Social

Zezé Motta será Maria, no espetáculo Paixão de Cristo, em Floriano, no Piauí. Coluna Patricia Kogut – O Globo:

Zezé Motta - Coluna Patrícia Kogut - O Globo

12.03.2018


Zezé Motta participa nesta terça (13.03) do Inovação, empreendedorismo e empoderamento no RioMar Entre Elas

Um evento voltado para debater questões do universo feminino pontuadas pelas próprias mulheres. Pelo segundo ano consecutivo, é realizado em março, quando se comemora o mês da mulher, o evento RioMar Entre Elas. No encontro, serão debatidos temas como inovação e criatividade, empreendedorismo e empoderamento feminino. Nomes de peso em cada área como Martha Gabriel, a atriz Zezé Motta, a blogueira Rayza Nicácio e as empreendedoras pernambucanas Dona Coxa e Joana Lira estarão presentes. Será no dia 13 de março, a partir das 18h, no Teatro RioMar. Os ingressos custam R$ 40 e R$ 20 (meia) e já estão à venda na bilheteria do teatro e também online.

Autora do best seller “Marketing na Era Digital”, Martha Gabriel irá falar sobre Inovação e Criatividade. Palestrante internacional premiada e professora nas principais escolas de negócios do Brasil, Martha é curadora e mediadora de eventos de tecnologia, inovação e marketing, como o Encontro Locaweb de Desenvolvedores, Congresso MPI Fiesp e Digitalks.

Após a palestra de Martha, duas mulheres contam suas histórias empreendedoras, em áreas diferentes. A artista plástica e designer Joana Lira, que está com exposição em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake, irá falar sobre sua trajetória. Filha do renomado arquiteto Carlos Augusto Lira, Joana sempre foi desenhista. Seguiu o seu destino, cursando graduação em design gráfico e hoje é ilustradora. Durante 10 anos, ela criou e desenvolveu o projeto de cenografia e identidade visual do Carnaval do Recife, tema da exposição na cidade paulista.

A empresária Maria Ilza da Conceição, mais conhecida como Dona Coxa, também é uma das convidadas. Começou seu negócio em casa com a mãe, no bairro do Pina, e, há cinco anos, fundou o estabelecimento Dona Coxa, ao lado do RioMar Recife. Ficou famosa por sua saborosa coxinha, daí o nome que adotou. Hoje, além do salgado, vende muitos outros lanches e já expandiu para almoço.

O último painel da noite vai debater o empoderamento feminino. Uma das convidadas é a atriz Zezé Motta, de 73 anos. A atriz protagonizou o filme “Xica da Silva”, dirigido por Cacá Diegues, há mais de 40 anos. Este ano, completa 50 anos de carreira ainda atuando. Em entrevistas, Zezé revela que durante muito tempo demorou para se aceitar e entender que sofria racismo. Recentemente, emocionou os telespectadores do programa Encontro com Fátima Bernardes ao contar sua história ao lado dos seis filhos de coração. Com problemas para engravidar, ela criou seis crianças. Este ano, Zezé está vivendo a Mãe do Quilombo em O Outro Lado do Paraíso.

Quem divide o painel “Empoderamento Feminino: a mulher na sociedade” com Zezé é a youtuber Rayza Nicácio. Há quase 6 anos, a jovem lançou um vídeo no youtube, usando cabelos lisos. Algum tempo depois, “se divorciou da chapinha”, como gosta de dizer. Gravou um vídeo assumindo seus cachos e virou sucesso na internet, influenciando outras meninas de cabelos crespos a assumirem as madeixas.

Zezé Motta no evento Riomar Entre Elas

Evento RioMar Entre Elas

Teatro RioMar
Dia 13 de março
Ingressos:
R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Programação

» 18h
Palestra: Inovação e Criatividade
Martha Gabriel

» 19h30
Debate: Empreendedorismo Feminino
Dona Coxa e Joana Lira

» 20h
Debate: Empoderamento Feminino: a mulher na sociedade
Zezé Motta e Rayza Nicácio

11.03.2018


Zezé Motta posa para a campanha #SalveoTheatroMunicipal, da Loja Ana Botafogo:

Zezé Motta para a campanha Salve O Theatro Municipal

Zezé Motta posou com a camiseta da campanha “SalveOTheatroMunicipal”, criada pela sua marca de roupas da bailarina Ana Botafogo, com venda revertida para funcionários do teatro que estão sem receber.

“O movimento é de grande importância, a situação dos funcionários está crítica. Sinto imensa gratidão por todos que aderirem a essa campanha e me sinto, também, muito agradecida por toda a solidariedade que temos tido ao longo deste ano. Unidos somos mais fortes!”, desabafa Ana Botafogo.

