Intolerância religiosa

A intolerância religiosa, infelizmente, sempre esteve presente na história da humanidade. Ela foi responsável por diversas guerras e pela morte de milhares de pessoas. Um episódio violento de intolerância religiosa gerou a necessidade de se criar o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa no Brasil. A data de hoje, 21 de janeiro, foi instituída por lei como uma homenagem à Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador, que morreu de infarto após ter seu terreiro invadido e ser acusada de charlatanismo.

A Umbanda, Candomblé e Religiões de matrizes africanas são as que mais sofrem intolerância. Em 54 anos de carreira fui escolhida inúmeras vezes para viver personagens fortes, mães de santo, mulheres guerreiras e com uma tremenda sabedoria. Foram papéis marcantes na minha carreira, como por exemplo a Mãe Ricardina, em Porto dos Milagres, na Globo, em 2001. Uma mãe de santo venerada e consultada pelo povo do cais. Foram mais de 7 personagens como mãe de santo que vivi seja no cinema ou na televisão.

Eu sou Oxum-Apará, filha de Oxum com Iansã. Mas a minha ligação com candomblé começou depois. A minha primeira religião foi o kardecismo por causa do colégio interno. Em casa, a minha mãe era da umbanda e meu pai, kardecista. Na minissérie Mãe de Santo, representei uma ialorixá. Foi um mergulho interno, um reaprendizado das minhas crenças. Sempre senti necessidade de estar ligada a alguma religião. Quando saí do internato, aos 12 anos, quis fazer primeira comunhão porque todas as minhas amigas estavam fazendo. Comecei a frequentar a Igreja Católica, entrei para o catecismo, mas, no meio do caminho, desisti. Me grilei com essa história de céu e inferno. Achei aquilo tão esquisito! Preferi ficar com a ideia de reencarnação do espiritismo. A diferença das religiões está na interpretação da Bíblia. Anos depois, por intermédio da Lélia Gonzalez e do curso de cultura negra, descobri o candomblé.

Era curioso porque eu morria de medo do ritual, receber santo, essas coisas, mas fez parte do curso ir a um terreiro. E achei bonito. Fiquei curiosa por se tratar de um ritual que vem da África. No presente momento, estou voltando a me interessar pelo kardecismo. Depois dessas voltas todas que eu dei, é a ideologia que bate no meu coração. Eu me identifico completamente. O kardecista não olha para o próprio umbigo 24horas por dia. Ele tem uma visão humanista e isso me interessa. Mas nunca vou conseguir ser uma coisa só. Há uns anos atrás, quando ia à Bahia, batia cabeça para a saudosa Mãe Estela, uma ialorixá que eu considerava como a minha mãe de santo. Ela era uma rainha, uma sábia. Faz um trabalho incrível no terreiro dela, tem uma creche lá dentro, auxilia as mães que trabalhavam com ela.

Eu acho que a gente tem que ter uma religião e não procurar ajuda só quando está em apuros. Um tempo atrás, eu estava meio assim. O sapato apertava, lá ia eu procurar a Mãe Estela, ou então um pai-de-santo de Madureira que eu conheço.

Encerro este texto com a frase do PE. Zezinho “Que todos nós que cremos que Deus é pai saibamos nos respeitar e nos abraçar”.

Menos intolerância, mais respeito, intolerância religiosa é crime!
Axé,
Zezé Motta.

https://www.instagram.com/p/CKUeTKAnnH8/

Zezé Motta na Novela Porto dos Milagres - Globo

21.01.2021


Zezé Motta por Thereza Eugênia, 1977

09.01.2021


Zezé Motta na campanha da Natura Chronos

Zezé Motta para Natura Chronos

Campanha de Natura Chronos traz a beleza real para todas as idades

O que é a beleza para você? O que sente ao se olhar no espelho? O frescor da juventude, as linhas de expressão de histórias vividas…Tudo faz parte dos processos da pele e do corpo ao longo do anos. Uma beleza real, estar bem consigo mesma em qualquer idade é o que a campanha de Natura Chronos quer mostrar.

A agência Press Pass em parceria com Hysteria, criou uma série de filmes estrelados por Maria Ribeiro, Zezé Motta, Débora Bloch com a filha, Julia, entre outras mulheres de todas as idades, que serão divulgados no Instagram das protagonistas. Cada uma conta sobre seus cuidados, sua relação com a própria imagem e por mais que a rotina seja acelerada, o autocuidado é um ritual essencial para a construção da autoestima.

