Zezé Motta é aplaudida de pé no Theatro Municipal de Paulínia Paulo Gracindo

A última noite do V Paulínia Film Festival fechou o ciclo de homenagens a produtores, roteiristas, diretores, atores e atrizes vencedores de edições anteriores do festival. Flavio Tambellini, diretor premiado por Malu de Bicicleta (2010), subiu ao palco para agradecer e fazer um apelo. “O trabalho que foi feito aqui jamais poderia ter sido interrompido, porque esse é um projeto a longo prazo, de formação”, disse, ao desejar vida longa ao Polo.

Além de vencer o prêmio de melhor documentário por Uma Longa Viagem (2011), Lucia Murat filmou em Paulínia no mesmo ano o longa-metragem A Memória que me contam. ”Como eu fiquei aqui por um mês, me senti muito próxima da cidade.”

Zezé Motta

A retomada

“Isso aqui é nosso”, começou Rodrigo Diaz, vencedor do prêmio de melhor curta-metragem regional por Depois do Almoço (2010). “Em 2010, eu estava feliz porque queria fazer meu longa aqui, e penso que vai rolar por causa dessa retomada.”  Rafael Salazar, Albert Moreira, Janaina Walle, Alexandre Barros e Cauê Nunes também foram homenageados pelo documentário Às Margens do Xingu – Vozes não consideradas, de Damiá Puig, escolhido pelo público em 2011. Rafael lembrou que trabalhou em 12 longas-metragens no Polo e que a experiência o ajudou a entrar no mercado.

Zezé Motta e Ailton Graça

Zeze Motta e Ailton Graca Festival de Paulinia

Amir Admoni, que levou pra casa o prêmio de melhor curta nacional por Timing, em 2009, também compareceu à cerimônia.

Missão do Polo

O produtor Ofir Figueiredo e o ator Rodrigo Garcia subiram ao palco para apresentar o filme de encerramento, o pernambucano Tatuagem, sobre a relação entre o diretor de uma companhia de teatro e um jovem soldado do Exército no fim dos anos 70, durante a ditadura. “Espero que o filme leve reflexão, pensamentos e emoções a vocês”, disse Ofir. “Apesar das diferenças, espero que vocês enxerguem o filme sem preconceito, apenas com amor”, completou Rodrigo.

Monica Trigo, Secretária de Cultura, deu suas últimas palavras antes do final do festival. “Quero garantir que as políticas permanentes serão construídas nessa cidade, através do pacto federativo. É um projeto poderoso e consistente. Esse tapete vermelho enorme é para todo mundo caminhar nele, não só os artistas”, falou, recebendo fortes aplausos.

Ao final, Zezé Motta cantou à capela o clássico da MPB “Minha Missão”, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, e foi aplaudida de pé pela plateia que lotava o Theatro Municipal de Paulínia Paulo Gracindo.

Zezé e Monica Trigo, secretária de Cultura de Paulínia

Zezé Motta canta à capela

Zezé Motta e Ailton Graça no palco

Zezé Motta

Fotos de Aline Arruda

Postado por Equipe Zezé Motta