Zezé Motta é a atração da Conferência de Abertura da Bienal Rubem Braga em Cachoeiro

Zezé Motta

Mais uma atração foi confirmada para a 6ª edição da Bienal Rubem Braga, que acontece entre os dias 31 de maio a 5 de junho, em Cachoeiro de Itapemirim. A atriz e cantora Zezé Motta falará no primeiro dia do evento, às 20h, durante a Conferência de Abertura, ao lado do capixaba Wilson Coêlho. O tema é Literatura e Interpretação.

Comumente lembrada pelo papel principal no filme ‘Xica da Silva’, de 1976, e pela luta contra a ditadura, Zezé Motta começou a atuar em 67 e estreou como cantora em 1971. Ela é nascida em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense.

Na música, já gravou nove discos, entre o primeiro, ‘Gerson Conrad e Zezé Motta’ e o mais recente, ‘Negra melodia’, no qual faz homenagem aos compositores Luiz Melodia e Jards Macalé.

Pela primeira vez, a Bienal Rubem Braga terá dois escritores internacionais: o português Gonçalo M. Tavares, vencedor do Prêmio José Saramago (2005), e o angolano José Eduardo Agualusa, finalista do prêmio Man Booker 2016. Também já foram anunciados os autores brasileiros Paulo Lins, Andrea del Fuego e João Paulo Cuenca e o cineasta Ian SBF, do grupo Porta dos Fundos.

Todas as atrações desta sexta edição serão gratuitas. O evento será realizado na Praça de Fátima, no centro da cidade. A programação terá debates, palestras, feira de livros, oficinas culturais, atividades para estudantes e apresentações musicais.

08.05.2016


Acadêmicos do Sossego – Sinopse Carnaval 2017

Zezé Motta - Deusa de ÉbanoZezé Motta – Deusa de Ébano

Zezé Motta – A Deusa de Ébano

Ora yê yê Oxum, ora yê yê minha mãe! Ecoam tambores para lhe reverenciar!

Nascida na terra da cana caiana, foi minha frágil força que me impulsionou a mostrar mais que minhas sete faces no ilusório cenário artístico. Assim, aos palcos de Dionísio subi para deixar de ser eu e ser muitas outras.

O que tive de enfrentar para traçar meu caminho pouco me importa. Para alcançar um destino romântico sofri muito castigo. Pelo meu negrito jeito de ser, ai de mim, incomodei bastante a civilizada sociedade que dança com hipocrisia.

Reconhecida pelo meu talento, minha luz é quem prateia as minhas conquistas ao longo de uma vitoriosa carreira de atriz e cantora. Hoje, em estado de graça, alcanço o auge de minha vida como cantriz. O samba mandou me chamar para me elevar à categoria de Deusa de Ébano, nessa emocionante homenagem carnavalesca.

Comecei no teatro, estreando profissionalmente como atriz na polêmica obra de Chico Buarque, Roda Viva, peça censurada pela ditadura. Fiz rir e chorar. Participei de outro importante espetáculo, 7 – O musical, fazendo com paixão o que mais gosto nessa vida: atuar e cantar.
Foi a sétima arte que me deu a esperada fama. Magrelinha com o dengo que a nega tem e uma sensualidade à flor da pele, numa mistura de raça e cor. Dei vida a personagens marcantes nos filmes Quilombo, Águia na Cabeça, Orfeu e, sobretudo, Xica da Silva, que me imortalizou e me lançou ao estrelato internacional.

Paralelamente à vida de atriz, aos poucos brotou a cantora. Nas boates Telecoteco e Balacobaco, nas quais primeiro tive o direito à vida de cantar as dores de amores, de soltar minha voz, na doce esperança de mostrar este meu outro dom, o meu canto de resistência que tanto fascina, para ter você comigo, bem mais perto de mim. Meu sorriso largo transborda minha alma feiticeira na alegria de viver.

Atuar e cantar. Sempre soube que era essa a chave dos segredos que realiza esta mulher guerreira e mística na ribalta, que veio ao mundo numa trovoada para ser atrevida e, com atitude, conquistar tudo o que quer, com decisão e muita sabedoria.

O sangue não nega o furor que se avassala dentro de mim e me torna, mesmo sem eu querer, uma divina criatura. Aos olhos dos meus fãs, uma diva. Por isso, onde o sol bate e se firma, abrem-se as cortinas para que eu possa me doar por inteira, realizada, na divina saudade de uma negra melodia.

A senhora liberdade abriu as asas sobre mim, me dando força para lutar contra o preconceito. Meu pecado original e uma intensa consciência racial só reforçam minha militância nas causas do negro, pelas quais lutarei até o fim com autonomia.

