneiras de amar em canções como Trocando em Miúdos,SoluçosFez BobagemPérola NegraCrioula. O pocket show foi marcado pela canção Tigresa, música de Caetano Veloso em homenagem à Zezé. A noite terminou em festa com as pessoas que compunham o público sambando no palco a convite da cantora.

16.06.2019