Social

Zezé Motta recebe homenagem no Senado Federal

Zezé Motta - Senado entrega Comenda Abdias Nascimento

O Senado homenageou nesta quinta-feira (24) personalidades que contribuíram para a promoção da cultura afro-brasileira. A entrega da Comenda Abdias Nascimento, realizada no Plenário da Casa, foi marcada por discursos em defesa da luta contra o racismo e pela inclusão de negros nas universidades, no mercado de trabalho e na política. O senador Paulo Paim (PT-RS) presidiu a sessão.

Foram homenageados o cantor Lazzo Matumbi, o Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso — o Imune, a atriz e cantora Zezé Motta, representada por seu assessor de imprensa Vinícius Belo e, in memoriam, o percussionista Naná Vasconcelos, que faleceu neste ano.

A comenda também seria entregue ao ator Lázaro Ramos, que recusou a homenagem por uma questão política. Durante a solenidade, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou que é fundamental reconhecer a importância dos negros para a formação da cultura brasileira.

24.11.2016


No FDP, Zezé Motta fala das vivências e memórias afetivas em suas origens

Zezé Motta | (Foto: César Ferreira)

A atriz e cantora Zezé Motta foi a principal das atrações desta quarta-feira, no dia de abertura do Festival Doces Palavras (FDP), num bate-papo no plenário da Câmara Municipal de Campos, onde a artista rememorou casos e episódios de suas vivências afetivas em Campos, de onde saiu com apenas dois anos para o Rio.“Saí daqui porque meu pai era músico e queria expandir seu trabalho para um grande centro, da mesma forma que minha mãe, que era costureira, saiu também em busca dessa oportunidade, de mostrar seu trabalho numa cidade grande. Mas tenho parentes por aqui, que posso revê-los sempre que venho a Campos”, relembrou.

A mesa foi composta pelo vereador Edson Batista, presidente da Câmara; o jornalista Vitor Menezes, que preside a Associação de Imprensa Campista (AIC); e o professor Hélio de Freitas Coelho, presidente da Academia Campista de Letras (ACL).

Zezé, que nasceu em Barcelos, distrito de São João da Barra, na divisa com o território campista, lembrou que existe uma confusão sobre seu município de nascimento. Tudo começou como uma entrevista de Zezé a uma revista, que rendeu uma manchete “Nasce uma estrela”, em que a artista revelava suas origens como campista.

“Na época fiz um show em Grussaí, na primeira vez que aqui retornei, quando o prefeito me cobrou que eu era sanjoanense, porque havia nascido do outro lado da linha. E tive que explicar que minha mãe, quando eu estava para nascer, correu para a casa de minha avó, que era parteira, que morava mesmo do outro lado da linha. Foi então que descobrir que a casa de minha avó ficava num local que pertencia a São João da Barra. Mas a casa da minha mãe ficava na parte de cá, do outro lado. Então, fui registrada em Campos”, contou.

Suas referências afetivas sobre Campos estão na musica “Cana caiana”, feita para ela por Maria Bethânia com Rosinha de Valença, quando a baiana disse que Zezé era o ouro negro de Campos.

“O Guilherme Araujo, à época meu empresário, achava que eu deveria ter um bom produtor para que meu disco explodisse, e me sugeriu o Perinho Albuquerque, o mesmo que produzia os discos de Bethânia. Ele me falou que Bethânia era muito ciumente, e que eu deveria falar diretamente com ela. Depois, soube ela queria mesmo falar comigo, que admirava  meu trabalho como atriz e queria me conhecer porque sabia também desse meu lado de cantora. Então, me perguntou qual a minha origem, eu disse que era de Campos, terra dos canaviais, agora também do petróleo, e eis que Bethania e a Rosinha de Valença me deram essa música, esse presente especial. A Bethânia chegou a dizer que eu era o “ouro negro de Campos, olha só… “.

O presidente da Câmara, que abriu os trabalhos no plenário do Legislativo, disse que Campos sente orgulho da atriz e cantora. “Zezé Motta é a imagem de uma campista que projeta nossa cidade nacionalmente e até no plano internacional, e nos sentimos orgulhosos da forma como você, Zezé, simboliza o talento e a arte da nossa Campos e nosso país pelo mundo afora”, disse Edson Batista.

Como presidente da ACL, Hélio Coelho, disse que o FDP veio como uma novidade para marcar a primavera campista. “Quando a primavera chegar, Campos terá a sua primavera, o Festival  Doces Palavras, o FDP, uma abreviatura com as iniciais que já revela esse espírito de transgressão e a liberação dessa cabruncada, que não são os amigos do rei, mas que precisa aparecer, mostrar seu talento e liberar sua energia criativa”, discursou.

Identidade cultural – Coelho destacou o apoio ao evento por parte da Câmara de Vereadores na parceria com a AIC e ACL. “A Câmara a e prefeitura, justiça se faça, cumpriram o que foi pactuado com essas duas instituições que representam a imprensa e as letras campistas, reforçando seu papel institucional em apoiar eventos como esses que chegam para reforçar nossa identidade cultural. Precisamos responder quem fomos, quem somos e o que queremos ser”, afirmou.