No horário nobre da televisão me joguei no corpo a corpo, rompendo os grilhões do racismo por um amor proibido entre uma mulher negra e um homem branco. E da intolerância fui a próxima vítima, vivendo uma rica empresária numa sociedade que não aceita a ascendência em igualdade da negritude brasileira.

Agora, brilhando nesse sagrado palco da folia, crioula com muito orgulho e dignidade, trocando em miúdos, venho aqui me apresentar no meu melhor papel:

– Muito prazer, eu sou Zezé!

Pesquisa e texto: Julio Cesar Farias
Carnavalesco: Marcio Puluker

Observação: as palavras e expressões destacadas referem-se às músicas e elementos da vida artística de Zezé Motta.

08.05.2016


50 anos de cantriz…

zeze motta

Eu dizia que se eu não conseguisse ser atriz e cantora, que eu seria psicóloga, ou… Astróloga…, mas, felizmente a “cantriz” deu certo, graças a Deus, me sinto em estado de graça quando estou cantando ou interpretando. Eu acho que todo mundo se sente assim quando faz o que gosta pra valer, né? Não me imagino fazendo outra coisa na vida… 50 anos de carreira como cantriz!

27.04.2016


Zezé Motta será homenageada como enredo da Acadêmicos do Sossego, no carnaval 2017. Confira na coluna Ancelmo Gois, Jornal O Globo:

Coluna Ancelmo Gois - O Globo | Zezé Motta -  A Deusa de Ébano - Enredo Acadêmicos do Sossego - Carnaval 2017

Aos 71 anos, sendo 50 dedicados às artes, Zezé Motta será homenageada com o enredo “Zezé Motta – A Deusa de Ébano”, pela Acadêmicos do Sossego, primeira escola a desfilar na sexta-feira de folia, abrindo os desfiles da Série “A”, no Rio, na Marquês de Sapucaí. Com o enredo, a escola de Niterói pretende se referir às mulheres negras que chamam a atenção por sua beleza e exuberância, como Zezé, ícone negro da cultura brasileira, e claro, eterna Xica da Silva, Dandara, entre tantos outros papeis na TV e no cinema que a imortalizaram.

Confira o texto de apresentação do enredo:

 Acadêmicos do Sossego – 2017:  Zezé Motta- A Deusa de Ébano

Tocada por Dionísio, o deus grego das festas, do teatro e dos ritos religiosos, a menina de Campos, lançou-se nos palcos da vida. Fez as malas, acreditou no sonho e seguiu para o Rio de Janeiro. Nascia a Zezé Motta, a Zezé das artes, a Zezé cidadã do mundo. Em 1967, Zezé Motta começou a carreira no teatro, quando estreou a peça Roda-viva, de Chico Buarque e não parou mais. Em 1969, atuou em “Fígaro, Fígaro”, “Arena canta Zumbi” e “A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato“Orfeu negro” e “Godspell”

Para muito além dos palcos, Zezé foi brilhar na tela grande da sétima arte. Participou dos filmes: “Vai trabalhar, vagabundo”, “Ouro Sangrento”, “Anjos da Noite”, “Tieta do Agreste” e “Orfeu”, mas foi Xica da Silva”, em 1976 que a consagrou internacionalmente.

Na tela da televisão chegou ao auge de seu talento, carisma e popularidade. É a uma das atrizes negras que mais atuou em telenovelas no Brasil. Cantou, dançou e atuou enaltecendo a sua luta por igualdade independe da cor de sua pele. Da tela para a vida real, “muito prazer, eu sou Zezé, mas pode você pode me chamar como quiser”

A canção “Magrelinha” de Luis Melodia e outras tantas do menestrel Chico Buarque passearam pela voz marcante de Zezé Motta.

“Quando eu penso nela em forma de canção. Imagino em som que revele. Que revele o tom, o tom da cor da sua pele. Crioula”

Cantriz. É a Zezé, mulher, mãe, avó, cantora, dançarina, atriz e que é acima de tudo feliz!  Entre tantas mulheres, Deus quis que Zezé brilhasse. Colocou uma estrela em sua testa e fez dela um ser iluminado que encanta a todos com a força de seu sorriso, com sua alegria, seu talento e seu amor pela arte.

A Acadêmicos do Sossego entra no palco sagrado do carnaval. Vem com as bênçãos dos deuses sagrados do teatro, da música, do cinema, da TV e da negritude para prestar homenagem a esta grande estrela das artes, trazendo os sinceros aplausos no seu manto azul e branco. Com a força do seu canto e da sua comunidade vem dizendo: Bravo, Zezé Motta!

MARCIO PULUKER (carnavalesco)

20.04.2016


Zezé Motta na coluna de Mônica Bergamo – Ilustrada – Folha de São Paulo

Mônica Bergamo - Zeze Motta

 

Depois de um atraso no vôo que vinha do Rio, Zezé Motta chega sorridente e apressada ao Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, em SP, para um bate-papo com fãs. “Está muito tarde? Ainda estão esperando?”, pergunta à repórter Letícia Mori antes de dar uma arrumadinha na roupa e no cabelo.

