Cultura

Falando de Clarice

Live Maria Fernanda Candido e Zezé Motta, Falando de Clarice

Considerada uma das maiores escritoras do Brasil, ela foi romancista, contista, cronista, tradutora e jornalista. Clarice Lispector se estivesse viva, faria 100 anos neste ano de 2020. O centenário da escritora será o tema da live de duas grandes atrizes brasileiras: Zezé Motta e Maria Fernanda Cândido. Com mais de 50 anos de carreira, ícone da cultura brasileira, Zezé Motta além de grande admiradora da escritora vive há quase uma década no apartamento em que morou Clarice por muitos anos, no bairro do Leme, na Zona Sul do Rio. Já Maria Fernanda Cândido, uma das atrizes de maior sucesso no Brasil, à frente de inúmeros personagens marcantes na TV, teve um papel recente no filme “A Paixão Segundo G.H”, dirigido por Luiz Fernando Carvalho, a partir do livro homônimo de Clarice Lispector, publicado em 1964. Além de conexões com a escritora, Zezé e Maria Fernanda se declaram fãs das obras de Lispector.

 

Um oferecimento da Perfumaria Phebo, marca brasileira criada em 1930 em Belém do Pará, que com sua linha de perfumes Biblioteca Olfativa convida seus clientes a colecionarem sensações, inspirações e memórias.

 

O bate-papo “Falando de Clarice” acontecerá na próxima segunda-feira (21.07), às 18h, e poderá ser visto pelo perfil das atrizes (@mariafernandacandidooficial e @zezemotta).

 

“Não escrevo para fora, escrevo para dentro”. Assim a escritora Clarice Lispector (1920-1977) explicava sua literatura.

18.07.2020


Zezé Motta é destaque no Estadão, falando sobre o centenário de Elizeth Cardoso

16.07.2020


Conheça as Bonecas Africanas Ahosis do Instituto Onikoja

 

O “Instituto Onikoja” é uma Instituição, sem fins lucrativos que “nasceu” comprometido com a promoção da cultura e do diálogo social; com o apoio e fomento ao diálogo inter religioso e com a preservação do patrimônio ético e simbólico de Matriz Africana.

O então Projeto foi gestado em um solo sagrado, no espaço de uma comunidade-terreiro – o Humpame Kuban Bewa Lemin, iniciando suas ações sócio culturais em conjunto com a casa religiosa no ano de 2000 e, ao longo desses 18 anos, vem pautando tais ações no acolhimento de todas e todos, indistintamente, em todas as suas diferenças e para todos os credos, estabelecendo espaços de cooperação.

Nesse sentido buscou-se a convivência com base no trabalho comum, compartilhado, baseado na valorização das capacidades individuais em prol de objetivos coletivos.

As ações sócio culturais hoje desenvolvidas pelo Instituto Onikoja levaram à Comunidade Terreiro (sua então Instituição Mantenedora) a ser selecionada (por edital no ano de 2014) como Ponto de Cultura do Estado do RJ.

14.07.2020


Zezé Motta homenageia o centenário de Elizeth Cardoso com o projeto Sesc ao Vivo

Para levar muita música brasileira até sua casa, o Sesc SP promove a série Sesc Ao Vivo, que transmite lives de grandes artistas!

16/7, quinta-feira |  Zezé Motta canta Elizeth Cardoso

No dia em que a cantora Elizeth Cardoso (1920-1990) completaria 100 anos, a atriz e cantora Zezé Motta presta uma homenagem a essa grande personagem considerada a Primeira Dama da nossa música popular.


Zezé Motta é presença confirmada na Balada Literária 2020

zezé motta na balada literária

 

A Balada Literária já tem data para acontecer e promete reunir importantes nomes da cultura. Nesta edição, a quarta em Teresina, o evento ocorrerá nos dias 24 e 25 de agosto, de forma virtual, pelo canal Balada Litherária-PI no YouTube, segundo Wellington Soares, curador da Balada no estado.

