Zezé Motta posa para o livro ‘O Despertar da Mulher Brasileira” do fotógrado Jorge Abud

Zezé Motta | Foto: Jorge Abud

Zezé Motta | Foto: Jorge Abud

Aos 74 anos, Zezé Motta foi escolhida pelo fotógrafo Jorge Abud, para ser uma das estrelas do livro “Despertar da mulher Brasileira” que terá lançamento no Brasil e em Portugal no segundo semestre de 2019. Zezé posou na banheira de sua casa, no Leme, local que já foi residência de ninguém menos que Clarice Lispector. No livro, Jorge mostra inúmeras mulheres sem maquiagem, sem produção, simplesmente despertando, e em seu primeiro momento do dia. Jorge também clicou Regina Duarte, Luana Piovani, Mel Lisboa, Carol Castro, Glória Maria, Thayla Ayala, Bárbara Paz, Fafá de Belém, entre outras personalidades brasileiras.

Eu fui criada em colégio interno, era muito reservada. As visitas de homens eram muito controladas. Só podia receber pai, irmão, tio. A gente tomava banho de camisola, mesmo sendo um grupo só de meninas. A sensualidade que a carreira de atriz me trouxe aconteceu de maneira bem natural. O meu compadre Nelson Motta (Zezé é madrinha de Nina Morena, filha do produtor com Marília Pêra) me sacaneava dizendo “não precisa mandar a Zezé tirar a roupa. É só ela ouvir o barulho da claquete que ela já tira” (risos). Inclusive, no lançamento do meu primeiro LP, no MAM, uma alça do meu vestido caiu e eu fiquei com um dos seios de fora. E eu incorporei o erro, como recomendam as escolas de arte dramática. Fiz de conta que era para cair mesmo… No dia seguinte aquilo foi e manchete de tudo. E aconteceu algo muito curioso sobre esse episódio. Uma vez, mais tarde, me pediram para eu escolher uma cantora para se apresentar junto comigo e o Melodia no Projeto Pixinguinha. Eu escolhi a Clementina de Jesus. Quando foram consultá-la sobre o convite, ela disse: ‘a Zezé Motta não é aquela que canta com os peitos de fora?’. Na capa do meu primeiro LP, em 1978 o “Zezé Motta” (warner), em cima dos meus seios, tem umas folhas que a censura mandou colocar. Comenta a atriz e cantora.