Empregada doméstica

Zezé Motta empregada doméstica. filmes. novelas.

O problema não era ser empregada, era entrar muda e sair calada… Considero a data de hoje uma data especial na minha carreira de atriz.

O Dia da Empregada Doméstica é comemorado anualmente na data de hoje, 27 de abril.

Quando terminei Xica da Silva, recebi um convite para ir à Globo pegar o roteiro do Caso Especial Festa de Aniversário, adaptado da obra de Clarice Lispector. Fiquei eufórica porque eu adoro a Clarice. Achei que estavam me convidando para um papel incrível. Só que quando eu cheguei lá, vi que era para servir doces. Uma figuração. Fiquei muito indignada e disse: Não, obrigada. Então o Ziembinski, que era diretor do programa, me ligou, preocupado, e me aconselhou que eu não fechasse essa porta. Que no Brasil os atores precisam da TV e que, apesar do fato de Xica da Silva ter sido um sucesso, a vida continuava. Ele não falou por maldade. Fez para me proteger.

Só que na época eu estava tão determinada que mantive minha posição: Empregadas, nunca mais! Aí a imprensa alardeou, os diretores pararam de me convidar e eu fiquei um tempo sem fazer televisão. Quer dizer, sem fazer teledramaturgia. Porque a TV-E abriu espaço para eu ser apresentadora. Fiquei lá um tempo e fiz um programa chamado Calendário, que era uma espécie de revista jornalística.

Anos depois, quando fui convidada para fazer Transas e Caretas, do Lauro César Muniz, e aceitei, as pessoas me cobraram: Ué, você não disse que não topava mais papel de empregada? Acontece que a Dorinha fazia parte da trama. Era faxineira de dois irmãos – Reginaldo Faria e José Wilker – e tinha caso com ambos. Quer dizer, o problema não era ser empregada. O problema era entrar muda e sair calada. Isso eu já tinha feito e não precisava mais.

Fiz tantas empregadas na minha vida que quando fui enredo da escola de samba Arrastão de Cascadura, do grupo 1-B, com o enredo Zezé, um Canto de Amor à Raça, do carnavalesco João de Deus, havia uma ala só de domésticas, representando as empregadas que eu fiz ao longo da minha carreira. Lembranças de uma vida dura, mas cheia de sabor. Muito prazer, Zezé!

27.04.2021


Zezé Motta para QUEM

Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1) Zezé Motta. Revista QUEM (1)

Créditos:
Reportagem: Raquel Pinheiro (@raquelpinheiroloureiro)
Fotos: Chico Cerchiaro (@chicocerchiaro)
Beleza: Gabriel Ramos (@gabrielramos6)
Produção de moda: Milton Castanheira (@castanheiras)
Agradecimentos: Parque Lage, Angela Brito, Carol Nasser, Henriete Moreira, Hugo Boss, Lenny Niemeyer e Sara Joias.

19.04.2021


Zezé Motta na Capa da QUEM (abril 2021)

Zezé Motta Capa da Quem

https://revistaquem.globo.com/Capa/noticia/2021/04/zeze-motta-se-existe-reencarnacao-pode-me-mandar-negra-de-novo.html 

Créditos:
Reportagem: Raquel Pinheiro (@raquelpinheiroloureiro)
Fotos: Chico Cerchiaro (@chicocerchiaro)
Beleza: Gabriel Ramos (@gabrielramos6)
Produção de moda: Milton Castanheira (@castanheiras)
Agradecimentos: Parque Lage, Angela Brito, Carol Nasser, Henriete Moreira, Hugo Boss, Lenny Niemeyer e Sara Joias.

 

19.04.2021


Zezé Motta faz pocket show em live para o Bradesco

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

Zezé Motta, Live Fala Bia, Bradesco (14)

O Bradesco acredita que a busca pela igualdade de gênero é uma batalha de todos. Por isso, promoveu no dia 08 de abril de 2021 a live Fala, BIA!, uma conversa sobre #assédio. A apresentação foi de Rita Batista com participação de Mariana Torquato, Glamour Garcia, Zezé Motta, Maira Pinheiro e Vera Iaconelli. No final da live, Zezé soltou a voz interpretando canções que ficaram marcadas em sua história na MPB.

Créditos

Fotos: Vinicius Bertoli

Piano: Ricardo Mac Cord

Beleza: Gabriel Ramos

Styling: Milton Castanheira

Direção: Vinicius Belo

Realização: Banco Bradesco

#AliadosPeloRespeito

09.04.2021


Zezé Motta participa da Feira do Empreendedorismo Artístico (FEA)

Marcelo Serrado, Zezé Motta e Miguel Falabella no FEA

Pioneira no Brasil, a Feira do Empreendedorismo Artístico (FEA) se destaca por reunir, desde 2016, personalidades de relevância no setor cultural para fomentar debates sobre o futuro do mercado. A edição deste ano, que acontece totalmente online,  nos dias 10, 11 e 12 de abril, foi viabilizada pelo Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e pelo  Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa através da lei Aldir Blanc (14.017/2020). 

