Zezé Motta se emociona na final do samba que lhe homenageia na Acadêmicos do Sossego

Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego

Zezé Motta na Acadêmicos do Sossego

Carregado de simbologia e ousadia o samba-enredo dos compositores Felipe Filósofo, Ademir Ribeiro, Sérgio Joca, Marcelo do Rap, Fabio Borges, João Perigo, Paulinho Ju e Bertolo venceu pela segunda vez conscutiva a disputa de samba do Acadêmicos do Sossego para o Carnaval 2017, que abrirá os desfiles de sexta-feira, no Sambódromo, pela Série A. A obra vai ser a trilha sonora do enredo ‘Zezé Motta, a Deusa de Ébano’, na homenagem que a escola presta para atriz em sua estreia na Série A, sob o comando do carnavalesco Márcio Puluker.

Confira a letra do samba:

– Eu vi Mamãe Oxum clarear a cachoeira.
Eu vi Mamãe Oxum clarear a cachoeira.
Zezé Motta vai brilhar, nasce uma estrela.
– Sossego mandou me chamar, eu vou!
Ora yê yê, Oxum, aiê iê ô!
Ora yê yê, Oxum, aiê iê ô!
– Deusa de Ébano, suba ao seu templo sagrado.
Dionísio embriagado de alegria te oferta a lira de Orfeu.
– Ah, é uma honra! Eu já fui Conceição.
Farei dessa avenida um quilombo
“Nas voltas do meu coração”.
– Volte a reinar, Xica da Silva!
Rufam os tambores por dignidade.
– Pois é, “meu sangue não nega”,
Trilha sonora da senhora liberdade.
– Fiz dançar a hipocrisia numa “negra melodia”.
Tenho a cor da noite, a dor ensina.
– Seja a luz que ilumina, ó divina!
– Serei até quando a tela deixar meus nobres irmãos atuar.
Onde o sol bate e se firma, abrem-se as cortinas.
Negras estrelas caem do céu.
Terá a igualdade um cintilante papel.
– Até breve, diva. Axé!
– “Muito prazer, eu sou Zezé”