O encontro que contou com a mediação do jornalista Chico de Aguiar, teve presença e participação do público, que fez perguntas a Zezé, tirou fotos com a atriz.

04.10.2015


Zezé Motta no Senado Federal: 30 anos do CIDAN

Plenário do Senado - Zezé Motta

 Plenário do Senado - Zezé Motta

Zezé Motta é recebida no Senado Federal

Zezé Motta, 30 anos do CIDAN

O presidente do Senado, Renan Calheiros, informou que vai se juntar a outros senadores para pedir à presidente Dilma Rousseff que realize uma solenidade especial para sancionar o PLS 114/1997, recentemente aprovado no Congresso e que amplia a abrangência da Lei da Ação Civil Pública para proteger também a honra e a dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos. Para ele, seria necessário um evento “à altura da importância da lei”.

O tema racismo dominou a manhã desta sexta-feira (21) do Senado, que realizou sessão especial em homenagem ao Dia Internacional contra a Discriminação Racial, aos 30 anos do Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e ao centenário do ativista negro e senador Abdias do Nascimento.

– Lembro-me da indignação da presidente Dilma quando das manifestações racistas contra o jogador Tinga, do Cruzeiro. Apesar dos avanços promovidos com a aprovação de leis como o Estatuto da Igualdade Racial e a Lei de Cotas, ainda há muito a ser feito na luta contra a discriminação no Brasil – afirmou o presidente do Senado.

O senador lembrou que, apesar de a Constituição e o Código Penal combaterem a discriminação, as penas não têm sido suficientes para inibir o que ele classificou de “o mais abominável e desprezível crime da humanidade”.

– E o Senado aqui está para colaborar no que for preciso, seja em aprimoramentos legais, em campanhas ou quaisquer outras iniciativas nesse sentido – afirmou.

Desigualdades

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), é triste ainda ser necessário o Plenário do Senado lembrar a existência de um dia para marcar a luta contra o racismo, visto tratar-se de um problema que já deveria ter sido eliminado da sociedade brasileira.

O parlamentar lamentou recentes casos de preconceito no futebol e disse que Abdias deixou sua marca, mas cobra ações que ainda aguardam implementação. Uma delas refere-se à eliminação das disparidades  no sistema educacional brasileiro. Ele lembrou que os negros são a maioria entre os 40 milhões de adultos analfabetos brasileiros.

– Isso acontece porque não fizemos o dever de casa de uma boa escola para cada criança independente do credo, da cor e da renda de seu país. Essa é a tarefa que Abdias nos deixou. No Brasil, o filho do negro estuda numa escola diferente do filho do branco, se não tiver renda equivalente. Temos que quebrar essa diferença. O filho do mais pobre tem que estudar na mesma escola do mais rico. Isso é possível – discursou.

Preocupado com a luta pela igualdade no mercado de trabalho, o diretor do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial, Francisco Carlos Quintino da Silva, defendeu a política de cotas para negros no serviço público. Para isso, cobrou a aprovação do PL 6.738/2013, que destina a afrodescendentes 20% das vagas nos concursos públicos federais.

O ativista alertou ainda para as dificuldades enfrentadas pelos haitianos que não param de chegar ao Brasil em busca de oportunidades.

– São três aspectos que precisam ser considerados: o mercado de trabalho, os serviços públicos e o convívio social – analisou.

Emoção

O senador Paulo Paim (PT-RS), por sua vez, leu os nomes de dezenas de negros brasileiros que se destacaram em áreas como esporte, artes e políticas e ainda fez questão de reverenciar a memória do líder africano Nelson Mandela. Emocionado, o senador também recitou uma poesia escrita por ele em homenagem a Abdias do Nascimento.

Quem também se emocionou foi a atriz Zezé Motta ao falar do Cidan, entidade da qual é presidente. Ela ressaltou o fato de o Centro ter sido criado com o objetivo maior de abrir espaço para o artista negro no mercado de trabalho.

– Quando nós cobrávamos dos meios de comunicação, dos produtores e dos diretores a quase invisibilidade do negro na mídia, a resposta era que eles não conseguiam encontrar os artistas negros. E nós não conseguimos nunca entender como que se encontra o artista branco e não se sabe como encontrar o negro – afirmou.

A atriz contou um pouco da história da criação do Cidan e falou sobre os trabalhos que ele realiza, como o curso de Artes Dramáticas para adolescentes de baixa renda, ministrado em comunidades carentes do Rio de Janeiro.

 

22.03.2014


Homenagem: Nelson Mandela!

Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos. (Nelson Mandela)

Nelson Mandela

Nelson-Mandela

nelson-mandela

Nelson Mandela - portrait

15.12.2013


#Social | Bolívia Cultural

Zezé Motta apoio Bolívia Cultural

02.09.2013


#Homenagens

Modelito usado no show ‘A primavera se despede’ virou obra de arte. Presente do meu querido amigo Celso Lopes. Gostaram?

Zezé Motta por Celso Lopes

Zezé Motta por Celso Lopes

25.08.2013