A sala é pequena –a ideia é que o encontro seja intimista– e está lotada. Mais da metade da plateia é composta por jovens mulheres negras, que fazem a maior parte das perguntas. Várias delas contam como a atriz foi um modelo e como as fazia se sentir representadas. “Eu lembro a primeira vez que te vi. Gritei: ‘Olha mãe! Tem uma negra na TV e ela não é empregada!'”, diz uma das jovens.

Zezé ficou marcada por personagens fortes e complexas como Xica da Silva, do filme homônimo de 1976, e Dandara, do longa “Quilombo”, de 1984. Mas também representou muitas empregadas, tantas que já perdeu a conta. “O problema não é fazer o papel, é que as personagens não tinham vida própria, viviam a reboque dos outros”, diz ela.

Lembra de um episódio de quando começou a estudar artes dramáticas na escola O Tablado, uma das mais importantes do Rio. Uma vizinha ficou surpresa e disse que “não sabia que para fazer papel de empregada precisava de curso.” “Achei que ela era a pessoa mais ignorante do mundo. Mas quando fui pra TV foi assim mesmo”, conclui Zezé, que teve uma experiência diferente no teatro. A atriz estreou na peça “Roda Viva”, de Chico Buarque, dirigida por José Celso Martinez Corrêa.

Depois de rodar o mundo para divulgar o longa “Xica da Silva”, a atriz voltou ao Brasil e recebeu uma dezena de convites. Entre eles, um para encenar um conto de Clarice Lispector, “Festa de Aniversário”. “Fui devorando o texto no carro. Quando cheguei lá, o papel era pra servir salgadinho na festa. Eu disse não”.Afirma que os produtores e autores hoje em dia se preocupam mais com diversidade, mas que ainda “tem muito chão pela frente” antes do problema ser resolvido. “Você só vê um grupo muito grande de negros em cena quando o assunto é escravidão. E não adianta esperar por mudanças, nós é que temos que correr atrás. Eu ainda luto por representatividade na TV.”

Zezé se decepcionou com o desenvolvimento de seu papel na novela Boogie Oogie (2014), a mais recente que fez na Globo, em que também interpretou uma empregada. “Me disseram que ela ia incentivar o filho a ser diplomata, apesar das dificuldades que ele sofria. No fim, isso foi mencionado pouquíssimas vezes. Fiquei muito triste, meu personagem perdeu o sentido.”

Algumas das perguntas da plateia se repetem –como ela começou a militar no movimento negro e sobre padrões de beleza. Responde tudo com paciência, com sua voz calma e grave. Conta que começou a se aceitar quando viajou para os EUA nos anos 1960 para apresentar uma peça.

“Vi aqueles negros lindos, orgulhosos, de cabelo black power. E eu com uma peruca estilo chanel, pensando em fazer cirurgia no nariz porque me falavam que o meu era feio. Eles foram perguntar pro diretor quem era aquela alienada.”

Diz que ainda existem muitos atores negros desempregados e deprimidos. “Antônio Pompêo [morto em janeiro, aos 62 anos] foi um deles, ele morreu de tristeza. Estava há muito anos sem nenhum papel.”

Não é o caso de Zezé, que aos 71 anos emenda um projeto atrás do outro. Depois de gravar a novela “Escrava Mãe”, que será exibida na Record em maio, ela planeja uma peça de teatro, participa da série “Condomínio Jaqueline” na Fox e vai lançar um documentário sobre a verdadeira história de Xica da Silva. Mas quer mesmo é falar do álbum “O Samba Mandou Me Chamar”, que lança neste ano. O projeto existe há 8 anos, mas só agora fechou com uma gravadora.

É a primeira vez que ela faz um álbum exclusivamente de samba, depois de quase dez discos lançados. “Cheguei a receber uma proposta para ir pro samba depois de meu primeiro LP. Na época eu era a [atriz negra] da moda. Hoje é a Taís Araújo”. Alguém na plateia diz que só deixam ter uma [mulher negra em destaque] por vez, e ela dá um sorriso irônico.

Continua: “A gravadora achou que naquele momento de sucesso eu deveria ir pro samba, que faria muito dinheiro”, conta ela, que não aceitou a proposta, feita “de forma desajeitada”.

“Me disseram que a Alcione não estava indo muito bem, tinha acabado de se separar, e que eu deveria tomar o lugar dela. E eu falei: ‘Gente, eu não quero o lugar de ninguém! Resisti também porque eu sabia que queriam me rotular de sambista por ser negra.”

