Zezé Motta é imortalizada no Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro

Zezé Motta

Por ser de tamanha importância para a cultura brasileira, a atriz e cantora Zezé Motta foi a convidada deste mês na série Depoimentos para a Posteridade, no último dia 15 de abril, na sede da Praça XV. Como seus entrevistadores, Érica Prado (jornalista); Iléa Ferraz (atriz, artista plástica e diretora); Ivan Alves (ator e diretor) e Rodrigo Faour (jornalista e escritor).

Zezé começou sua carreira como atriz em 1967, estrelando a peça “Roda-viva”, de Chico Buarque, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Como cantora, em 1971, apresentou-se como crooner das casas noturnas Balacobaco e Telecoteco, ambas em São Paulo. Sua estreia no Rio de Janeiro foi com um show no MAM, produzido por Guilherme Araújo. Natural de Campos, interior do RJ, Zezé Motta nasceu Maria José Motta de Oliveira, em 27 de junho de 1944.  Com apenas dois anos, ela mudou-se com a família para o Rio de Janeiro e, mais tarde, chegou a frequentar a escola do teatro Tablado.

De 1975 a 79, lançou três LPs:  “Gerson Conrad e Zezé Motta”; “Zezé Motta” e “Negritude”. Nos anos 80, lançou mais três trabalhos como cantora: “Dengo”, “Frágil força” e, com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas, “Quarteto negro”. E não parou por aí. Apresentou-se, representando o Brasil, a convite do Itamaraty, em Hannover (Alemanha), no Carnegie Hall de Nova York (EUA), França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal.

Como atriz, participou dos filmes “A rainha diaba”, “Vai trabalhar, vagabundo”, “A força de Xangô”, “Xica da Silva”, filme que a consagrou internacionalmente e pelo qual recebeu vários prêmios, “Tudo bem”, “Águia na cabeça”, “Quilombo”, “Jubiabá”, “Anjos da noite”, “Sonhos de menina-moça”, “Natal da Portela”, “Prisioneiro do Rio”, “Mestizo”, “Dias melhores virão”, “Tieta”, “O testamento do sr. Napumoceno” e “Orfeu”.

Em televisão, atuou nas novelas “Corpo a corpo”, “Pacto de sangue”, “A próxima vítima” e “Corpo dourado” e nas minisséries “Memorial de Maria Moura” e “Chiquinha Gonzaga“, da Rede Globo, nas novelas “Kananga do Japão” e “Xica da Silva”, e na minissérie “Mãe-de-santo”, da Rede Manchete.

Destacam-se, entre seus maiores sucessos como cantora, suas gravações de “Dores de amores” e “Magrelinha”, canções de Luiz Melodia, “Trocando em miúdos” (Chico Buarque e Francis Hime), “Prazer Zezé” (Rita Lee e Roberto de Carvalho), “Crioula” (Moraes Moreira) e “Senhora Liberdade” (Wilson Moreira e Nei Lopes).

Zezé Motta foi casada algumas vezes e, ao longo de sua vida, adotou cinco meninas e um menino : Luciana, Nadine, Sirlene, Carla, Cíntia e Robson. É também avó de Luíz Antônio, filho de Nadine, de Heron e Loma, filhos de Sirlene, e de Isadora, filha de Luciana.