Zezé Motta é a homenageada nacional do 24º Festival de Cinema de Vitória

Zezé Motta

Com mais de 80 obras no cinema, na TV e no teatro em seu currículo,
além de vários discos lançados, cantora e atriz recebe tributo no dia 14 de setembro

 

Uma das figuras mais respeitadas da TV, do cinema e da música no Brasil, Zezé Motta é a grande homenageada nacional do 24º Festival de Cinema de Vitória, que acontece entre os dias 11 e 16 de setembro, no Teatro Carlos Gomes, no centro histórico da capital capixaba. Com 41 filmes, 35 produções para a TV e 13 discos no currículo, a cantora e atriz receberá carinho do público na noite do dia 14 de setembro. No mesmo dia, à tarde, ela participará de uma entrevista coletiva aberta ao público, quando será lançado o Caderno da Homenageada, publicação com reportagem e imagens sobre a sua rica trajetória artística.

Eterna Xica da Silva, Maria José Motta de Oliveira nasceu em Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio de Janeiro. Aos dois anos de idade, mudou-se com a família para a capital do Estado, onde frequentou a tradicional escola de teatro Tablado. O primeiro passo na carreira artística não poderia ser mais marcante: aos 23 anos, em janeiro de 1968, integrou o coro do musical “Roda-Viva”, primeira incursão de Chico Buarque na dramaturgia, com direção do emblemático José Celso Martinez Correa, espetáculo que entrou para a história como um símbolo da resistência contra a ditadura.

Na sequência, vieram outras montagens de peso, como “Fígaro, Fígaro”, “Arena Conta Zumbi”, “A vida Escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato”, todas de 1969; “Orfeu Negro” (1972), e “Godspell”, em 1974, entre outras.

Cinema

 

A atriz em cena de “Quilombo”

A estrada de mais de 40 filmes começou em 1970, com o drama “Cléo e Daniel”, de Roberto Freire, e depois Zezé não parou mais. Esteve no elenco de clássicos do cinema nacional, como “Vai Trabalhar, Vagabundo!”, de Hugo Carvana, vencedor do troféu de Melhor Filme no Festival de Gramado e de Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro, no Festival de Messina (Itália), entre outras premiações; “Rainha Diaba” (1974), de Antonio Carlos da Fontoura, livremente inspirado na vida do traficante carioca João Francisco dos Santos, conhecido Madame Satã.

 

Outros destaques são “Orfeu” (1999), drama de Cacá Diegues inspirado em peça de Vinicius de Moraes, que traz para o Rio de Janeiro a tragédia grega de Orfeu e Eurídice, vencedor de três troféus no Grande Prêmio Cinema Brasil e do Festival Internacional de Cinema de Cartagena (Colômbia); e os também laureados “Cronicamente Inviável” (2000) e “Quanto Vale ou é Por Quilo?” (2005), ambos de Sérgio Bianchi.

Em 1976, protagonizou o longa “Xica da Silva”, ao lado de Walmor Chagas, papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado. O filme também saiu com os troféus de Melhor Filme e Melhor Diretor do festival. Vinte anos depois, Zezé Motta voltou a atuar na trama histórica sobre a escrava Francisca da Silva de Oliveira, desta vez na TV, na novela de Walcyr Carrasco que teve o mesmo nome do filme produzida para a extinta Manchete, em que viveu a mãe de Xica e a protagonista já idosa.

Televisão

Zezé está no ar na série “Sob Pressão”, da Globo

Muito querida pelo público que a acompanha na telinha, Zezé Motta provou toda a sua versatilidade desde sua primeira experiência na TV, em “Beto Rockfeller” (1968). De lá para cá vieram papéis em “Duas Vidas” (1976), “Corpo a Corpo” (1984), “Kananga do Japão” (1989), “A Próxima Vítima” (1995), “Corpo Dourado” (1998), “Sinhá Moça” (2006) e “Boogie Oogie” (2014). Entre as minisséries, os destaques vão para”Memorial de Maria Moura” (1994), “Chiquinha Gonzaga” (1999), “Cinquentinha” (2009) e “O Canto da Sereia” (2013). Atualmente, a artista está no ar na série “Sob Pressão”, na Globo.

Nos anos 1970, Zezé Motta também deu início à carreira de cantora, primeiramente apresentando-se como crooner em casas noturnas paulistas. Ao longo dessa década, lançou três discos, estreando com o LP “Gerson Conrad e Zezé Motta” (1975), seguido de “Zezé Motta” (1978) e “Negritude” (1979). A trajetória musical teve continuidade com os álbuns “Dengo” (1980), “Frágil Força” (1985), “Quarteto Negro” (1987) – lançado ao lado de Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas –,”Chave dos Segredos” (1995), Divina Saudade (2000) e “Negra Melodia (2011).

Artista tem vários discos lançados

Como cantora, tem também o DVD “La Femme Enchentée” (1987) na bagagem, além de shows no Carnegie Hall, em Nova York (EUA), e em países como Alemanha, França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal, representando o Brasil a convite do Itamaraty.

 

Após alguns meses morando em Portugal, Zezé Motta está de volta ao Brasil com uma agenda recheada de novos trabalhos.  Além de voltar ao papel de Nair na nova temporada da série de ficção científica “3%”, primeira produção brasileira original da Netflix, a atriz ainda está gravando mais dois filmes. Atualmente, está no ar na Rede Globo na minissérie “Sob Pressão”, com direção de Andrucha Waddington e Mini Kert, derivada do filme de mesmo nome. A cantriz – apelido que ela mesma se deu – também acabou de finalizar seu oitavo álbum solo, “O Samba Mandou me Chamar”, que será lançado ainda neste ano pela gravadora Coqueiro Verde.

