Zezé Motta e Martinho da Vila falam da luta contra o racismo no lançamento do Troféu Raça Negra 2017

Zezé Motta e Martinho da Vila

Zezé Motta e Martinho da Vila

Zezé Motta

Zezé Motta

Zezé Motta

Zezé Motta

Zezé Motta

Zezé Motta

O Troféu Raça Negra deste ano homenageará a atriz Zezé Motta, que interpretou Xica da Silva no cinema. Ao lado do romancista e roteirista Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus, que inspirou o filme de mesmo nome, ela também é presença na FlinkSampa. No lançamento dos eventos no Rio de Janeiro, a atriz disse que está lisonjeada pela lembrança. “É uma emoção, uma alegria do tamanho do mundo. E é importante também pra gente que luta por uma causa tão terrível no Brasil é a questão da discriminação, do racismo, da desigualdade. É importante esse tipo de reconhecimento, esse tipo de homenagem, porque toda vez que me chamam pra fazer uma palestra sobre a questão do negro eu fico me perguntando: ‘Meu Deus, até quando a gente vai se reunir para falar sobre esse assunto”. O discurso de Zezé recebeu o apoio de Martinho da Vila, que também esteve presente no evento. “Uma vez eu falei que eu não gostaria que houvesse esse negócio de movimento negro. Um pessoal estranhou muito, outros, que não gostavam muito da gente, ficaram felizes. Eu falei: Eu gostaria que não houvesse necessidade de movimento negro, de nós estarmos nessas reuniões fazendo isso. Mas devemos sempre reconhecer os avanços. Quando a gente começou nenhuma empresa abria espaço pra gente falar, isso vai acontecendo, mas que tá devagar, tá. Tá devagar, devagarinho que nem eu”, brincou o sambista. Em breve, Zezé defenderá na dramaturgia uma nova causa. Na próxima novela das nove, O Outro Lado do Paraíso, ela será Mãe Quilombo. “Eu vou participar da novela de Walcyr Carrasco e o meu núcleo vai ser um Quilombo. Eu fiquei muito feliz com esse convite, o meu personagem vai ser uma Mãe Quilombo, eu já li alguns capítulos, e realmente vai se aproveitar esse núcleo para se fazer denúncia, de como vive os nossos quilombolas, que são totalmente marginalizados. Acho que a maioria dos brasileiros nem sabe que tem tantos Quilombos no Brasil”, comemorou a atriz.