Vidas Negras Importam? Reflexões sobre o racismo no Brasil

Zezé Motta. Vidas Negras Importam

Tragédias são sempre socialmente desiguais e expõem de forma mais gritante as desigualdades historicamente construídas, como a construção das vulnerabilidades. A violência policial, o abandono estatal e a marginalização social de negros e indígenas, contribuem de maneira muito clara para o genocídio de povos que construíram o Brasil. A ancestralidade fincada em solo brasileiro, desde antes mesmo deste chamar “Brasil”, delimita toda a luta, suor e sangue de povos que, ainda que tenham construído o país onde habitam do zero, são historicamente invisíveis.

Ser mulher e negra no país do racismo estrutural e do machismo irrefreável, não é de fato uma tarefa fácil. Discutir machismo e racismo em 2020, é também reconhecer e ocupar lugares que anteriormente nos foram negados.

E hoje, a conversa é o resultado da soma de 4 mulheres negras e suas perspectivas de vida em sociedade e as dificuldades encontradas. Neste diálogo, São Paulo dialoga com toda sua origem matriz em uma única mesa, para este intercâmbio de ideias e práticas que, sobretudo, aponta caminhos para o combate ao racismo no cenário atual.

 

SOBRE A MESA

Vidas Negras Importam? Reflexões sobre o Racismo no Brasil

Eixo: 1 – Racismo no Brasil: Uma perspectiva histórica de invisibilidade dos povos Afro Indígenas

Dia: 27/07/2020

Horário: 19 às 21h

PERGUNTAS

  • Qual é o lugar da população negra na sociedade brasileira em 2020?
  • Como o máximo levante de bandeiras e movimentos sociais dos últimos tempos por artistas e figuras públicas têm influenciado a questão racial do país?
  • Como é a manutenção da relação ancestral em meio a outras problemáticas vividas?
  • Quais as questões majoritárias que ainda precisam ser discutidas e desmistificadas?

PARTICIPANTES

Allyne Andrade e Silva – Advogada

Mestre (2015)  e doutora (2019) em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, possui LL.M Master of Law em Direito, com especialização em teoria crítica racial pela UCLA School of Law.  Atua na áreas de Direitos Humanos e Direito Público e, em especial, com os seguintes temas: Terceiro Setor; Políticas Públicas e Desenvolvimento; Diversidade, Ações Afirmativas e Inclusão Social. Realiza estudos na área de: Teoria Crítica Racial; Marcadores sociais de diferença; Sistema de Justiça e Políticas públicas.

a Sylvia de Oliveira – Advogada

Graduada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, no ano de 1994, em São Paulo. Pós-Graduada em Direito Empresarial e em Direito Tributário, pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas). Atua na área de Direitos Humanos – Questões de Gênero, Raça e Etnia e no enfrentamento à violência contra a mulher e violência doméstica e familiar; Palestrante, é

sócia efetiva do Geledès Organização onde atualmente ocupa o cargo de Presidenta no triênio 2018/2021.

Zezé Motta – Atriz e cantora

Considerada uma das maiores artistas do país, é grande expoente da cultura afro-brasileira.

Frequentou a escola do teatro Tablado e começou a carreira de atriz em 1967, estrelando a peça Roda Viva, de Chico Buarque. Participou de filmes como Vai trabalhar, vagabundo (1973), Ouro Sangrento, Anjos da Noite, Tieta do Agreste, Xica da Silva (1976) e que a consagrou internacionalmente. Na televisão, atuou em telenovelas como Corpo a Corpo, Porto dos Milagres, Renascer, Xica da Silva, entre outras. Como cantora, tem mais de dez discos gravados.

Amarílis Costa  (Mediadora) – Advogada e professora

Mestra em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo – USP, autora de Estado Antinegro: A Máquina Estatal e Suas Múltiplas Ações – Um Estudo Da Lei Caó – 7.716,  Presidente da Comissão de Graduação, Pós Graduação e Pesquisa da OAB-SP. Membra Executiva das Comissões da Mulher Advogada, de Igualdade Racial, e de Política Criminal e Penitenciária da OAB-SP Articuladora do Coletivo Preta e Acadêmica, Pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas das Políticas Públicas para a Inclusão Social – GEPPIS – EACH USP. Leciona nas áreas de concentração de Direitos Humanos e Gestão de Política Pública.

24.07.2020


Zezé Motta, anos 80, na Bahia (autor desconhecido)

23.07.2020


Falando de Clarice

Live Maria Fernanda Candido e Zezé Motta, Falando de Clarice

Considerada uma das maiores escritoras do Brasil, ela foi romancista, contista, cronista, tradutora e jornalista. Clarice Lispector se estivesse viva, faria 100 anos neste ano de 2020. O centenário da escritora será o tema da live de duas grandes atrizes brasileiras: Zezé Motta e Maria Fernanda Cândido. Com mais de 50 anos de carreira, ícone da cultura brasileira, Zezé Motta além de grande admiradora da escritora vive há quase uma década no apartamento em que morou Clarice por muitos anos, no bairro do Leme, na Zona Sul do Rio. Já Maria Fernanda Cândido, uma das atrizes de maior sucesso no Brasil, à frente de inúmeros personagens marcantes na TV, teve um papel recente no filme “A Paixão Segundo G.H”, dirigido por Luiz Fernando Carvalho, a partir do livro homônimo de Clarice Lispector, publicado em 1964. Além de conexões com a escritora, Zezé e Maria Fernanda se declaram fãs das obras de Lispector.

 

Um oferecimento da Perfumaria Phebo, marca brasileira criada em 1930 em Belém do Pará, que com sua linha de perfumes Biblioteca Olfativa convida seus clientes a colecionarem sensações, inspirações e memórias.

 

O bate-papo “Falando de Clarice” acontecerá na próxima segunda-feira (21.07), às 18h, e poderá ser visto pelo perfil das atrizes (@mariafernandacandidooficial e @zezemotta).

 

“Não escrevo para fora, escrevo para dentro”. Assim a escritora Clarice Lispector (1920-1977) explicava sua literatura.

18.07.2020


Zezé Motta é destaque no Estadão, falando sobre o centenário de Elizeth Cardoso

16.07.2020


Zezé Motta por Vania Toledo

Acabo de saber que a fotógrafa Vania Toledo nos deixou… Uma perda e tanto para a arte da fotografia e também para a música. Entre o final dos anos 70 e os anos 80, Vania foi autora de inúmeras fotos minhas. É dela a foto de capa do meu disco “Frágil Força” em 1984. Com ela também participei da exposição”Mulheres Epetaculares”. Obrigada por tudo Vania, descanse em paz, você fará falta em nossa arte. Meu carinho ao amigos e familiares, Zezé Motta. (16 de julho de 2020 às 13:36). #RipVaniaToledo

Zeze Motta por Vania Toledo em capa.

zeze motta capa disco fragil força lpZezé Motta. Foto Vania Toledo

 

16.07.2020


Zezé Motta (Dandara) no filme Quilombo (1984)

15.07.2020