“Dia dos Namorados” de Cazuza, por Zezé Motta

28 de Julho de 1989 o globo, Zezé Motta

28 de Julho de 1989 o globo, Zezé Motta

No baú de Cazuza existem 78 letras inéditas. É o que revela o livro “Preciso Dizer Que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”, lançado pela mãe do cantor, Lucinha Araújo, em 2004. Dessas, 13 teriam sido musicadas, enquanto outras 65 permanecem apenas como letras.

Desde 2015, Lucinha ensaia projeto de disco com a gravação de algumas dessas letras, com nomes, inclusive, confirmados, casos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Baby do Brasil, Bebel Gilberto, Seu Jorge, Leoni, Rogério Flausino e Wilson Sideral. Os lucros obtidos com a iniciativa serão revertidos para a Sociedade Viva Cazuza – associação presidida por Lucinha que cuida de pessoas infectadas com o vírus da aids, desde 1990, quando a doença vitimou Cazuza – mas a ideia do CD ainda não saiu do papel.

Na última quinta-feira, o jornalista Mauro Ferreira informou em seu blog que Ney Matogrosso lançaria uma dessas músicas inéditas do compositor: “Dia dos Namorados”. A previsão é que a gravação de Ney chegaria ao mercado exatamente no dia em que a data que o título faz alusão é comemorada no Brasil: 12 de junho. No entanto, a informação de que a canção seja inédita contradiz o próprio relato do livro de Lucinha, que adverte que ela já havia sido registrada pela cantora e atriz Zezé Motta.

Registro. Embora tenha recebido a voz de Zezé, “Dia dos Namorados” permanece inédita para o público. Logo após cantarolar entusiasmada o refrão da música, por telefone, do Rio, Zezé esclarece os motivos desse ineditismo. “É linda a canção. O Cazuza me deu para gravar, não me recordo a época exata, mas eu estava sem gravadora, envolvida em alguns trabalhos temáticos. Então, registrei num gravador e dei para a Lucinha Araújo. Ela é a única que tem a versão, num cassete”, revela a artista.

Zezé e Cazuza se conheceram em um aniversário da também cantora Sandra de Sá, comadre do músico. “Saí algumas vezes com ele e a Bebel Gilberto para bares da região do Leblon, mas não chegamos a ser assim tão próximos. O que havia era uma admiração de ambos. Cazuza foi um grande poeta, e é até hoje.”, elogia a cantora e atriz.

Lançamento. Zezé, que recentemente esteve em Lisboa para participar da novela “Ouro Verde”, produzida e transmitida pela TVI de Portugal, ao lado de outros artistas brasileiros, como Silvia Pfeifer e Gracindo Júnior, afirma que não tinha conhecimento da gravação que será lançada por Ney, mas relembra que a música já tinha uma melodia, feita por Perinho Santana, como reitera o livro de Lucinha. “Ouvi a música e a melodia numa fita cassete, cantada pelo Cazuza”, diz.

No blog de Mauro Ferreira, a informação é que a melodia do registro feito por Ney Matogrosso é de autoria de Roberto Frejat, o mais recorrente parceiro de Cazuza. O texto também não deixa claro se a nova gravação de Ney será adicionada à voz de Cazuza, e nem entra no mérito se fará parte do projeto encampado por Lucinha desde 2015. Ferreira encerra com as seguintes palavras: “A adição da voz de Ney ao fonograma faz sentido pelo fato de o cantor ter sido namorado de Cazuza. Eis a apaixonada letra de ‘Dia dos Namorados’, própria para virtual dueto romântico”. Instado a responder a dúvida em seu blog e via telefone, Ferreira não atendeu e nem respondeu ao questionamento.

Inéditas. O livro, que abarca todo o repertório autoral de Cazuza, revela ainda duas canções registradas. mas jamais lançadas. “Quero Ele”, parceria com Lobão feita para Rogéria e cantada por ela em espetáculo teatral, e “Problema Moral”, cantada por Paulette, um dos membros do histórico grupo de dança Dzi Croquettes.

16.05.2017


Zezé Motta na segunda temporada de 3%, série da Netflix – Coluna Patrícia Kogut – O Globo:

Zezé Motta em 3%, na Netflix

15.05.2017


Zezé Motta conduz cerimônia de relançamento do Projeto Pixinguinha

Zezé Motta | Foto: Diego Mendes

A Fundação Nacional de Artes – Funarte e o Ministério da Cultura apresentaram, no dia 26 de abril, quarta-feira, o novo Projeto Pixinguinha. O anúncio foi realizado no Teatro Dulcina – espaço da entidade no Rio de Janeiro –, com apresentação, para convidados, de Moraes Moreira e o grupo A Cor do Som, entre outras atrações a noite rememorou o show histórico que os dois fizeram, em 1978, pelo Projeto, que marca os 40 anos da iniciativa da Funarte.