O primeiro conteúdo estreou dia 3 de dezembro com Maria Ribeiro como protagonista. O filme aborda a importância dos rituais de autocuidado na rotina da mulher brasileira desde os mais rápidos, durante os dias mais ocupados, até os mais demorados, nas horas vagas ou finais de semana.

O segundo vídeo será divulgado hoje, dia 11 de dezembro, com a estrela Zezé Motta. No auge dos seus 76 anos, ela discursa sobre a idade não ser importante para uma mulher se sentir bela e sim uma vida cheia de realizações e o poder de fazer o que bem entender.

O terceiro filme é com a atriz Debora Bloch e sua filha Julia Anquier, com estreia dia 18. Mãe e filha refletem sobre a beleza e o tempo. O tema e suas referências passando de geração para geração. Debora foi registrada pelo olhar de Julia, que também é cineasta.

O principal objetivo da campanha é desconstruir o pensamento de que a somente a beleza jovem é a que vale, é mostrar para as brasileiras que os cuidados com o rosto e corpo podem ser feitos por mulheres de qualquer idade. São pequenas mostras diárias de amor próprio. “Foi um trabalho grandes personagens, um projeto sensível com o propósito de explicar para a consumidora brasileira a importância de uma rotina de autocuidado, seja qual for a idade. Acredito que muitas mulheres irão se identificar com o conteúdo,” ressalta a sócia-fundadora da Press Pass, Christine Caterina.

A linguagem irreverente da campanha faz parte do trabalho já conhecido de Hysteria. “Ao trazer grandes atrizes e promover interações próximas à audiência, a Hysteria segue seu percurso de levar mensagens com potência a um vasto grupo de mulheres. Tudo isso é a nossa jornada: criar, produzir e distribuir conteúdo relevante em termos de público e que atenda marcas de forma criativa e estratégica”, pondera a diretora editorial de Hysteria Isabel De Luca. “Para a campanha de Natura Chronos, a Hysteria trabalhou com uma ampla curadoria e escolheu uma diretora para cada vídeo, prezando pela diversidade e a estética de cada filme”, ressalta de Luca.

Assista aqui.

11.12.2020


Na praia: Maria Bethânia, Wally Salomão, Carlos Pietro e Caetano Veloso em fotos de Marisa Alvarez Lima

Maria Bethânia, Wally Salomão, Carlos Pietro e Caetano Veloso | Foto:  Marisa Alvarez Lima Maria Bethânia, Wally Salomão, Carlos Pietro e Caetano Veloso | Foto:  Marisa Alvarez Lima Maria Bethânia, Wally Salomão, Carlos Pietro e Caetano Veloso | Foto:  Marisa Alvarez Lima

10.12.2020


Zezé Motta e Isabel Fillardis hoje no Instagram

Zezé Motta e Isabel Fillardis

02.12.2020


Zezé Motta em Transas e Caretas

Zezé Motta na Novela Transas e Caretas (Globo) (1)

Zezé Motta na Novela Transas e Caretas (Globo) (1)

Zezé Motta na Novela Transas e Caretas (Globo) (1)

Eu e meus penteados, ano 1984 , novela Transas e Caretas da TV Globo. Alguém aqui é desse tempo? Não foi só em Corpo a Corpo e Supermanoela que eu namorei o galã. Escrita por Lauro César Muniz, foi dirigida por José Wilker e Mário Márcio Bandarra, no elenco Eva Wilma, José Wilker, Reginaldo Faria, Natália do Valle, Paulo Betti, José de Abreu e Aracy Balabanian nos papéis principais.

A novela narra a história de Francisca Moura Imperial (Eva Wilma), uma rica empresária, e seus dois filhos: Jordão (Reginaldo Faria) e Tiago (José Wilker), que pouco se interessam pelos negócios da família. Jordão foi o fruto de uma paixão fulminante da juventude de Francisca, enquanto Tiago nasceu do casamento da empresária com Roberto (Paulo Goulart), um homem sedutor que circula pela alta sociedade, mas não tem onde cair morto. Francisca vive preocupada com seus filhos, mas não consegue interferir como deseja em suas vidas. Excêntrica e cheia de ideias mirabolantes, ela decide fazer uma cirurgia plástica, que a remoça 20 anos, acreditando que assim conseguirá se aproximar mais de Jordão e Tiago. A grande preocupação de Francisca é que pelo menos um de seus filhos se case e lhe dê um neto, garantindo assim a continuação do nome da família.

DORINHA(Zezé Motta) – Foi uma mulata exuberante, cheia de vida e mucama de Jordão (Reginaldo Faria). Adora uma escola de samba e participa das festas na casa de Tiago (José Wilker)sem que seu patrão saiba.

26.11.2020