13.09.2017


Zezé Motta recebe Karol Conka em casa para o Super Bonita, no GNT:

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Karol Conka e Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta no Super Bonita, GNT

Zezé Motta no Super Bonita, GNT

Zezé usou:

Jóias: Yara Figueiredo -> https://www.instagram.com/yarafigueiredo/

Look: Alessa -> https://www.instagram.com/casadaalessa/

Make: Alex Palmeira -> https://www.instagram.com/palmeralex_/

12.09.2017


Zezé Motta grava depoimento para o projeto ‘Vamos Escurecer a Cidade’:

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Zezé Motta | Foto: Staff Company

Depoimento para o coletivo VAMOS ESCURECER A CIDADE, com direção de Carolina Lavigne, Ivan Alves e dramaturgia de Livia Prado. Não há mais tempo para lamúrias, é preciso que você saia da sua zona de conforto, arregace as mangas e combata o #racismo. E, como diz @olazaroramos RACISMO É RACISMO, e ponto. Não percam esse espetáculo. De 03 a 24.09, aos domingos, sempre às 18h, no Centro de Arte Maria Teresa Vieira. (Rua da Carioca, 85 – Centro), no Rio de Janeiro.

12.09.2017


Campanha promove apoio a diversidade racial e empoderamento da mulher negra

Zezé Motta

No último dia 6 de setembro, foi lançada no Lapa 40º a campanha ‘CADA TOM COM SUA BELEZA’ que conta com a participação de atrizes como Isabel Fillardis, Zezé Motta, Elisa Lucinda, Juliana Alves, Érika Januza, Watusi, Lucy Ramos entre outras que cederam suas imagens em apoio ao empoderamento da mulher negra.

Promovida pelo Projeto AISHA, instituição sem fins lucrativos que visa a inclusão social e apoio profissional às mulheres e adolescentes, e em Yorubá significa Vida, a campanha busca enaltecer a formosura,o encanto e a força da negritude feminina.

Quem assina o trabalho é Thiago de Souza, Presidente do AISHA e um dos únicos cirurgiões plásticos negros do Rio de Janeiro.  “Eu sou um homem que lido diariamente com o conceito do belo e se tratando da beleza negra, sabemos o quanto é diversificada. Temos tantos tons de pele e precisamos ter orgulho desta melanina. São mulheres lindas. que precisam sentir-se fortes e empoderadas” explica Souza alegando também que a campanha quer analisar a auto percepção de mulheres que fazem da própria negritude um ato político. “Mais do que documentar a realidade de personagens negras como vítimas de opressão, eu acho importante retratá-las como heroínas, belas e exuberantes, sem esquecermos aquelas cujas vidas têm sido uma luta antirracista”, completa.

 

10.09.2017


4º fHist traz história contada a quente e Zezé Motta na abertura em Diamantina

Em sua quarta edição, o bienal Festival de História (fHist), sediado na cidade mineira de Diamantina desde 2011, acontece de 4 a 7 de outubro próximo e terá na abertura a mesa de debates “Chicas da Silva, fatos e mitos”, comandada pela atriz e cantora Zezé Motta, que interpretou a ex-escrava no famoso filme de Cacá Diegues, e pela pesquisadora e escritora cearense Ana Miranda, autora da mais recente biografia da histórica figura que viveu no Arraial do Tijuco no século XVIII – Xica da Silva: A Cinderela Negra, lançada pela Ed. Record.

É a primeira biografia não literária da autora do premiado Boca do Inferno, que trouxe Gregório de Matos.

O tema que encadeia o fHist de 2017 é “História a quente”, com a promessa de levar o público a uma intensa jornada de debates e vivências “que unem referências históricas aos tempos cada vez mais acelerados por reviravoltas políticas e culturais do século XXI”, explica o jornalista Américo Antunes, da coordenação do Festival.

Entre as nove Mesas de Debates, serão focados temas como “O Grande Irmão”, que aborda a sociedade midiática, os “Ecos da Revolução Russa de 2017” em seu centenário; “Sua Luta faz História”, com o longo e ainda presente percurso da emancipação da mulher; “Tesouros escondidos em documentos antigos”, com relatos preciosos do historiador Ângelo Carrara e “80 anos do IPHAN: o Patrimônio Cultural em questão”, abordando patrimônios materiais e imateriais. Haverá também dois Mini Cursos, sobre “Arqueologia e História Indígena antes da Ocupação Colonial da Serra do Espinhaço” e “O Novo Romance Histórico Brasileiro”.

Autobiografia Autorizada
No encerramento, o ator Paulo Betti apresentará sua aclamada peça “Autobiografia Autorizada”. São nove Mesas de Debates, dois mini cursos, oficinas, Feira de Livros, prosas com autores e manifestações artísticas com a presença de Titane, Túlio Mourão e consagrados mestres da capoeira e do samba de raiz. Tudo isso tendo por cenário o casario colonial e as seculares igrejas de Diamantina, Patrimônio Mundial decretado pela Unesco em 1999.

As inscrições já estão abertas no site www.festivaldehistoria.com.br, ao preço de R$ 30,00 (estudantes), R$ 60,00 (professores) e R$ 100,00 (outros), com direito a todas as mesas, conferências e apresentações culturais.

Apresentado pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet, a quarta edição do fHist é uma realização da Stratégia e da Nota Comunicação, contando com a parceria da Prefeitura de Diamantina e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) – História. O 4º fHist conta ainda com o apoio da CEMIG e da CEF.

05.09.2017


Zezé Motta no Encontro com Fátima Bernardes

Zezé Motta no Encontro com Fátima Bernardes Zezé Motta no Encontro com Fátima Bernardes

29.08.2017