A Loja Ana Botafogo, marca de roupas da bailarina há mais de 10 anos no mercado, criou uma camiseta com os dizeres “Dança & Cultura & Dignidade” e a hashtag #SalveOTheatroMunicipal, que será vendida em sua loja física em Copacabana e terá 100% do lucro revertido para colaborar com o fim de ano destes servidores. As peças também podem ser adquiridas pelo e-commerce da marca http://lojaanabotafogo.com.br/.

28.12.2017


Zezé Motta recebe homenagem no Senado Federal

Zezé Motta - Senado entrega Comenda Abdias Nascimento

O Senado homenageou nesta quinta-feira (24) personalidades que contribuíram para a promoção da cultura afro-brasileira. A entrega da Comenda Abdias Nascimento, realizada no Plenário da Casa, foi marcada por discursos em defesa da luta contra o racismo e pela inclusão de negros nas universidades, no mercado de trabalho e na política. O senador Paulo Paim (PT-RS) presidiu a sessão.

Foram homenageados o cantor Lazzo Matumbi, o Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso — o Imune, a atriz e cantora Zezé Motta, representada por seu assessor de imprensa Vinícius Belo e, in memoriam, o percussionista Naná Vasconcelos, que faleceu neste ano.

A comenda também seria entregue ao ator Lázaro Ramos, que recusou a homenagem por uma questão política. Durante a solenidade, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou que é fundamental reconhecer a importância dos negros para a formação da cultura brasileira.

24.11.2016


No FDP, Zezé Motta fala das vivências e memórias afetivas em suas origens

Zezé Motta | (Foto: César Ferreira)

A atriz e cantora Zezé Motta foi a principal das atrações desta quarta-feira, no dia de abertura do Festival Doces Palavras (FDP), num bate-papo no plenário da Câmara Municipal de Campos, onde a artista rememorou casos e episódios de suas vivências afetivas em Campos, de onde saiu com apenas dois anos para o Rio.“Saí daqui porque meu pai era músico e queria expandir seu trabalho para um grande centro, da mesma forma que minha mãe, que era costureira, saiu também em busca dessa oportunidade, de mostrar seu trabalho numa cidade grande. Mas tenho parentes por aqui, que posso revê-los sempre que venho a Campos”, relembrou.

A mesa foi composta pelo vereador Edson Batista, presidente da Câmara; o jornalista Vitor Menezes, que preside a Associação de Imprensa Campista (AIC); e o professor Hélio de Freitas Coelho, presidente da Academia Campista de Letras (ACL).

Zezé, que nasceu em Barcelos, distrito de São João da Barra, na divisa com o território campista, lembrou que existe uma confusão sobre seu município de nascimento. Tudo começou como uma entrevista de Zezé a uma revista, que rendeu uma manchete “Nasce uma estrela”, em que a artista revelava suas origens como campista.

“Na época fiz um show em Grussaí, na primeira vez que aqui retornei, quando o prefeito me cobrou que eu era sanjoanense, porque havia nascido do outro lado da linha. E tive que explicar que minha mãe, quando eu estava para nascer, correu para a casa de minha avó, que era parteira, que morava mesmo do outro lado da linha. Foi então que descobrir que a casa de minha avó ficava num local que pertencia a São João da Barra. Mas a casa da minha mãe ficava na parte de cá, do outro lado. Então, fui registrada em Campos”, contou.

Suas referências afetivas sobre Campos estão na musica “Cana caiana”, feita para ela por Maria Bethânia com Rosinha de Valença, quando a baiana disse que Zezé era o ouro negro de Campos.

“O Guilherme Araujo, à época meu empresário, achava que eu deveria ter um bom produtor para que meu disco explodisse, e me sugeriu o Perinho Albuquerque, o mesmo que produzia os discos de Bethânia. Ele me falou que Bethânia era muito ciumente, e que eu deveria falar diretamente com ela. Depois, soube ela queria mesmo falar comigo, que admirava  meu trabalho como atriz e queria me conhecer porque sabia também desse meu lado de cantora. Então, me perguntou qual a minha origem, eu disse que era de Campos, terra dos canaviais, agora também do petróleo, e eis que Bethania e a Rosinha de Valença me deram essa música, esse presente especial. A Bethânia chegou a dizer que eu era o “ouro negro de Campos, olha só… “.

O presidente da Câmara, que abriu os trabalhos no plenário do Legislativo, disse que Campos sente orgulho da atriz e cantora. “Zezé Motta é a imagem de uma campista que projeta nossa cidade nacionalmente e até no plano internacional, e nos sentimos orgulhosos da forma como você, Zezé, simboliza o talento e a arte da nossa Campos e nosso país pelo mundo afora”, disse Edson Batista.

Como presidente da ACL, Hélio Coelho, disse que o FDP veio como uma novidade para marcar a primavera campista. “Quando a primavera chegar, Campos terá a sua primavera, o Festival  Doces Palavras, o FDP, uma abreviatura com as iniciais que já revela esse espírito de transgressão e a liberação dessa cabruncada, que não são os amigos do rei, mas que precisa aparecer, mostrar seu talento e liberar sua energia criativa”, discursou.

