Zezé Motta participa do Encontro com Fátima Bernardes

zezé motta no encontro com fatima bernardes

Nesta sexta-feira (29), o “Encontro com Fátima Bernardes” recebe Zezé Motta, que está completando 50 anos de carreira. O programa mostra o lado mãe da atriz, que tem seis filhos, todos adotados.

Neste embalo, um dos debates propostos é sobre educação de filhos. Será que a geração de pais de hoje é permissiva demais, incapaz de impor limites?

Marcam presença também o ator Paulo Vilhena e o cantor Arlindinho Cruz, que garante a trilha sonora da edição com uma homenagem ao seu pais, Arlindo Cruz.

Programa-se! A exibição do “Encontro com Fátima Bernardes” é prevista para acontecer a partir de 10h50, na Globo. É logo após o “Bem Estar”.

29.09.2017


Zezé Motta na coluna Gente Boa – O Globo:

Zezé Motta Gente Boa O Globo

28.09.2017


Zezé Motta e Martinho da Vila falam da luta contra o racismo no lançamento do Troféu Raça Negra 2017

Zezé Motta e Martinho da Vila

Zezé Motta e Martinho da Vila

Zezé Motta

Zezé Motta

Zezé Motta

Zezé Motta

Zezé Motta

Zezé Motta

O Troféu Raça Negra deste ano homenageará a atriz Zezé Motta, que interpretou Xica da Silva no cinema. Ao lado do romancista e roteirista Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus, que inspirou o filme de mesmo nome, ela também é presença na FlinkSampa. No lançamento dos eventos no Rio de Janeiro, a atriz disse que está lisonjeada pela lembrança. “É uma emoção, uma alegria do tamanho do mundo. E é importante também pra gente que luta por uma causa tão terrível no Brasil é a questão da discriminação, do racismo, da desigualdade. É importante esse tipo de reconhecimento, esse tipo de homenagem, porque toda vez que me chamam pra fazer uma palestra sobre a questão do negro eu fico me perguntando: ‘Meu Deus, até quando a gente vai se reunir para falar sobre esse assunto”. O discurso de Zezé recebeu o apoio de Martinho da Vila, que também esteve presente no evento. “Uma vez eu falei que eu não gostaria que houvesse esse negócio de movimento negro. Um pessoal estranhou muito, outros, que não gostavam muito da gente, ficaram felizes. Eu falei: Eu gostaria que não houvesse necessidade de movimento negro, de nós estarmos nessas reuniões fazendo isso. Mas devemos sempre reconhecer os avanços. Quando a gente começou nenhuma empresa abria espaço pra gente falar, isso vai acontecendo, mas que tá devagar, tá. Tá devagar, devagarinho que nem eu”, brincou o sambista. Em breve, Zezé defenderá na dramaturgia uma nova causa. Na próxima novela das nove, O Outro Lado do Paraíso, ela será Mãe Quilombo. “Eu vou participar da novela de Walcyr Carrasco e o meu núcleo vai ser um Quilombo. Eu fiquei muito feliz com esse convite, o meu personagem vai ser uma Mãe Quilombo, eu já li alguns capítulos, e realmente vai se aproveitar esse núcleo para se fazer denúncia, de como vive os nossos quilombolas, que são totalmente marginalizados. Acho que a maioria dos brasileiros nem sabe que tem tantos Quilombos no Brasil”, comemorou a atriz.

20.09.2017


Zezé Motta é homenageada na 24º edição do Festival de Cinema de Vitória – Veja fotos:

Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória com Lucia Caus Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória com Matheus Nachtergaele Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória Zezé Motta | Festival de Cinema de Vitória

A homenagem à atriz Zezé Motta arrancou lágrimas e risos da plateia na noite de quinta-feira (14) no Teatro Carlos Gomes, durante o 24º Festival de Cinema de Vitória. Zezé emocionou o público cantando a música “Minha Missão”, de Paulo César Pinheiro, e arrancou gargalhadas do público ao receber o Troféu Vitória das mãos do pequeno Miguel Delbone Vieira, de apenas 5 anos.

A noite também foi marcada pela terceira sessão da 21ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas e pela exibição do longa-metragem “Laura”, de Jonathan Murphy. A obra, rodada no Paraná, foi bastante elogiada pelos espectadores.

Em vez de discursar, Zezé preferiu cantar. A apresentadora da noite, Jéssica Freitas, não conseguiu conter as lágrimas enquanto Zezé entoava os versos “Canto para anunciar o dia/ Canto para amenizar a noite/ Canto pra denunciar o açoite/ Canto também contra a tirania”.

Ao anunciar a homenagem do festival, o ator Matheus Nachtergaele sentenciou: “Zezé está ao lado de ícones do cinema nacional do tamanho de um Mazzaropi, de um Grande Otelo, de um José Mojica marins. Poucas pessoas ocupam um espaço tão eterno na mente das pessoas quanto você, Zezé”.

Das mãos da produtora executiva do Festival, Larisa Delbone, Zezé também recebeu uma joia desenhada pela designer Carla Buaiz. “Uau!”, exclamou a atriz quando viu a peça. “Uma pérola negra!”, disse, exibindo o anel várias vezes e arrancando risos da plateia. “Vou sair daqui empoderada”, completou.

Ao fim da homenagem, Nachtergaele disse: “O Brasil é um país tão desgraçado, que precisamos de mais pessoas que nos deem dignidade. Zezé é uma dessas pessoas. Ela nos dá dignidade.”

