Dica da Zezé

Xica da Silva é o tema da terceira coleção digital do CPT_SESC

O Centro de Pesquisa Teatral do Sesc São Paulo –  CPT_SESC disponibiliza, na plataforma Sesc Digital, as Coleções e Acervos Históricos CPT_SESC com itens do acervo de encenações do CPT. São imagens de figurinos, peças gráficas e outros itens que recontam a história dos espetáculos.

Desde de 16 de novembro, o público pode conferir a coleção de Xica da Silva, peça que esteve em cartaz em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil. Protagonizada pela atriz Dirce Thomaz, a peça foi fundamental na trajetória e evolução do grupo com o uso da cenografia como elemento narrativo, mais do que simples recriação realista de um espaço, era parte efetiva na criação de significados no relacionamento com atores e texto.

Com texto de Luís Alberto de Abreu e cenário e figurino de JC Serroni, a peça narra a vida de Francisca da Silva de Oliveira, a Xica da Silva, uma mulher ex-escravizada que atingiu posição de destaque na alta sociedade mineira durante o apogeu da exploração de diamantes, na segunda metade do século XVIII.

A coleção digital de Xica da Silva junta-se a outras duas, que permanecem online para serem visitadas a qualquer instante no Sesc digital. A primeira, lançada em setembro, é A Pedra do Reino (2006), sobre a encenação de Antunes e do grupo Macunaíma, com base na obra de Ariano Suassuna. Em outubro, foi disponibilizada mostra sobre A Hora e vez de Augusto Matraga (1986), baseada em conto de Guimarães Rosa. A peça marcou o encontro de Antunes com Raul Cortez e foi definida pelo ator como um marco em sua carreira.

Debate

No dia 24 de novembro, terça-feira, às 18h, acontece um debate online sobre o texto de Xica da Silva. O encontro reúne duas atrizes que interpretaram a personagem principal – Dirce Thomaz no teatro, e Zezé Motta, no filme homônimo de 1976, dirigido por Cacá Diegues. A mediação é de Kelly Adriano (Doutora em Ciências Sociais e Gerente Adjunta de Ação Cultural do Sesc São Paulo) e poderá ser acompanhado no canal youtube.com/cpt_sesc. O evento faz parte do Círculo de Debates – Memória, Acervo e Pesquisa, realizado a cada lançamento de coleção na Plataforma Sesc Digital, e traz pessoas do teatro, pesquisadores e envolvidos nos espetáculos ou áreas correlatas às obras originais para falar sobre as montagens e suas memórias.

Sobre as Coleções e Acervos Históricos CPT_SESC  

A guarda do acervo de figurinos e demais documentos do CPT – Centro de Pesquisa Teatral do Sesc – integra as ações do Sesc Memórias, criado em 2006 para reunir, sistematizar e disponibilizar a documentação produzida e/ou acumulada pelo Sesc São Paulo, com o propósito de preservar seu patrimônio histórico e disseminar sua memória institucional.

As Coleções e Acervos Históricos CPT_SESC trazem ao público seleções dos figurinos e outros itens de peças encenadas pelo CPT em seus 38 anos de trajetória. Um minucioso trabalho de pesquisa possibilitou a recomposição e restauro de 150 trajes cênicos compostos por 470 itens, de 12 espetáculos: A hora e vez de Augusto Matraga, Antígona, Foi Carmen, Fragmentos Troianos, Gilgamesh, Medeia, Medeia 2, Nossa Cidade, Toda Nudez Será Castigada, Trono de Sangue, Pedra do Reino, Vereda da Salvação e Xica da Silva. Em seguida, os figurinos foram registrados pelo fotógrafo Bob Souza, fotos essas que são hoje o fio condutor das Coleções.

Serviço

XICA DA SILVA – Coleções e Acervos Históricos do CPT_SESC
[disponível na plataforma Sesc Digital]

Figurinos, objetos de cena, materiais gráficos em coleção digital que apresenta o acervo do espetáculo Xica da Silva, montado em 1988 pelo CPT, com direção de Antunes Filho.