Identidade cultural – Coelho destacou o apoio ao evento por parte da Câmara de Vereadores na parceria com a AIC e ACL. “A Câmara a e prefeitura, justiça se faça, cumpriram o que foi pactuado com essas duas instituições que representam a imprensa e as letras campistas, reforçando seu papel institucional em apoiar eventos como esses que chegam para reforçar nossa identidade cultural. Precisamos responder quem fomos, quem somos e o que queremos ser”, afirmou.

O encontro que contou com a mediação do jornalista Chico de Aguiar, teve presença e participação do público, que fez perguntas a Zezé, tirou fotos com a atriz.

04.10.2015


Zezé Motta no Senado Federal: 30 anos do CIDAN

Plenário do Senado - Zezé Motta

 Plenário do Senado - Zezé Motta

Zezé Motta é recebida no Senado Federal

Zezé Motta, 30 anos do CIDAN

O presidente do Senado, Renan Calheiros, informou que vai se juntar a outros senadores para pedir à presidente Dilma Rousseff que realize uma solenidade especial para sancionar o PLS 114/1997, recentemente aprovado no Congresso e que amplia a abrangência da Lei da Ação Civil Pública para proteger também a honra e a dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos. Para ele, seria necessário um evento “à altura da importância da lei”.

O tema racismo dominou a manhã desta sexta-feira (21) do Senado, que realizou sessão especial em homenagem ao Dia Internacional contra a Discriminação Racial, aos 30 anos do Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e ao centenário do ativista negro e senador Abdias do Nascimento.

– Lembro-me da indignação da presidente Dilma quando das manifestações racistas contra o jogador Tinga, do Cruzeiro. Apesar dos avanços promovidos com a aprovação de leis como o Estatuto da Igualdade Racial e a Lei de Cotas, ainda há muito a ser feito na luta contra a discriminação no Brasil – afirmou o presidente do Senado.

O senador lembrou que, apesar de a Constituição e o Código Penal combaterem a discriminação, as penas não têm sido suficientes para inibir o que ele classificou de “o mais abominável e desprezível crime da humanidade”.

– E o Senado aqui está para colaborar no que for preciso, seja em aprimoramentos legais, em campanhas ou quaisquer outras iniciativas nesse sentido – afirmou.

Desigualdades

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), é triste ainda ser necessário o Plenário do Senado lembrar a existência de um dia para marcar a luta contra o racismo, visto tratar-se de um problema que já deveria ter sido eliminado da sociedade brasileira.

O parlamentar lamentou recentes casos de preconceito no futebol e disse que Abdias deixou sua marca, mas cobra ações que ainda aguardam implementação. Uma delas refere-se à eliminação das disparidades  no sistema educacional brasileiro. Ele lembrou que os negros são a maioria entre os 40 milhões de adultos analfabetos brasileiros.

– Isso acontece porque não fizemos o dever de casa de uma boa escola para cada criança independente do credo, da cor e da renda de seu país. Essa é a tarefa que Abdias nos deixou. No Brasil, o filho do negro estuda numa escola diferente do filho do branco, se não tiver renda equivalente. Temos que quebrar essa diferença. O filho do mais pobre tem que estudar na mesma escola do mais rico. Isso é possível – discursou.

Preocupado com a luta pela igualdade no mercado de trabalho, o diretor do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial, Francisco Carlos Quintino da Silva, defendeu a política de cotas para negros no serviço público. Para isso, cobrou a aprovação do PL 6.738/2013, que destina a afrodescendentes 20% das vagas nos concursos públicos federais.

O ativista alertou ainda para as dificuldades enfrentadas pelos haitianos que não param de chegar ao Brasil em busca de oportunidades.

– São três aspectos que precisam ser considerados: o mercado de trabalho, os serviços públicos e o convívio social – analisou.

Emoção

O senador Paulo Paim (PT-RS), por sua vez, leu os nomes de dezenas de negros brasileiros que se destacaram em áreas como esporte, artes e políticas e ainda fez questão de reverenciar a memória do líder africano Nelson Mandela. Emocionado, o senador também recitou uma poesia escrita por ele em homenagem a Abdias do Nascimento.

Quem também se emocionou foi a atriz Zezé Motta ao falar do Cidan, entidade da qual é presidente. Ela ressaltou o fato de o Centro ter sido criado com o objetivo maior de abrir espaço para o artista negro no mercado de trabalho.

– Quando nós cobrávamos dos meios de comunicação, dos produtores e dos diretores a quase invisibilidade do negro na mídia, a resposta era que eles não conseguiam encontrar os artistas negros. E nós não conseguimos nunca entender como que se encontra o artista branco e não se sabe como encontrar o negro – afirmou.

A atriz contou um pouco da história da criação do Cidan e falou sobre os trabalhos que ele realiza, como o curso de Artes Dramáticas para adolescentes de baixa renda, ministrado em comunidades carentes do Rio de Janeiro.

 

22.03.2014