O principal objetivo da FEA é fortalecer a cultura empreendedora no meio e buscar soluções para a crise provocada pela pandemia de Covid-19, sendo que dentre os nomes de peso já confirmados para 2021 estão Marco Luque, Marcelo Serrado, Miguel Falabella, Otaviano Costa e Zezé Motta. Serão três dias de transmissão e cerca de 15 horas de palestras e painéis (cinco horas por dia), exibidas pelo YouTube, Zoom e outras plataformas.

Para a idealizadora e diretora artística da FEA, Fefa Moreira, é o momento de fortalecer a classe e fomentar um debate pela sobrevivência da economia criativa. “É importante nos unirmos e entender o que as cabeças estão pensando. Nesta situação, há quem chore e há quem dê o lenço, e esperamos encontrar soluções e possibilidades diante da crise através de uma mentalidade empreendedora”, explica.

A diretora de produção da FEA, Alessandra Herszkowicz, acredita que este é o momento de as pessoas que atuam no meio se verem enquanto empresas, visto que o setor cultural e criativo responde por cerca de 2,64% do PIB brasileiro e foi um dos mais afetados pela crise global decorrente da Covid-19, de acordo com o levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). 

“Nunca foi tão essencial ter esse evento quanto agora. As pessoas no setor cultural e artístico se viram em uma posição de perder os seus lugares no mercado e não tinham um caminho para onde ir. Queremos dar um respiro, a esperança de que há uma luz no fim do túnel, mostrar para as pessoas como se reinventar”, afirma Alessandra.

O evento é voltado para estudantes, profissionais e atuantes das áreas de cinema, teatro, dança, televisão, entretenimento, artes plásticas, eventos, música, games, social media, marketing, gestão cultural, teatro musical e qualquer pessoa interessada em fazer parte da nova era artística. 

A equipe de organização da FEA conta ainda com Gustavo Bechara (direção geral) e Fernando Araújo (produção executiva), que ampliaram os debates para um evento empreendedor, com um forte poder de inclusão. Já Isabella Fioravanti (direção tecnológica) é responsável pelos painéis interativos e pelo formato do evento. 

Para a edição deste ano, a previsão é ampliar o alcance dos encontros, abordando temáticas como carreira mirim, o poder das redes sociais e a consolidação de serviços de streaming no Brasil. “Vivemos em um processo de transição para o digital naturalmente e buscamos colocar em pauta este assunto, com grandes nomes da área e que possam acrescentar muito às discussões”, ressalta Araújo.

Por fim, o ator e diretor Bechara avalia que os destaques  do evento são os grandes nomes da área. “A feira é um evento especial que fomenta a economia criativa e, além da parte artística, busco viabilizar economicamente e artisticamente possibilidades para o projeto acontecer e rodar esta economia. As grandes estrelas são o ponto forte, como um chamariz para que cada vez mais pessoas se interessem por arte e por empreender. Com certeza será uma troca incrível de experiências e informações”, finaliza.

POR (EQUIPEZZM)

09.04.2021


Zezé Motta e Tom Farias conversam sobre Carolina Maria de Jesus

Tom Farias e Zezé Motta falam sobre Carolina Maria de Jesus

Fechando o mês da mulher, nesta quarta-feira (31) às 19h, Zezé Motta e o escritor Tom Farias conversam sobre Carolina Maria de Jesus no Instagram. Tom Farias é autor do livro “Carolina: uma biografia“, onde apresenta a complexa trajetória da escritora. Zezé já interpretou Carolina no cinema, no ano de 2003, no curta “Carolina” do cineasta Jeferson De, que roteirizou algumas passagens do best-seller “Quarto de Despejo”. Carolina foi catadora de papel e ferro velho, ela relatava seu cotidiano para criar os três filhos em 35 diários, todos escritos em cadernos com folhas em brancos que encontrava “no lixo”. Hoje é considerada uma das principais escritoras brasileiras. Da infância pobre, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, passando pelas cidades em que peregrinou na juventude em busca de trabalho e de diagnóstico e cura para uma doença nas pernas, até sua chegada a São Paulo onde se instalou na favela do Canindé.

Quarto de despejo é um dos maiores sucessos de Carolina, foi traduzido para 16 idiomas, publicado em 46 países e é um importante meio de denúncia de um Brasil extremamente desigual, uma tentativa literária de escapar a condições de vida sem o mínimo necessário para a sobrevivência, retrato lúcido de um país racista, esfomeado e sombrio, que não aparecia na grande mídia.

30.03.2021