24/11 – Círculo de Debates – Memória, Acervo e Pesquisa – Xica da Silva
Com Dirce Thomaz e Zezé Motta (mediação Kelly Adriano)
Às 18h, em youtube.com/cptsesc

Confira a programação completa em www.sescsp.org.br/cpt e nas redes sociais:
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18.11.2020


Zezé Motta fala em conversa inédita no The Noite

Em uma conversa inédita por chamada de vídeo, Zezé Motta é a entrevistada de Danilo Gentili no The Noite desta terça-feira, 11 de agosto. A atriz fala sobre o lançamento de seis filmes dos quais participa neste ano, além de estrelar a segunda temporada de “Arcanjo Renegado”, no streaming. Zezé também comenta sua atuação na série “Fim”, que é baseada em um livro de Fernanda Torres, falando um pouco sobre suas personagens nos trabalhos recentes e a boa repercussão que ganhou no exterior.

A convidada conta um pouco de sua trajetória como cantora, dos shows que estava fazendo antes da pandemia e de sua atuação no ramo da dublagem. Ela recorda ainda o início da carreira de atriz e papéis marcantes, como o de ‘Xica da Silva’, além de falar dos planos que tem para seu canal no YouTube. Também nesta terça a atração exibe o quadro ‘Danilo Gentili Mostra Seu Negócio’, com empreendedores de diferentes ramos nas redes sociais.

O The Noite com Danilo Gentili vai ao ar de segunda a sexta-feira no SBT.

11.08.2020


OUTLET HELÔ MARQUÊZ

Deu aquela vontade de montar um look e mostrar procês, que tal meu povo? Da série #emCasa mas é pra deixar aqui uma excelente dica, não dá mais pra gente sair por aí gastando de qualquer jeito… No exterior a compra em outlets é uma realidade. E essa é uma forma de consumir que é muito inteligente… Aqui no Brasil eu descobri a OUTLET HELÔ MARQUÊZ  que eu soube, é maior OUTLET do Norte do país. Eles trabalham com várias grifes maravilhosas, que a gente ama, tudo original e com um preço até 70% mais barato… E como tem coisa que não sai moda nunca eu resolvi mostrar aqui pra vocês… Esse aí acabou de chegar… Axé meu povo, Zezé Motta.

06.08.2020


Vidas Negras Importam? Reflexões sobre o racismo no Brasil

Zezé Motta. Vidas Negras Importam

Tragédias são sempre socialmente desiguais e expõem de forma mais gritante as desigualdades historicamente construídas, como a construção das vulnerabilidades. A violência policial, o abandono estatal e a marginalização social de negros e indígenas, contribuem de maneira muito clara para o genocídio de povos que construíram o Brasil. A ancestralidade fincada em solo brasileiro, desde antes mesmo deste chamar “Brasil”, delimita toda a luta, suor e sangue de povos que, ainda que tenham construído o país onde habitam do zero, são historicamente invisíveis.

Ser mulher e negra no país do racismo estrutural e do machismo irrefreável, não é de fato uma tarefa fácil. Discutir machismo e racismo em 2020, é também reconhecer e ocupar lugares que anteriormente nos foram negados.

E hoje, a conversa é o resultado da soma de 4 mulheres negras e suas perspectivas de vida em sociedade e as dificuldades encontradas. Neste diálogo, São Paulo dialoga com toda sua origem matriz em uma única mesa, para este intercâmbio de ideias e práticas que, sobretudo, aponta caminhos para o combate ao racismo no cenário atual.

 

SOBRE A MESA

Vidas Negras Importam? Reflexões sobre o Racismo no Brasil

Eixo: 1 – Racismo no Brasil: Uma perspectiva histórica de invisibilidade dos povos Afro Indígenas

Dia: 27/07/2020

Horário: 19 às 21h

PERGUNTAS

  • Qual é o lugar da população negra na sociedade brasileira em 2020?
  • Como o máximo levante de bandeiras e movimentos sociais dos últimos tempos por artistas e figuras públicas têm influenciado a questão racial do país?
  • Como é a manutenção da relação ancestral em meio a outras problemáticas vividas?
  • Quais as questões majoritárias que ainda precisam ser discutidas e desmistificadas?

