Fotos inéditas de Zezé Motta por Mujica, no projeto Pixinguinha em 1979

Zezé Motta no Projeto Pixinguinha | Foto: Mujica IMG_4532 copy IMG_4537 copy IMG_4538 copy - Cópia

Zezé Motta e Marina Lima no Projeto Pixinguinha | Foto: Mujica

Zezé Motta e Marina Lima no Projeto Pixinguinha | Foto: Mujica

Zezé Motta no Projeto Pixinguinha | Foto: Mujica

Zezé Motta no Projeto Pixinguinha | Foto: Mujica

Zezé Motta no Projeto Pixinguinha | Foto: MujicaZezé Motta no Projeto Pixinguinha | Foto: Mujica

Realizada em outubro e novembro de 1979, a turnê passou pelo Rio de Janeiro, por São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília.

Dirigido por Milton Pina, o show era aberto por Magrelinha, de Melodia, que mais adiante cantava músicas como Estácio, Holly Estácio, Juventude Transviada e Pérola Negra – esta última seu primeiro sucesso, em 1971, também lançado por Gal Costa. Depois, vinha Zezé Motta, emprestando seu vozeirão contralto a um repertório eclético que ia de Luís Peixoto (Ai Yoyô, com Henrique Vogeler e Marques Porto) a Rita Lee (Prazer, Zezé, com Roberto de Carvalho), passando pelo maestro John Neschling (Rita Baiana, com Geraldo Carneiro).

Mais conhecida como a Xica da Silva do filme de Cacá Diegues (1976), Zezé foi entrevistada pelo Correio Braziliense durante a estada da caravana na Capital Federal. Na edição de 21 de novembro, a atriz contava ao jornalista Irlam Rocha Lima sobre o início da carreira de cantora: “Xica da Silva venceu o Festival de Brasília e virou sucesso de crítica e bilheteria”, disse Zezé, que já tinha participado do Projeto Pixinguinha em 1978, com Johnny Alf. “E aí as pessoas me perguntavam: E agora, Zezé? Eu dizia: Agora quero cantar.”

De guitarra em punho, a jovem Marina era a terceira atração a entrar no palco, apresentando composições como Rastros de Luz e Tão Fácil, ambas em parceria com seu irmão, o poeta e filósofo Antônio Cícero. Aos 24 anos, a roqueira carioca foi uma das primeiras atrações do Projeto Pixinguinha a vir de fora do universo samba-choro-MPB, marca registrada dos espetáculos em 1977 e 78.

Apesar do sucesso de público (31.598 espectadores, segundo os relatórios da Funarte), o “Pixinguinha rock and roll” causou estranheza em parte da imprensa, como se pode ler na crítica mordaz de Norton F. Correa, publicada em 7 de novembro de 1979, no Correio do Povo, de Porto Alegre: “Não fossem as letras das músicas (em português, vejam só!) e algumas canções interpretadas por Zezé Motta (em ritmo de samba ou samba-canção), a gente poderia concluir que a origem do espetáculo que está em cartaz na reitoria, nesta semana, é os States ou qualquer outro país de formação musical similar.”

Nem mesmo o visual dos artistas escapa do olhar do crítico gaúcho, que se incomodou com a “fantasia completa de africano” usada por Melodia e com a “malha preta justíssima” de Marina. Já Zezé Motta mereceu elogios pelo “vestido generoso”, “de encher os olhos”.

Confira o áudio em: http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/pixinguinha/projeto-pixinguinha-1979-rock-de-marina-e-novidade-na-estrada/