Coletiva

A homenagem à atriz começou na tarde de quinta, com o lançamento do Caderno da Homenageada, organizado pelo jornalista Paulo Gois. A mediadora da tarde foi a produtora Thais Souto Amorim, que disse se inspirar em Zezé no seu próprio dia a dia. “Ela nunca teve vergonha de bater de frente com o racismo e se colocar”, disse.

Gois ressaltou que o caderno se ocupou também da militância da artista. “A história da Zezé está sempre sendo pontuada por questões políticas que demandam um posicionamento do artista, e ela nunca se furtou a isso”, elogiou.

Zezé começou sua fala lembrando constantes agressões psicológicas e físicas a artistas e esportistas negros. “Meu Deus do céu, estamos na luta há tanto tempo e essa coisa continua. Vocês terem se debruçado, pesquisado e resultar nesse caderno maravilhoso é um grande incentivo pra que a gente não desanime e continue lutando pelas coisas que a gente realmente acredita, contra o racismo, contra a desigualdade, contra a censura…”

A atriz diz que desde sempre faz muita coisa ao mesmo tempo, e que este está sendo um ano especial. Ela acabou de começar a gravar uma novela e ainda vai lançar um livro de memórias e um cd só de sambas de nome “O samba mandou me chamar”.

Sempre com um sorriso no rosto e disposta a responder os questionamentos da plateia, ela lembrou sua história desde que decidiu fazer teatro, passando pela sua decisão de se levantar contra o racismo, em 1969. A atriz teve influências do movimento negro americano para aceitar o próprio cabelo e o próprio corpo.

Ela estava apresentando em solo norte-americano as peças “Arena Conta Bolívar” e “Arena Canta Zumbi” quando foi chamada de alienada pelo movimento negro local. “Fiquei pensando… Sou uma pessoa pública, tenho que ser mais coerente. Lá em nova York, foi um batismo. Percebi que o que acontecia conosco no Brasil é que esses discursos pejorativos influenciam na nossa autoestima”, lembra.

Para ela, hoje o negro tem mais espaço como ator do que em seu começo. “Comparando com os anos 1960 mudou, mudou sim. Sou do tempo em que, numa novela ou num filme, a não ser que o assunto fosse escravidão, não havia espaço para dois atores negros. Quando eu estava em cena, não tinha espaço para a Neusa Borges, por exemplo”.

Uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), o 24º Festival de Cinema de Vitória conta com o patrocínio do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e da Petrobras, com o apoio institucional da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo, da Cesan, da Secretaria de Cultura da Universidade Federal do Espírito Santo, do Banestes e do Canal Brasil, e com o apoio da Rede Gazeta, da Prefeitura de Vitória, ArcelorMittal, da Academia Internacional de Cinema, da CiaRio, da Mistika e da Link Digital.

19.09.2017


Emoção e novidades reveladas no lançamento da FlinkSampa e Troféu Raça Negra 2017

Zezé Motta Zezé Motta Zezé Motta

Na manhã desta última terça-feira (12), no SESC 24 de Maio, no centro da capital paulista, o lançamento da 5ª edição da FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra e do 15º Troféu Raça Negra reuniu dezenas de personalidades e apresentou algumas das novidades deste ano.

O evento, conduzido pela apresentadora Adriana Couto, iniciou-se com a apresentação dos homenageados nesta edição: na FlinkSampa o escritor Paulo Lins e no Troféu Raça Negra a atriz e cantora Zezé Motta.

No início, a saudação de Paulo Casale, gerente do recém-aberto SESC, desejou “vida longa às iniciativas” lá apresentadas assim como a representante do banco Santander Débora Porto, que também reconheceu a importância da valorização da cultura negra e brasileira. “As empresas que fazem aportes a estas realizações precisam ter dimensão da grandiosidade deste eventos”, destacou Débora.

Na sequência foi a curadora da FlinkSampa Guiomar de Grammont quem saudou os homenageados e revelou a participação de personalidades como Armínio Vieira (prêmio Camões de Literatura);  Conceição Evaristo, uma das principais expoentes da literatura brasileira e Jorge Carlos Fonseca, escritor e presidente do Cabo Verde.

Francisca Rodrigues, presidente da festa literária e do Troféu, agradeceu a presença dos convidados e ressaltou a importância do trabalho dos homenageados, assim como fez o reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, que ao quebrar o protocolo da cerimônia convidou a cantora Elizete Rosa para uma simbólica saudação em forma de música ao herói da cultura negra Zumbi dos Palmares.

Estiveram presentes também o professor Uelinton Alves, primeiro curador do evento literário, que resgatou importantes autores negros da literatura brasileira muitas vezes invisibilizados,  representando a Secretaria Estadual de Cultura, foi e Alberto Ferreira quem exaltou os eventos.

Zezé Motta agradeceu emocionada a participação de cada um na criação dessa celebração “Uma homenagem como essa é um afago para alma”, diz a atriz. E através da canção “Minha Missão” do sambista João Nogueira, ela prestou também a sua homenagem aos organizadores do evento, pois segundo a artista ao promover ações como esta, “estão cumprindo com dignidade a missão aqui na Terra”.

O autor Paulo Lins ao contar sobre seu conato com Zezé lembrou-se do recentemente falecido cantor Luiz Melodia e prestou suas intenções pela perda com um minuto de silêncio. Sobre a importância da FlinkSampa para a temática racial, ele fala sobre o valor da cultura: “Quando a gente celebra a cultura, a gente está celebrando a nossa maior luta”.

13.09.2017


Zezé Motta no Jornal A Gazeta:

13.09.2017