O evento teve um emocionante tom de tributo aos 120 anos do nascimento de Pixinguinha. Karen Mesquita e Cícero Gomes – do corpo de primeiros bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, realizaram uma coreografia, ao som de Carinhoso, criada especialmente por Regina Sauer para a mais famosa obra do homenageado – composta entre 1916 e 1917, com letra de Braguinha – . A atriz e cantora Zezé Motta,condutora da cerimônia, apresentou a nova versão do projeto. Ela abriu a programação homenageando todos os artistas, na pessoa de Pixinguinha: “Alfredo da Rocha Vianna Filho… Mestre no maxixe, no samba, na valsa e no choro! Santo Pixinguinha, das magias do sax e da flauta…”, lembrou. “Quarenta anos do Pixinguinha! Que projeto maravilhoso… “Tenho certeza que estamos todos muito emocionados com a volta deste projeto, que revelou tantos talentos… Hoje a Funarte o faz renascer, numa nova fase, a percorrer o Brasil… Com músicos de todas as regiões…”, disse Zezé Motta.

Entre os presentes estavam ainda: Jaluza Barcellos, Mariane de Castro, Antônio Pitanga, Toninho Gerais, Haroldo Costa e Nilze Carvalho, entre outros artistas, professores e pesquisadores de música, numa platéia repleta.

A atriz explicou que a programação de espetáculos do novo formato ocorrerá entre os meses de maio e novembro de 2017. E que serão, no total, 60 espetáculos, distribuídos por 60 cidades das cinco regiões do país, realizados por 15 duplas de artistas. “Elas vão reunir um músico renomado e um mais novo – este associado à região onde os espetáculos vão acontecer – . Cada dupla apresentará quatro espetáculos, em quatro cidades, em uma região determinada. Os artistas serão selecionados por uma comissão de curadoria”, anunciou Zezé Motta – que também cantou músicas como Minha missão, de Mariene de Castro.

Todos os integrantes a comissão de curadoria estavam presentes na plateia. Vindos de vários estados, eles vieram ao Rio para a primeira reunião do grupo, na sede da Funarte, com o diretor do Centro da Música da casa (setor responsável pelo projeto), o gestor cultural, músico e produtor Marcos Souza.

O projeto Pixinguinha foi lançado em 1977, mesmo ano de fundação da Funarte, inspirado na série de shows Seis e Meia (que, desde 1976 lotava o Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro, com espetáculos às 18h30 e ingressos a preços populares). Por meio da iniciativa, diversas cidades brasileiras puderam assistir a grandes artistas da música popular, como os veteranos Cartola, Jackson do Pandeiro e Marlene, os então iniciantes Marina Lima, Djavan e Zizi Possi e ainda Edu Lobo, João Bosco, Nara Leão, Paulinho da Viola, Alceu Valença e muitos outros.

04.05.2017


Atendendo a Pedidos no Sesc Jundiaí

Zezé Motta
Zezé Motta sempre gostou de homenagear seus compositores preferidos em shows – Cantar Caetano Veloso, Luiz Melodia, Jards Macalé, Elizeth Cardoso, entre outros. Então, ao longo deste tempo, Zezé anotou as músicas que, independentemente dos seus compositores, eram as mais aclamadas pelo público e mesmo que não estivessem no repertório de determinado show, eram pedidas para que ela cantasse. Assim, surgiu o show ‘Atendendo a Pedidos’, com repertório bem diversificado e aclamado pelo público.

Teatro | 220 lugares

Data: 21.05.2017 às 18h
Venda limitada a 2 ingressos por pessoa

02.05.2017


Sob Pressão, na Globo

Zezé Motta em Sob Pressão, O Globo, Kogut

 

A série é baseada no filme homônimo do querido Andrucha Waddington!

17.04.2017


A vida e o adeus aos personagens…

Zezé Motta em Ouro Verde

Damos vida e também adeus a muitos personagens ao longo das nossas carreiras. Já são 50 anos que faço televisão e cinema, confesso que perdi as contas de quantas mulheres vivi e morri. Hoje, me despeço de Nenem, minha personagem na novela Ouro Verde da TVI, que me levou a morar por algum tempo em Lisboa, e que trouxe mais uma grande experiência e uma enxurrada de amigos, pessoas que levarei para o resto da vida da Zezé. O meu muito obrigada a todos(a) telespectadores Portugueses. Fui tratada como uma rainha. Obrigada a toda equipe TVI, vocês são sensacionais. Obrigada Maria João Costa por escrever personagens tão maravilhosos e ao diretor Hugo de Souza por todo profissionalismo e carinho com a Nenem e com a Zezé aqui. Obrigada Portugal! Axé! E até breve!

17.04.2017