“Hoje me sinto tão cantora quanto atriz”, diz ela, que dá uma palhinha antes de se despedir dos fãs. Quase todos os presentes na sala formam uma fila para abraçá-la e tirar fotos. “Queria dizer que a senhora é muito linda”, diz uma menina. “Esse ‘senhora’ é o que dói”, responde a atriz, rindo.

Já são quase 1h da manhã quando ela consegue terminar o encontro com os fãs e ir jantar em um restaurante nos Jardins. “Engraçado, eu não paro muito para pensar na velhice. Eu esqueço…”, diz, enquanto bebe um vinho branco. “Tenho plagiado a minha mãe, que tem 90 anos. Sempre que perguntam: ‘Dona Maria, a senhora não vai ficar velha?’, ela responde: ‘Não tenho tempo, menina!'”

Zezé fala bastante de Dona Maria. “Sabe como é mãe, né? Eu moro bem, mas ela sempre comenta que fulano tá bem de vida, sicrano tem um tríplex. Eu falo: ‘Fulano é contratado da Globo, mãe, eu não!”, diz ela, que vive no Leme, no Rio de Janeiro, em um apartamento que foi da escritora Clarice Lispector.

Mãe de cinco filhas adotivas, Zezé já teve cinco maridos e diz que hoje sofre muito menos por amor. “Estou solteira há muito tempo. Tenho romances, mas não consigo me imaginar casada de novo, morando com alguém. Ao mesmo tempo tenho medo de ficar sozinha. Os filhos a gente cria pro mundo, né?”

Aos 40, ela achava que pessoas mais velhas não tinham vida sexual. “Eu me lembro de quando minha mãe se casou pela última vez, aos 60 anos. Eu pensava que ela estava se casando para ter companhia para ir ao teatro, para não jantar sozinha. Se eu soubesse…”, diz, e solta uma gargalhada generosa.

“Percebi que estava errada no dia em que ela me pediu para não dar cerveja demais pro marido dela porque depois ele não dava conta. Falei: ‘gente, ela ainda transa!’ E hoje, com 71, vejo que é por aí mesmo”, diz, rindo e tomando mais um gole do vinho.

11.04.2016


Zezé Motta, Tonico Pereira, Rocco Pitanga e Quitéria Chagas encenam o “Auto da Paixão de Cristo”, no Rio

Zezé Motta e Rocco Pitanga em Paixão de Cristo

A história da Paixão de Cristo, apesar de conhecida há mais de dois mil anos, continua comovendo espectadores. Nenhuma outra encenação teatral de caráter religioso atinge a plateia com carga emocional tão grande quanto esse drama. E a tradicional montagem carioca poderá ser vista na cidade na próxima segunda-feira, dia 28 de março, após a Semana Santa, contando com elenco luxuoso.

Apresentada nas escadarias da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, às 18h30, a peça terá Zezé Motta, Tonico Pereira, que recentemente interpretou de forma magistral o personagem Ascânio na novela “A Regra do Jogo”, Rocco Pitanga e Quitéria Chagas, entre outros 80 artistas, incluindo atores, cantores, músicos e bailarinos que apresentarão um espetáculo tão belo quanto aquele que acontecia nos Arcos da Lapa. Outro destaque será a participação do cantor e compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, que compôs músicas para a apresentação.

A montagem, que tem um princípio ecumênico e poderá ser vista por espectadores de todas as religiões, será dirigida por Ginaldo de Souza, que tem experiência de mais de quarenta anos em espetáculos de grande produção ao ar livre, com supervisão de Stepan Nercessian e texto de Benjamin Santos, que desenvolveu uma linguagem bastante dinâmica e interativa, gerando profunda identificação do público com os personagens.Os artistas interpretarão a história de sofrimento, redenção, queda, amor, morte e ressurreição, buscando estabelecer uma relação entre a saga de Jesus Cristo e a nossa atual realidade histórica.

Os organizadores do espetáculo optaram por realizar a apresentação no dia 28 de março, segunda-feira, logo após a Semana Santa, para que aqueles que desejam assistir a uma encenação da Paixão de Cristo nos moldes daquela feita nos Arcos da Lapa, mas que não estarão na cidade durante o feriado, possam comparecer. Portanto, será uma oportunidade preciosa para o público conferir a saga deste personagem que, independentemente da religião, pregou o amor, a paz e simboliza a própria história da humanidade.

FICHA TÉCNICA:

Texto: Benjamin Santos

Direção: Ginaldo de Souza

Supervisão Geral: Stepan Nercessian

Elenco:

Rocco Pitanga: Jesus

Zezé Motta: Maria

Tonico Pereira: Judas

Quitéria Chagas: Madelena

Ronie Marruda: Pilatos

Participação Especial: Marquinhos de Oswaldo Cruz

SERVIÇO:

Data: 28 de março, segunda-feira, às 18h30

Local: Escadarias da Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano, s/nº – Cinelândia

Grátis

28.03.2016