Em 2020, a Balada homenageia o cineasta Douglas Machado, diretor de Cipriano, primeiro longa-metragem da história do cinema piauiense, e a escritora paulista Geni Guimarães, vencedora do Prêmio Jabuti em 1990 com o livro A cor da ternura.

Dentre as atrações nacionais, participarão este ano a filósofa Márcia Tiburi, em um bate-papo sobre “cultura em tempos de ódio e fascismo”; o escritor e roteirista Marçal Aquino, discutindo o “futuro do cinema brasileiro daqui pra frente”; a professora Geni Guimarães, dialogando sobre “a cor da ternura na poesia negra”; e, por fim, a atriz e cantora Zezé Motta, proseando sobre “a imagem do cinema nacional”.

No time dos anfitriões, destaque para o cineasta Douglas Machado, homenageado local do evento, que marcará presença na conversa sobre “20 anos de Cipriano e uma vida de cinema”, e para Danilo Carvalho (artista visual), Karla Holanda (professora) e Juscelino Ribeiro (jornalista) que trocarão ideias, em mesa-redonda, a respeito das “produções e os desafios do cinema piauiense”.

A representação musical fica por conta de dois nomes irreverentes da nossa cena artística: Moisés Chaves e a banda Bia e os Becks.

09.07.2020


80 anos de Cacá Diegues

Zezé Motta e Cacá Diegues (5) Zezé Motta e Cacá Diegues (5) Zezé Motta e Cacá Diegues (5) Zezé Motta e Cacá Diegues (5)

Zezé Mota e Cacá Diegues

 

Já fiz cinco filmes com Cacá – Xica da Silva, Quilombo, Dias Melhores Virão, Tieta, Orfeu – e no que depender de mim faço mais. Adoro trabalhar com ele. Quando ele me chamou para o Quilombo, achei que tinha enlouquecido de vez. Aquela mulher, Dandara, não podia ser feita por mim. Ela não sorria nunca, só guerreava. Eu não imaginei que fosse capaz de fazer um filme inteiro sem sorrir. Quilombo reconta um momento riquíssimo da história do Brasil, sob o ponto de vista dos vencidos. Pelos documentos oficiais de Portugal, os habitantes de Palmares eram considerados 105 bandidos. O filme mostra que os negros sempre lutaram pela sobrevivência, não estavam acomodados à espera de um redentor. Ir para Cannes representando o filme com a equipe foi uma emoção à parte. O filme foi ovacionado na sessão de gala e nós saímos aos prantos da sala de projeção. Depois, em Dias Melhores Virão e Tieta também fiz duas personagens austeras: uma dubladora e uma solteirona. A dubladora foi mole porque eu fazia a melhor amiga da personagem da Marília Pêra. Então, foi só copiar da vida real. Já a solteirona do Jorge Amado, a Carmosina, deu uma certa responsabilidade porque ela já tinha sido interpretada na TV pela maravilhosa Arlete Salles. Quando vi o filme, achei que não tinha me saído bem. Mas depois Caetano, Miguel Faria Jr. e o próprio Cacá me convenceram de que eu tinha dado bem o recado. E no Orfeu eu tive a oportunidade de revisitar a obra, uma vez que eu tinha sido a Eurídice no teatro, ao lado do Zózimo Bulbul, dirigida pelo Haroldo de Oliveira. Na versão do Cacá, eu fazia a mãe do personagem do Toni Garrido. Fazer esse filme foi uma emoção à parte, porque Orfeu Negro, do Marcel Camus, foi o primeiro filme que eu vi na vida. Cacá, é um irmão, um amigo, e um dos grandes responsáveis pela minha história no cinema nacional. A minha gratidão é e sempre será eterna ao Cacá. Feliz aniversário, para esse pai, marido, e ser humano incrível, Cacá Diegues. (Zezé Motta)

 

 

 

19.05.2020