O SORRISO DE ZEZÉ…

  • O SORRISO DE ZEZÉ.

    Acordei e vi no jornal os setenta anos de Zezé Motta. Quer dizer, vi uma foto de uma escultura feita para homenageá-la. O que, além de seu talento impecável, (não sei se este é o melhor adjetivo, mas vamos lá) me fascina em Zezé: voz, a sua forma de cantar, seu jeito carinhoso com todos, o “fechar” os olhinhos quando sorri. Ah! sim, seu sorriso! Descobri que desde sempre, há muito, sou apaixonado pelo seu lindo sorriso. Parabéns, Zezé!
    E o seu sorriso me levou a buscar o que, volto a dizer, além do talento, me seduz em certas pessoas, certas “paixões” minhas. Claro que para me apaixonar por um detalhe, apaixono-me pelo conjunto antes:
    Sou apaixonado pela voz da Maria Pompeu, pelo charme de Fernanda Montenegro, pela altivez de Bethânia, pela garra de Elza Soares, seu molejo e voz.
    Não me esqueço de Tônia Carrero, nunca.
    Sérgio Brito, Fernando Torres, Paulo Gracindo.
    Gosto de ouvir Lima Duarte contando “causos”.
    Escrevo e releio: nossa, como estou meio “démodé”.
    Não mandei nenhum beijinho no ombro…
    Pouco importa.
    Apaixonei-me por Bibi no Alô Dolly. Amor eterno.
    Marília Pêra me deixa de boca aberta com seus personagens: qualquer um.
    Estou fazendo força para falar dos mais jovens. Se não der, ficará para um outro dia. Sou passsadistaa. Descobri.
    Lembrei-me neste exato momento de Tango, peça que vi com Teresa Rachel, tão estrela, tão sumida.
    Etty Frazer que me encantava semppre com suas aparições. Eu achava que quando ela entrava em cena teríamos uma receita de um prato qualquer de comida italiana ou veríamos a grande atriz fazer comercial de Pomarola.
    Lauro Corona! Como era bonitinho e talentoso.
    Bonita e talentosa era também Maria Cláudia, (vi há pouco tempo num teatro, na plateia).
    Gostaria muito de poder amar algum político como amo meus artistas. Mas eles não deixam. Não se fazem amados nunca.
    Detestam ser admirados.
    E vão passando por minha memória belos olhos, belos sorrisos, belos trabalhos. Belos feitos.
    Tenho orgulho de poder ter visto”ao vivo”( desculpem o pleonasmo):
    Elis Regina em Transversal do Tempo, Bibi (8 vezes) em Gota d”Água( 8 vezes já dava um balde d’agua!), Sérgo Brito fazendo Yung, Os doces bárbaros, eta Brasil….
    Tanta coisa boa que não cabe aqui não.
    Aqui, se o texto passar de 15 linhas, o “ibope” abaixa.
    Me disseram assim: se for para ler texto grande, vou para o livro.
    Então tá: parabéns Zezé Motta – você merece tudo e mais um pouquinho.
    Um beijo do fã que você nem conhece, mas que já sentiu muitas alegrias te assistindo!

    ERNANI MAZZA em 2/03/2014 em Copacabana – RJ

    O SORRISO DE ZEZÉ

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