PARTICIPANTES

Allyne Andrade e Silva – Advogada

Mestre (2015)  e doutora (2019) em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, possui LL.M Master of Law em Direito, com especialização em teoria crítica racial pela UCLA School of Law.  Atua na áreas de Direitos Humanos e Direito Público e, em especial, com os seguintes temas: Terceiro Setor; Políticas Públicas e Desenvolvimento; Diversidade, Ações Afirmativas e Inclusão Social. Realiza estudos na área de: Teoria Crítica Racial; Marcadores sociais de diferença; Sistema de Justiça e Políticas públicas.

a Sylvia de Oliveira – Advogada

Graduada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, no ano de 1994, em São Paulo. Pós-Graduada em Direito Empresarial e em Direito Tributário, pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas). Atua na área de Direitos Humanos – Questões de Gênero, Raça e Etnia e no enfrentamento à violência contra a mulher e violência doméstica e familiar; Palestrante, é

sócia efetiva do Geledès Organização onde atualmente ocupa o cargo de Presidenta no triênio 2018/2021.

Zezé Motta – Atriz e cantora

Considerada uma das maiores artistas do país, é grande expoente da cultura afro-brasileira.

Frequentou a escola do teatro Tablado e começou a carreira de atriz em 1967, estrelando a peça Roda Viva, de Chico Buarque. Participou de filmes como Vai trabalhar, vagabundo (1973), Ouro Sangrento, Anjos da Noite, Tieta do Agreste, Xica da Silva (1976) e que a consagrou internacionalmente. Na televisão, atuou em telenovelas como Corpo a Corpo, Porto dos Milagres, Renascer, Xica da Silva, entre outras. Como cantora, tem mais de dez discos gravados.

Amarílis Costa  (Mediadora) – Advogada e professora

Mestra em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo – USP, autora de Estado Antinegro: A Máquina Estatal e Suas Múltiplas Ações – Um Estudo Da Lei Caó – 7.716,  Presidente da Comissão de Graduação, Pós Graduação e Pesquisa da OAB-SP. Membra Executiva das Comissões da Mulher Advogada, de Igualdade Racial, e de Política Criminal e Penitenciária da OAB-SP Articuladora do Coletivo Preta e Acadêmica, Pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas das Políticas Públicas para a Inclusão Social – GEPPIS – EACH USP. Leciona nas áreas de concentração de Direitos Humanos e Gestão de Política Pública.

24.07.2020


Conheça as Bonecas Africanas Ahosis do Instituto Onikoja

 

O “Instituto Onikoja” é uma Instituição, sem fins lucrativos que “nasceu” comprometido com a promoção da cultura e do diálogo social; com o apoio e fomento ao diálogo inter religioso e com a preservação do patrimônio ético e simbólico de Matriz Africana.

O então Projeto foi gestado em um solo sagrado, no espaço de uma comunidade-terreiro – o Humpame Kuban Bewa Lemin, iniciando suas ações sócio culturais em conjunto com a casa religiosa no ano de 2000 e, ao longo desses 18 anos, vem pautando tais ações no acolhimento de todas e todos, indistintamente, em todas as suas diferenças e para todos os credos, estabelecendo espaços de cooperação.

Nesse sentido buscou-se a convivência com base no trabalho comum, compartilhado, baseado na valorização das capacidades individuais em prol de objetivos coletivos.

As ações sócio culturais hoje desenvolvidas pelo Instituto Onikoja levaram à Comunidade Terreiro (sua então Instituição Mantenedora) a ser selecionada (por edital no ano de 2014) como Ponto de Cultura do Estado do RJ.

14.07.2020


Zezé Motta em live nesta terça-feira com a Warner Music

Reconhecida na TV e cinema por papéis que marcaram a vida de muitos brasileiros, Zezé Motta tem também uma extensa colaboração no cenário fonográfico. Para bater um papo e fazer algumas palhinhas, a artista é a convidada de hoje para a live do projeto Warner Music Entrou Na Sala. A live será transmitida pelo instagram da cantriz e também pelo da gravadora. Não percam! Em parceria com a Warner Music Brasil, Zezé já lançou: Zezé Motta (1978), Negritude (1979) e Dengo (1980), além da compilação Geração Samba (1996).

07.07.2020