Retratos da minha vida

Cuba, em 1979

Guilherme Araújo (alto à esquerda), Zezé Motta, J. Moraes, Regina, Simone, Gonzaguinha, Fredera, Paulinho Nogueira, Marieta Severo, Djavan, Walter Franco, Chico Buarque e Nelson Ayres no embarque para Cuba, em 1979.

Essa foto tem uma longa história… Estava eu em casa, o ano era 1979, havia acabado de chegar de uma gravação, e do outro lado da linha era o Chico Buarque me convidando pra ir pra Cuba, em plena ditadura, – na época não havia nenhum apoio diplomático entre Brasil e Cuba -, era proibido inclusive de irmos pra lá, etc… Enfim, na hora – sem pensar -, eu disse sim! Lá fui eu correndo arrumar malas, iríamos ficar 15 dias. O convite era para eu participar de um festival muito importante que envolvia todo tipo de arte, fui convidada para cantar. Eu, Gonzaguinha, Simone (cantora), meu amado Djavan, minha querida Marieta Severo foi com Chico… Foi um momento histórico na minha vida. E ai lá fui eu cantar. Uma lembrança que eu tenho é que eu cantava uma música pra Oxum, e era uma fase em que eu estava muito ligada as religiões de Raízes Africanas. Na hora que eu cantava pra Oxum, eu meio que ficava possuída a ponto de rolar no chão, e isso chocava muito o público, lembro que a minha saudosa amiga Violeta, quando me viu fazendo essa cena em um festival na França, ela também ficou chocada. Eu ficava muito entregue… Tem um lado de mistura da atriz com a cantora… Eu soube que o Chico ficou muito espantado também. Isso é a incorporação! Foi uma fase, assim como ter feito inúmeras novelas, séries e filmes onde vivia um personagem ligada a religiões africanas. Voltando a foto, na volta, foi uma loucura. Tivemos que pegar um avião do Fidel Castro até a Jamaica, e da Jamaica conseguimos ir pro Brasil. Eu queria voltar antes pro Brasil, estava com show, gravação e um monte compromisso pra cumprir, mas o Chico não quis deixar ninguém voltar sozinho, e pediu que voltássemos todos juntos, pois o Figueiredo estava mandando prender todo mundo. #RetratosdaMinhaVida

06.04.2017


Oxum: Encerramento à altura da temporada 1978 do Projeto Pixinguinha

Em 1978, a bossa-nova comemorava 20 anos de seu marco inicial (o lançamento de Chega de Saudade, por João Gilberto) quando um dos precursores do gênero musical foi escalado para viajar em turnê com o Projeto Pixinguinha: o brilhante pianista, cantor e compositor Johnny Alf. Ao seu lado, fui escalada no auge de um sucesso cinematográfico (interpretando a protagonista do filme Xica da Silva, 1976), completava dez anos de carreira – minha estreia foi em 1968, em Roda Viva, de Chico Buarque, com direção de José Celso Martinez Correa. Também foi em 1978 que lancei o meu 1• disco solo, com um repertório eclético que serviria de base para minhas apresentações no Pixinguinha: Trocando em Miúdos (Chico Buarque e Francis Hime), Babá Alapalá (Gil), Magrelinha e Dores de Amores (Luiz Melodia). Já Johnny Alf, que dividia comigo a interpretação de Eu e a Brisa e Ilusão à Toa, aproveitou a turnê para apresentar em primeira mão duas músicas do LP Desbunde Total, que lançaria ainda naquele ano: Anunciação e Oxum. E era justamente a homenagem ao orixá feminino dos rios e cachoeiras que abria e encerrava o espetáculo, numa escolha que não era sem motivo, como conta o jornal Província do Pará, na edição de 21 de nov de 1978: “Muito antes de iniciar o Projeto Pixinguinha, alguém disse que ele iria trabalhar com uma pessoa de Oxum. Não deu outra: Zezé é filha de Oxum.” Na mesma matéria, Johnny (também filho de Oxum) atribuía à deusa africana parte do sucesso do espetáculo que, dirigido por Arthur Laranjeira. Quanto a Zezé, a Província do Pará ressaltava que o sucesso estrondoso de Xica da Silva não lhe subiu à cabeça: “Seus gestos são os mesmos da menina simples de Campos, e sua maneira direta de dizer as coisas mostra toda a estrutura de artista e mulher madura, muito atenta e preocupada com os problemas do mundo.” Já o jornal O Povo, de Fortaleza, conta que “os momentos frenéticos do espetáculo ficam por conta de Zezé, que demonstra uma incansável doação artística, unindo sua fabulosa voz à contagiante expressão corporal”. Com excelente público (16.431 espectadores) e muitos elogios da crítica especializada, o encontro do “canário bossa-noveiro” com a “maravilha-cantante” – expressões usadas por Nelson Motta em sua coluna no jornal O Globo (out de 78) – foi um encerramento à altura da temporada 1978 do Projeto Pixinguinha.

 

01.02.2017


Zezé Motta é escalada para ‘Ouro Verde’ próxima novela da emissora TVI em Portugal

Zezé Motta| Ouro Verde | TVI Zezé Motta| Ouro Verde | TVI Silvia Pfeifer | Ouro Verde | TVI Zeze Motta | Ouro Verde | TVI Zeze Motta | Ouro Verde | TVI Zeze Motta | Ouro Verde | TVI

Zezé Motta e Silvia Pfeifer foram apresentadas à imprensa portuguesa, na manhã desta sexta-feira, 21, em Lisboa. As atrizes estarão em ‘Ouro Verde’, próxima novela da emissora TVI. Como a história se passa entre Portugal e Brasil, outros atores brasileiros como Gracindo Jr., Maria Ribeiro e Úrsula Corona também estarão no elenco.

21.10.2016


Zezé Motta e Leonardo Miggiorin nos bastidores do Programa da Xuxa

Zezé Motta e Leonardo Miggiorin

03.08.2016


Programa da Xuxa recebe Zezé Motta e elenco de Escrava Mãe

No game Adivinhokê, os atores de Escrava Mãe, Gabriela Moreyra, Zezé Motta e Fernando Pavão enfrentam o elenco de A Terra Prometida, que será representado por Igor Rickli, Maytê Piragibe e Leonardo Miggiorin

No game Adivinhokê, os atores de Escrava Mãe, Gabriela Moreyra, Zezé Motta e Fernando Pavão enfrentam o elenco de A Terra Prometida, que será representado por Igor Rickli, Maytê Piragibe e Leonardo Miggiorin

 


Zezé Motta declama poema para São Sebastião no Museu Nacional de Belas Artes

Dom Orani Tempesta, Mônica Xexéo e Zezé Motta: no Museu Nacional de Belas Artes / Foto: Carolina Amendola

Dom Orani Tempesta, Mônica Xexéo e Zezé Motta: no Museu Nacional de Belas Artes / Foto: Carolina Amendola

Mônica Xexéo, diretora do Museu Nacional de Belas Artes, recebeu, nessa segunda-feira (18/01), a comitiva de Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio, com a imagem de São Sebastião. Foi a primeira vez que foi rezada a trezena do padroeiro da cidade num museu carioca.

É que está em exposição no MNBA, desde novembro, a exposição “San Sebastiano: uma homenagem da Itália ao Rio de Janeiro”. A mostra é feita de apenas duas telas de dois mestres da pintura italiana, Guido Reni e Guercino, retratando o mártir cristão, e fica em cartaz até 13 de março. Depois das orações, Dom Orani abeençoou o museu. A atriz Zezé Motta declamou uma poesia em homenagem ao santo.

18.01.2016